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terça-feira, 20 de março de 2018

Diário de uma Mãe a Tempo Inteiro - Dia 2

DIA 2 - SEGUNDA-FEIRA


O pai hoje foi trabalhar e por isso foi o primeiro a levantar-se. O Damião contudo já estava inquieto, mas puxei-o para a minha cama, dei-lhe maminha e adormecemos os dois novamente. Passado um bocado, acordei com a Elisa a sair da sua cama e a passar por cima de mim, para se ir deitar  junto ao irmão. Ele também acordou e ficámos ali a despertar e a trocar mimos. A Elisa percebeu pelos barulhos que o pai ainda estava em casa, foi dar-lhe os bons dias e pedir-lhe bolachinhas. Depois voltou e eu perguntei-lhe se lhe tinha desejado um feliz Dia do Pai. Não tinha e, por isso, foi lá dar-lhe um abraço e repetir tipo papagaia o que eu tinha dito.Voltou para a cama e entretanto o pai veio despedir-se de nós e saiu.
Reparei que o Damião estava molhado de xixi. Então, fui ao quarto deles buscar roupa para ambos, vesti-o e ajudei-a no que precisou.
Viemos para a sala e sentei-o no seu cantinho. Hoje, a Elisa optou por ficar a brincar com o irmão, enquanto eu preparava o nosso pequeno-almoço. Tem um livro com músicas de Mozart, que ia pondo a tocar, à medida que inventava histórias de acordo com as ilustrações de cada página.
Comemos o nosso iogurte com manga e cereais, enquanto o Damião, sentado na sua cadeira da papa, nos observava e mordiscava uma daquelas pegas de silicone em forma de luva. Descobri que gosta muito mais dela do que de qualquer mordedor!
A Elisa quis, como habitual, ver os seus desenhos animados. Hoje escolheu ver quatro episódios de "Festa das Palavras".
O Damião quis mamar e acabou por adormecer. Decidi levá-lo para o quarto, mas ele acordou quase de seguida. Fui ter com ele e quis morder o meu dedo. Então, percebi que já tem o segundo dente a romper. A Elisa apareceu entretanto e começou a mostrar a sua dentadura. Decidimos contar os seus dentes: 20!
De novo na sala, sugeri-lhe que fizesse um desenho numa folha para embrulharmos a prenda do pai. Achei interessante observá-la a contar os lápis de cera. Agora conta tudo e mais alguma coisa e já o faz com correção até ao 10. 
Fiquei a brincar com o Damião, mas ele estava rabugento porque tinha dormido pouco. A Elisa acabou o desenho e quis brincar comigo ao faz-de-conta. Ainda fomos sereias por um bocadinho, mas cansei-me e perguntei-lhe se gostaria que lhe lesse algum livro. Foi buscar um da lebre e da tartaruga e sentámo-nos os três no sofá.
Depois, decidi embalar o Damião no carrinho, porque ele continuava a mostrar sinais de sono. Em simultâneo, fui pondo a loiça do pequeno-almoço numa máquina e roupa a lavar na outra.A Elisa andava só atrás de nós, até que disse que estava aflita para fazer xixi e correu para a casa de banho. Como demorava a regressar, fui ver o que se passava. Estava no quarto a mudar de cuecas, pois diz que ficaram um bocadinho molhadas. O que vale é que é independente! 
Quando o Damião adormeceu finalmente, eu e ela fomos ver como tinham ficado, após secar, as molduras que fizemos para os nossos pais. Já as fizemos na semana passada, mas guardámo-las para que fossem surpresa. Tinham ambas uns pauzinhos descolados e estive a pôr cola nesses locais. Não pudemos, portanto, pôr as fotografias nem embrulhá-las, tarefa que ficou para a tarde.
De seguida, aspirei a sala e a cozinha. A Elisa foi buscar a bicicleta e começou a andar pela casa, insistindo em passar sempre no sítio onde eu estava com o aspirador. Estive com as palavras na ponta da língua, para lhe chamar à atenção de como me estava a incomodar, mas depois percebi que a piada de andar bicicleta era exatamente a de me ter como obstáculo. Sorri para mim mesma e continuei a desviar-me a cada uma das suas passagens.
Quando terminei a minha tarefa, perguntei-lhe se queria jogar comigo a alguma coisa. Escolheu o jogo de cartas das bruxas (do qual hei de falar noutro texto). Comecei a achar estranho encontrar tantas cartas iguais de seguida, até que ela me explicou que tinha estado a organizar o baralho dessa forma propositadamente. Ri-me e disse-lhe que a ideia nos jogos de cartas é exatamente a contrária. Ganhou esse jogo e ainda fizemos outro (com as cartas bem baralhadas!) a seguir.
Depois falei ao telefone com a minha amiga Sara. Como o Quico fez anos ontem e hoje fez a festa na creche, convidou-nos para irmos lá cantar os parabéns.
Dado que queríamos despachar-nos cedo, achei melhor ir tratar do almoço. A Elisa quis ajudar-me a pôr as conchas de sopa nas tigelas e a carregar no botão do microondas. Para o segundo prato, fiz salada e aqueci restos que tinha no frigorífico (normalmente é assim que faço ao almoço).
Achei que o Damião já estava a dormir há algum tempo e resolvi ir espreitá-lo pé ante pé... Disparate o meu! Acordou passados uns segundos! Trouxe-o para junto de nós e, assim que acabei de comer, aqueci também a sua sopa e dei-lha. A Elisa quis comer tangerinas da nossa árvore como sobremesa.
Depois, pedi-lhe que fosse lavar os dentes e fazer xixi, que eu já ia ter com ela ao meu quarto.
Com ela já aconchegada na minha cama, contei-lhe a história do Gato das Botas. Foi a primeira vez, pelo que ainda tenho de melhorar alguns pormenores, mas ela disse que gostou. Dei-lhe um beijo e vim com o irmão para a sala.
Ele ficou entretido com os seus brinquedos bastante tempo e eu aproveitei para começar a escrever o diário e tratar de alguns assuntos meus. Quando percebi que ele estava cansado, peguei-o ao colo, dei-lhe maminha e ele deixou-se dormir assim. Ficámos assim até a Elisa acordar e aí coloquei-o no carrinho e começámos a despachar-nos para ir ter com os nossos amigos.
Por sorte, apesar de ter amanhecido a chover, nesse momento estava muito sol!
A viagem até à creche ainda demorou uns 20 minutos de carro. A Elisa pediu-me que cantasse algumas canções, hábito este já antigo quando viajamos... Cantámos Linda Falua, Era Uma Vez um Cavalo, As Pombinhas da Catrina, entre outras.
Ao chegarmos, esperei pela minha amiga e entrámos juntas. A Elisa foi ter com os meninos e eu fiquei com o Damião a ajudar a Sara a fazer os saquinhos com doces para os colegas do filho. Depois fomos também para o refeitório, cantar os parabéns e comer o bolo. O Quico parecia muito feliz e satisfeito com os dinossauros do seu bolo!
Ainda fomos ao parque e um pouco a casa deles. A Elisa e o Quico ficaram na sala a brincar e a ver desenhos animados, enquanto eu e a Sara ficámos na cozinha a pôr a conversa em dia.
Regressámos a casa, mas demorámos mais do que me apetecia, por causa do trânsito. O Damião adormeceu e a Elisa só dizia que não queria ir para casa. Anda numa fase em que nunca se quer vir embora... Então, viemos numa longa conversa, onde mais uma vez lhe expliquei que era normal que ela não quisesse que um momento que está a ser bom terminasse, mas que todos os acontecimentos têm um princípio e um fim, que o que podemos fazer é repeti-los na maioria dos casos. E que provavelmente iríamos estar com o Quico outra vez brevemente! Só sossegou quando a lembrei de que, ao chegar a casa, poderia embrulhar a prenda do pai. Aí rematou com "Acho que é uma boa ideia!" (parecia que me estava a ouvir!) e acabou a conversa.
Depois de ter o embrulho feito, pedi-lhe que fosse brincar com as suas coisas e deixasse o irmão sossegado a brincar com as dele, enquanto eu arrumava a cozinha e punha a roupa na máquina de secar. Parecia que lhe tinha dito exatamente o contrário pois, numa histeria enorme, começou a correr em direção a ele e para o lado contrário vezes sem conta, espalhou os brinquedos todos no chão à volta dele, e começou a aproximar e a afastar umas peças de borracha da cara dele, a tal ponto que ele começou a chorar. Estava a sentir um crescendo de irritação em mim e, nesse instante, explodi e zanguei-me com ela. Mandei-a arrumar todos os brinquedos e ir brincar com as suas coisas. Devia estar mesmo zangada, porque ela nem argumentou, arrumou tudo e foi fazer um desenho.
Quando o pai chegou, ela deu-lhe a prenda toda orgulhosa.
Jantámos e fui deitar o Damião. Ela ficou a brincar com o pai na sala. Quando voltei, li-lhe um pouco de um livro de princesas, jogámos ao tal jogo de cartas com o pai e ainda fomos ao canal de YouTube, que referi ontem, ler alguns livros em inglês.
O Damião choramingou e fui ter com ele ao quarto. O pai foi deitar a Elisa.
Vim arrumar a cozinha e acabar o diário. Vou deitar-me de seguida...

quinta-feira, 8 de março de 2018

Quarto familiar!

Cá em casa, temos um quarto familiar!
O que é isso?
É isso mesmo! Um quarto onde dorme toda a família!


A nossa filha dormiu no nosso quarto todas as noites até aos vinte e dois meses. Inicialmente num berço de grades que me emprestaram (se soubesse o que sei hoje teria investido logo num berço co-sleeping) e a partir dos 5 ou 6 meses na cama de grades, encostada à nossa cama (sem uma das grades), o que facilitou muito mais a amamentação, o contacto com ela e a troca de mimos.
Depois, o avô fez-lhe uma cama aos estilo Montessori, rente ao chão, que lhe permitia entrar e sair autonomamente, e começámos a adormecê-la no seu quarto.
Continuou, durante muito tempo, a acordar a meio da noite, algumas vezes com pesadelos... Às vezes, parecia que não chegava a despertar de tão embrenhada que estava naquele terror... Provavelmente, os tão falados "terrores noturnos"... Nessas alturas, optávamos por trazê-la para o nosso quarto, de onde a sua cama de grades nunca foi retirada, ou ela própria revelava essa vontade. A determinada altura, acordava sem choros começou até a mudar-se sozinha, sem termos de nos levantar (ótimo!)...
Com quase dois anos e meio, finalmente, começaram a ser raras as noites em que acordava e pensei que se tinha tornado independente no sono, que já não precisava mais da nossa presença para se sentir segura.
Só que, entretanto mudámos para uma casa nova, o seu quarto ainda não estava concluído, e ela teve de adormecer (e dormir) novamente no nosso quarto.
Quinze dias depois, nasceu o irmão, que passou a dormir num berço co-sleeping no nosso quarto.
Conseguimos voltar a adormecê-la no seu quarto, mas quem é que a convence, quando acorda a meio da noite (ou às vezes quando eu e o pai nos deitamos) a não vir para o nosso? Afinal, estamos lá todos e ela não quer sentir-se excluída! Podemos criticá-la? Acho que não!
Com sete meses, o mano começa a ficar apertado no seu berço e a minha única preocupação é: "Como é que eu vou pôr outra cama de grades naquele quarto? Não temos espaço!!"
Alguma solução se há de arranjar... Surgirá do improviso, como todas até agora.
A verdade é que nunca tinha imaginado um quarto assim, mas por agora é o que melhor serve a nossa família!
Consigo amamentar facilmente o nosso filho, sem quase despertar e sem que o pai desperte a maior parte das vezes... A nossa filha sente-se segura porque não lhe foi retirado o seu espaço em prol do irmão...
E certamente não vão ficar a dormir connosco a vida toda! Aliás, ela já fala no beliche que o avô fará e de como não precisará mais de vir para o nosso quarto quando o irmão dormir com ela no seu quarto, pois já não se sentirá sozinha.
Vai haver uma altura em que provavelmente sentiremos até saudades da sua presença... Por isso, se isso lhes faz falta agora (e a mim!, ou acham que eu queria levantar-me a meio da noite para ir, cheia de frio, dar mama ao meu filho no outro quarto?), porquê complicar?
Como em tudo na vida, temos de seguir o nosso coração!
E adaptar-nos...

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O nascimento do segundo filho

Cá em casa já não somos só três! Somo quatro!
Nasceu o "bebé mano menino", como foi carinhosamente chamado pela mana mais velha durante os meses de gestação.


Foi um bebé planeado e muito desejado por todos, mas devo confessar que ao longo da gravidez tive momentos em que receei não saber amá-lo!
Sentia que a relação que tinha com a minha filha era tão especial e única, tão próxima e intensa, que receava não saber estabelecer uma relação igualmente forte com o bebé que ia nascer. Para além disso, temia que a chegada de um novo membro à família obrigasse a uma menor disponibilidade para a minha filha e que isso mudasse a relação que tínhamos. Acho que cheguei a ter medo que ela pudesse gostar menos de mim!

O facto de ser filha única, que tinha sido determinante na decisão de não querer ter um filho único, estava agora a atrapalhar a minha decisão de querer ter um segundo filho. Devido a essa minha experiência de vida, estava um pouco assustada com a possibilidade de não saber partilhar... Foi aí que uma amiga me fez ver que essa partilha não seria uma divisão mas uma multiplicação!
Não se enganou!

Estou totalmente rendida aos encantos do meu bebé!
E a mana também!

Quer ajudar em tudo...
"O mano boxou! O mano boxou!", grita em alerta vermelho, sempre que ele bolça e eu não estou a olhar. Sabe perfeitamente onde estão as compressas e o soro e traz-mos sempre que solicito, reconhece o creme da cara e o da muda de fralda. Ajuda-nos a dar-lhe banho. Tapa-o com uma fraldinha quando está deitado na espreguiçadeira.
É muito protetora e carinhosa...
Não deixa ninguém mexer na parte de trás da cabeça do mano e informa que têm de ter cuidado com os ossos dele, pois são muito frágeis. "Tudado! Muito tudado!, não se cansa de dizer. Dá-lhe beijinhos a torto e a direito! Logo ela que nunca foi nada beijoqueira e que até mesmo para dar beijos aos avós é só quando está para aí virada!

E, como o mano é um mamão dorminhoco, temos conseguido com alguma facilidade continuar a ter tempo para fazer as nossas atividades a duas. Aproveitamos para brincar na piscina, fazer plasticina, vestir os bonecos, entre outras coisas, durante as sestas do mano, mas também já temos, por exemplo, lido livros, desenhado ou feito puzzles quando ele está no meu colo à maminha!

Pensei que ela tivesse algum ciúme da maminha (que era tão dela!), pois deixou de mamar há cerca de meio ano e, durante a gravidez, às vezes, ainda o pedia, embora eu lhe explicasse que não tinha leite e que só voltaria a ter para o mano. Mas não. Não teve qualquer reação de posse em relação às mesmas. Acho que aceitou que cresceu e que a maminha é para o bebé.
A única situação em que sinto que ficou, até agora, um pouco abalada com a chegada do irmão foi a ida para a cama. Nem sempre consigo deitá-la e contar-lhe a história, pelo que agora esse momento tem sido partilhado com  o pai, mais frequentemente que o habitual. Então, diz meio chorosa que quer que seja mãe a deitá-la, recusa-se a ir para a cama tendo o pai que a convencer em forma de brincadeira e tem demorado mais a adormecer...

Quanto a birras, faz as suas de vez em quando... Acha que é dona da razão e tem dificuldade em aceitar que a contrariemos, mas não acho que isso esteja associado ao nascimento do irmão. Tem uma personalidade forte e...
... dois anos e meio!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bolo de castanha sem açúcar

Cá em casa, foi dia de fazer um bolo a pensar na bebé!

Apesar de ela já estar quase a completar dois anos, continuamos a optar por não lhe dar produtos com açúcar, o que causa estranheza em algumas pessoas. Para uma maioria, continua a ser aceitável que os bebés comam bolachas maria e iogurtes de fruta açucarados ao lanche, e gelados, queques ou um bolo de arroz quando vão ao café.
Eu acredito que quanto mais tarde ela começar a consumir este tipo de produtos e quanto menor a quantidade consumida dos mesmos melhor! Mas para isso há que criar alternativas... No verão, fiz muitas vezes gelados de fruta na Bimby e ela adorou! Agora, que o frio aperta, sabe bem um bolo quentinho acabado de sair do forno!



Ingredientes

Casca de 1 limão
3 ovos
50 g de xarope de tâmaras
100 g de farinha de trigo espelta
100 g de farinha de castanha
1 iogurte natural não açucarado
80 g de margarina vegetal
1 pitada de sal
1 pacote de fermento sem glúten (10 g)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º C e untar uma forma com um pouco de margarina.
Colocar a casca de limão no copo da Bimby e pulverizar 10 seg/vel 10.
Juntar os ovos e o xarope de tâmaras e bater 30 seg/vel 3.
Adicionar os dois tipos de farinha, o iogurte, a margarina e o sal e bater 1 mi/vel 5.
Juntar o fermento e misturar 15 seg/vel 5.
Deitar na forma e levar ao forno por cerca de 30 minutos.

Já tinha feito um ou outro bolo com pasta de tâmaras, mas confesso que, pela sua consistência, era um ingrediente que sentia alguma dificuldade em usar...  Ter descoberto tâmaras em xarope encheu-me de entusiasmo! Vou já começar a pensar num ou noutro docinho para o Natal...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O quarto da bebé

Cá em casa, acreditamos que o quarto de uma criança deve ser especial!
Deve ser um espaço acolhedor e único, que ela sinta que é seu.
Quando, ainda grávida, soube que era uma menina, imaginei-o logo em tons de azul/verde marinho e coral... De imediato, a floresta surgiu como inspiração, com os seus cogumelos, animais e seres mágicos... Selecionei um conjunto de ilustrações amorosas e criei o candeeiro com feltro e lã. O avô pintou a cómoda. A avó criou os cortinados a condizer com o contorno de berço (que logo passou para o nosso quarto!)...



Penso que o quarto deve estar estruturado de forma permitir que a criança aceda facilmente aos seus brinquedos, pelo que estes não devem ser em excesso nem estar amontoados desordenadamente. Neste sentido, e porque nos dias que correm se torna difícil ter um reduzido número de brinquedos, vamos fazendo rotação dos mesmos ou guardando definitivamente os que já estão desatualizados para a idade ou aqueles pelos quais ela já não se interessa.

O móvel onde estão colocados era um antigo móvel da despensa da minha avó, que tinha umas portas com rede de capoeira. Na altura, o que me encantou no móvel foram precisamente essas portas. Colocámos-lhe uns pés altos e pintei-o, sem que me passasse pela cabeça que acabaria por nunca lhe pôr as portas!
As caixas de madeira, com os brinquedos mais pequenos divididos por géneros (atualmente legos, blocos de madeira e bonequinhos diversos) são também muito úteis. É interessante perceber que, apesar de ainda não ter dois anos, a nossa bebé já é capaz de categorizar os objetos, arrumando-os na caixa correta!
A biblioteca adquirimos há pouco tempo, quando se começou a interessar muito por livros...

Mas o que nos encanta mais, desde o fim de semana passado, é a cama de madeira que o avô construiu a pensar na neta!
É uma cama sem pés, que lhe dá liberdade e autonomia, pois pode entrar e sair dela quando quer.


 

domingo, 4 de outubro de 2015

Natação para bebés

Cá em casa, iniciámos as aulas de natação para bebés.
 
 
Apesar de reconhecer os benefícios (que referirei mais adiante) da natação para bebés, não estava muito certa de querer começar algum tipo de atividade estruturada com a minha filha, sendo ela tão pequena (atualmente tem 9 meses).
 
Sou professora de 1° ciclo e apercebo-me da quantidade de atividades extracurriculares que a maioria das crianças frequenta, deixando-lhes pouco tempo para a brincadeira livre.
Vivemos numa sociedade em que a oferta de formação desportiva, artística e intelectual para crianças é variadíssima. Torna-se difícil resistir-lhe! Todos queremos o melhor para os nossos filhos, dando-lhes a oportunidade de desenvolverem as suas capacidades inatas, melhorarem as suas características menos boas, descobrirem aquilo de que gostam através da experiência... E são muitas vezes as próprias crianças a quererem aprender isto, praticar aquilo, experimentar aqueloutro... Há dias, os meus alunos (unanimemente!) disseram-me que preferiam ter vidas muito preenchidas, com muitas atividades, em detrimento de dias com muito tempo livre, desocupado!
 
Com receio de cair nesta "armadilha" e de aos sete anos ela já frequentar o piano, o inglês, o ténis e o ballet, estive prestes a adiar esta experiência... O que me fez mudar? O entusiasmo crescente da minha bebé em relação à água do mar e o à vontade que revelou quando fomos à piscina este verão.
 
 
Assim que percebe que vamos à praia, fica felicíssima! E quando põe os pés na areia, é vê-la puxar-nos para caminhar para a água. As ondas batem-lhe nas pernas e na barriga e ela continua a querer avançar para dentro do mar, com enorme satisfação e sem qualquer tipo de medo.
Na primeira vez em que esteve numa poça com água pelo peito, deitei-a e espontaneamente começou a "nadar".
Então, pensei que seria divertido e enriquecedor que ela tivesse contacto com água mesmo nas estações mais frias que se aproximam.
 
Não me enganei! Ela comportou-se como um peixe na água e só choramingou quando saímos da piscina, pois queria mais!
 
 
Desta prática, de entre muitas vantagens, destaco as seguintes:
A natação melhora a coordenação motora e o equilíbrio, bem como as noções espaciais, o que poderá ter uma influência positiva na aprendizagem do gatinhar e do andar. Fortalece o sistema cardiorrespiratório e o sistema imunitário. Os exercícios realizados num ambiente aquático com uma temperatura agradável ajudam ao relaxamento do bebé, com consequências ao nível da melhoria do apetite e da qualidade do sono. 
E, para mim talvez seja esta a mais importante, desenvolve a sua autonomia e desenvoltura no meio aquático, que serão essenciais para evitar possíveis situações de perigo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, morrem mais de 140 mil crianças com menos de 15 anos por afogamento todos os anos!
 
Assim, enquanto a minha filha se mostrar motivada para frequentar estas aulas, as nossas manhãs de sábado, outrora (já bem distante!) gozadas debaixo do edredão, serão alegremente passadas debaixo de água!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

De bebé às costas!

 
 
Cá em cá, tornámo-nos fãs da Ergobaby!

A Ergobaby, para quem não conhece, é uma mochila para transportar bebés. O modelo que adquiri dá para crianças dos 0 aos 36 meses, podendo estas ser transportadas de três maneiras: à frente, de lado ou às costas.

Infelizmente não a comprámos logo que a bebé nasceu. Teria sido muito útil na fase mais complicada das cólicas...
Como é um investimento acima dos 100 euros e eu não me tinha dado particularmente bem com o pano nem com o sling que me emprestaram, devido aos problemas de coluna que tenho, não quis arriscar a comprar algo que poderia ficar guardado no armário. Para além disso, tinham me dado um marsúpio da Chico, com o qual eu me sentia ainda menos confortável...
Contudo, há três meses atrás, fui a um encontro de mamãs, sendo a sua maioria adeptas do babywearing. Comentei com a amiga responsável por esse encontro que tinha imensa pena de não poder transportar mais vezes a minha bebé dessa forma. Ela falou-me da sua experiência, já com dois filhotes, e de como a sua mochila era extremamente prática e confortável. Se não estou em erro, a dela era uma Manduca... Vim para casa a pensar nisso, fiz as minhas pesquisas, recolhi opiniões e acabei por optar por uma Ergobaby.

Estou muito satisfeita com a minha escolha!
A mochila está concebida de modo a que o peso da criança fique distribuído sem forçar nenhuma parte específica da coluna. A minha bebé pesa atualmente 8 quilos e eu consigo dar um passeio com ela (com as mãos livres!), sem ficar aflita das costas! Tem alças acolchoadas que proporcionam uma boa sensação de conforto.
Consigo pôr e tirar a bebé com facilidade e rapidamente, mesmo sem ajuda, pois tem um sistema de ajuste com fivelas que funciona muito bem.

Sem a mochila, as idas à praia ao longo deste verão teriam sido bem mais complicadas. Muitas vezes, vou sozinha com a bebé. Levo a minha mala, o saco de muda de fralda, o guarda-sol... Poder transportar a bebé ao peito e ter duas mãos livres para carregar estas coisas é fantástico!

Nas caminhadas com os cães pelo pinhal, agora que os terrenos estão mais secos e amolecidos, o carrinho de passeio tinha tendência a enterrar-se. A bebé passou a ir às minhas costas ou do pai, este problema ficou resolvido e agarrar as trelas dos cães tornou-se também mais fácil!

Mas os momentos em que tenho sentido a mochila como uma verdadeira aliada são aqueles em que a minha bebé não consegue dormir. Ultimamente, à noite, tem acordado cerca de meia hora depois de adormecer, e chora, chora, contorcendo-se no nosso colo... Ainda não consegui perceber a causa deste desconforto, que se repete diariamente, embora desconfie que esteja associada ao nascimento dos dentes. No entanto, descobri que a forma mais rápida e eficaz de a acalmar é colocando-a na mochila, de preferência pele com pele. Caminho pelo quarto durante algum tempo, cantarolando, ela entrega-se ao conforto do embalo e deixa-se adormecer.
 
Transportar os bebés junto a nós é algo inerente à nossa espécie, mas que foi caindo no esquecimento nas sociedades ocidentais, especialmente ao longo do último século.
É bom saber que há cada vez mais mães a quererem recuperar este hábito e que existem cada vez mais opções no mercado que facilitam esta escolha!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Fraldas de pano para a noite

Cá em casa, a bebé usa fraldas reutilizáveis há seis meses e meio.
 
Contudo, as fraldas que usa para dormir não são as mesmas que usa durante o dia.
Têm de ser fraldas com maior capacidade de absorção, pois são usadas durante muito mais horas.
 
Como capa exterior, desde que a bebé teve uma dermatite de contacto provocada pelos elásticos das fraldas, passámos a usar capa de lã. Temos uma da Fluffy Diapers e outra da Disana.


Optei por estas capas por dois motivos. O principal foi o facto de não ter elásticos a vincar-lhe a pele sensível durante todas aquelas horas de sono. O segundo motivo foram as propriedades curativas da lanolina presente na lã (antimicrobiana e desinfetante), que ajudam a restabelecer o equilíbrio natural da pele.
Inicialmente tinha algum receio de que pudessem ser quentes e de que a bebé acordasse transpirada, especialmente agora nos dias de mais calor. Contudo, a lã apenas mantém a temperatura do corpo, não o aquece, e permite que a pele respire. Ela tem dormido bem e nunca acordou transpirada.
Também tinha algum receio de que a lanolização das capas fosse um processo complicado e que não corresse bem à primeira. Afinal é algo simples...
Estou muito satisfeita com qualquer uma destas capas!

No interior, vario entre três tipos de fraldas, dependendo das que estão para lavar.

As minhas preferidas são as Hemp Hour Strap da Babyidea. Apesar de já por si serem extremamente absorventes (até porque na zona do rabinho têm quatro camadas de tecido), uso com uma pré dobrada (dobrada em três partes retangulares) e um absorvente de microfibra (3 camadas) no interior. Coloco ainda um liner stay dry, para a pele da bebé se manter enxuta.


Após cerca de 12 horas, ainda nunca encontrei as fraldas completamente ensopadas, ou seja, se fosse preciso, ainda absorveriam mais.
Também têm a vantagem de, mesmo com a pré dobrada e com o absorvente extra, serem pouquíssimo volumosas.
O senão é que apenas tenho duas fraldas destas, pelo que me vejo obrigada a também usar as outras... Talvez qualquer dia adquira mais duas (comprei o par), até porque são de tamanho único e durarão até ao desfralde.

Quando as Babyidea estão para lavar, uso as ajustadas da Fluffy Diapers, também de cânhamo. No interior coloco dois absorventes de cânhamo (que vinham com a fralda) e um de microfibra com três camadas. Uso igualmente um liner stay dry.


Quando retiro a fralda, normalmente está no seu limite de absorvência, mas nunca tive fugas.
Apesar de os elásticos não marcarem as pernas da bebé, como acontecia quando usava capas de PUL (de poliuretano laminado, mais vulgarmente conhecidas por capas impermeáveis), deixam sempre pequenos vincos e isso é também um aspeto que as coloca em desvantagem relativamente às outras.
Para além disso, não vão servir até ao desfralde e não é possível usá-las com mais absorventes, pois ficariam muito apertadas.

Em último caso, uso uma pré dobrada com a dobra de jornal, colocando um absorvente extra de microfibra com três camadas. Também aqui uso um liner stay dry. Neste caso,  prendo-a com um snappi.


Quando retiro a fralda, de manhã, está também ensopada, mas até hoje não me desiludiu.
A minha bebé mexe-se muito enquanto lhe mudo a fralda e tenho dificuldade em usar as pré dobradas. Esta é para mim a grande desvantagem e o motivo por que só recorro a elas quando não tenho mais nenhumas.

Não sei se estas fraldas durarão até ao desfralde ou se terei de ir fazendo ajustes. Ficaria satisfeita com estas, mas já percebi que há vários fatores que podem fazer com que precisamos de alterar o tipo de fraldas que estamos a usar: tamanho do bebé, quantidade de chichi que faz, problemas/reações da pele...
Felizmente, há cada vez mais pessoas a ingressar no mundo das fraldas reutilizáveis e a partilhar informação, pelo que se torna mais fácil irmos encontrando aquilo que mais se adapta às nossas necessidades.
Talvez um dia sejamos uma maioria... Era bom! 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Três meses e meio de fraldas reutilizáveis!

Cá em casa, já usamos fraldas de pano há três meses e meio!

Tudo tem corrido lindamente e estou ainda mais fã que inicialmente!
Mas o meu stock mudou ligeiramente, porque a bebé tem crescido a olhos vistos e as fraldas de recém nascido já não servem...  Estão guardadas numa caixa, à espera do dia (ainda distante) da chegada de um mano.

Neste momento, estão a uso 26 fraldas (número que não inclui capas)...

Para dormir, a bebé continua a usar fraldas ajustadas da Tots Bots (5) com as respetivas capas (2). Por vezes, usa também uma capa da Bummis, que é a preterida porque os elásticos deixam a pele das pernas muito vincada.
Capa da Bummis
A capa da Blueberry já começa a mostrar-se pequena, sendo só usada em última instância...
Coloco sempre um absorvente extra e um fleece para que se mantenha enxuta e confortável. Deste modo, aguenta 12 horas, com raríssimas fugas.

Temos 5 fraldas de bolso da marca Baby Ikawa, que são usadas quando estamos por casa ou quando as outras estão sujas ou a lavar.
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Custaram 4,5 € cada uma, na Amazon, numa altura em que não se pagavam portes para Portugal. Apesar de serem mais fracas ao nível de qualidade, tem desempenhado bem a sua função, quase sem fugas e adaptando-se bem ao corpo da bebé, pois o seu tecido é muito maleável.
Em duas delas tive de substituir uma mola, mas, uma vez que tenho uma máquina própria para tal, não foi para mim um problema.
No seu interior, coloco dois absorventes ou uma fralda pré dobrada. Quando a bebé era mais pequena, gostei de usar pré dobradas com snappi e capa, mas apesar de ter adquirido algumas de tamanho acima, não me adaptei a usá-las agora que ela é mais crescida. Então decidi reaproveitá-las, colocando-as nas fraldas de bolso.

Quanto a fraldas tudo em um, temos 2 Bambino Mio.
Fralda tudo em um Bambino MioFralda tudo em um Bambino Mio
Tanto podem secar na máquina como ao ar livre, o que é vantajoso pois, como o absorvente não se separa, demoraria muito a secar nos dias mais húmidos.
Gosto bastante destas fraldas, que apresentam uma grande qualidade de confeção, e adoro os seus padrões (saíram há pouco uns novos pelos quais me apaixonei!)! Mas são um bocadinho caras, pelo que está fora de questão adquirir mais.

Como gostei muito das fraldas de recém nascido da Close Pop In, pensei que o sistema híbrido seria do meu agrado. Então, comprei uma fralda V2 da Close e outra da Grovia, ambas com absorventes extra.
Fralda híbrida da Grovia
No caso da Grovia, estou satisfeita, pois consigo usar quase sempre a capa duas vezes, ou seja, com os dois absorventes adquiridos. Digo quase sempre, pois basta que a bebé faça um daqueles cocós explosivos para que a capa fique totalmente imprópria para consumo! Os absorventes têm uma característica que me agrada, que é o facto que serem impermeáveis no lado que fica em contacto com a capa, pelo que o chichi não passa e esta fica enxuta para a segunda utilização.
Fralda híbrida Close Pop In V2
Já no que toca à fralda da Close, o meu grau de satisfação é menor. Para além da situação dos cocós que referi antes e de não haver nenhum tecido impermeável nos absorventes, o próprio interior da capa é de algodão, pelo que fica bastante molhado a cada utilização. Assim, apesar de ter dois absorventes, só consigo usar a capa uma vez entre cada lavagem. Também não gosto muito do modo como a fralda lhe assenta.

Com tudo isto, descobri que as minhas fraldas preferidas são afinal as de bolso da LittleBloom!
Fralda de bolso LittleBloom
 
Fralda de bolso LittleBloom
São práticas de colocar (se não fossem estas, acho que, no mês de licença gozado pelo pai, as descartáveis invadiriam a nossa casa, mesmo contra a minha vontade!), permitem que se ajuste facilmente o grau de absorção (colocando mais ou menos absorventes no bolso), secam mais rapidamente do que imaginava e têm uma ótima relação qualidade/preço. Para além disso, os seus padrões são uma delícia e algumas são de um tecido aveludado muito agradável ao toque.
Neste momento, temos 12 fraldas destas, cada uma com dois absorventes (a maioria de microfibra, mas também alguns de bambu).
Fraldas de bolso LittleBloom

Se soubesse o que sei hoje quando comecei a comprar as fraldas, teria comprado todas da LittleBloom (exceto as de noite, pois por agora damo-nos bem com as ajustadas).
Mas mantenho a minha opinião de que não devemos comprar todas da mesma marca sem experimentar, pois arriscamo-nos a fazer um grande investimento em algo que não nos satisfaz. Imaginem que tinha comprado todas da Close Pop In!...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A hora do banho

Cá em casa, tomamos banho num balde!
 
Bem, "tomamos" talvez não seja a expressão mais adequada, pois na realidade a única a usar o balde é a bebé. E depois talvez seja bom esclarecer que não me refiro a um balde qualquer, mas sim ao Tummy Tub (embora provavelmente um balde suficientemente grande e anatomicamente semelhante faça o mesmo efeito).
 
Tummy tubTummy tub
 
Começámos por lhe dar banho numa banheira comum, com suporte, e até estava a correr bem...
Tínhamos aprendido bem a lição nas aulas de preparação para o parto (onde parecia que tinha regressado à infância, a brincar com Nenucos!) e segurar a bebé era mais fácil do que julgávamos!
Ao entrar na água, ela choramingava um bocado e ficava um pouco tensa, mas depois parava de chorar, embora não me parecesse totalmente relaxada...
 
Só que entretanto começaram as cólicas e, mais uma vez, fizemos jus dos conhecimentos adquiridos nas ditas aulas, onde nos tinham falado que estes baldes contribuem para a diminuição das desconfortáveis dores de barriga.

Existem muitas teorias para justificar as cólicas dos bebés. Para mim, faz sentido que resultem de gases acumulados (consequência  dos alimentos ingeridos pela mãe ou porque eles próprios engoliram ar ao mamar), mas também que sejam uma resposta psicossomática ao desconforto que sentem por já não estarem na barriga materna.
Aí, eles estavam habituados a um ambiente líquido, escuro, quente e onde, por estarem envolvidos e em posição fetal, se sentiam protegidos.
Quando tomam banho numa banheira e entram em contacto com a água, a sua memória é ativada, mas eles percebem que estão num local iluminado e mais frio, um espaço aberto que não lhes transmite segurança. Daí que a maioria dos bebés esperneie e chore.
 
Com a Tummy Tub o ambiente uterino é recriado e nós queríamos experimentar. Só que não nos convinha nada estar a gastar mais dinheiro... Afinal, tínhamos a outra banheira novinha em folha!
Por coincidência, uma amiga ligou-me e, quando lhe falei das queixas da bebé, disponibilizou-se logo para me emprestar o balde dela.
Estamos a usá-lo há algumas semanas e, embora não consiga dizer se, no caso da nossa bebé, surtiu efeito em relação às cólicas (até porque simultaneamente foram tomadas outras medidas), a verdade é que ela adora os banhos!

Se é tão fácil para mim dar-lhe banho como na banheira? Inicialmente não era, mas (como em tudo na vida) não há nada como praticar...
Se pretendo continuar e aconselho? Sim, sem dúvida! Ela está tão relaxada e bem disposta do princípio ao fim do banho que, só por isso, vale a pena! 
 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Fraldas reutilizáveis de recém nascido


Cá em casa, usamos fraldas reutilizáveis...

Há já alguns anos que havia decidido usar estas fraldas, quando tivesse um bebé.
O facto de saber que cada bebé produz cerca de 1 tonelada (sim, leram bem, 1000 quilos!) de fraldas (lixo que demora aproximadamente 500 anos a decompor-se) fazia-me muita confusão.
Para além disso, sair-me-ia, a longo prazo, mais económico usar fraldas de pano do que descartáveis.
Já para não falar nos padrões de fraldas existentes, que são deliciosos!

Quando engravidei, comecei a pesquisar mais afincadamente na internet sobre o tema, no que toca a sites de venda, ao tipo de fraldas existentes, aos cuidados de manutenção, etc.
De início, pensei que bastaria comprar fraldas de tamanho único, que são divulgadas como sendo de utilização desde o nascimento até ao desfralde, mas, após ler alguns testemunhos de outras mães, concluí que seria importante ter um conjunto de fraldas de recém nascido.

Este é o meu stock de recém nascido, que se tem mostrado bastante adequado.

Pack de 6 fraldas pré dobradas de recém nascido Blueberry, que uso com capas e snappis, quando estou em casa.
Nunca tive fugas de chichi, as fraldas lavam-se e secam facilmente. Além disso, uma mesma capa é usada mais do que uma vez, pelo que se torna económico.
Snappifraldas blueberry 

Pack de 5 fraldas ajustadas Bamboozle da TotsBots, que uso com capas da mesma marca, durante a noite.
São muito volumosas, pelo que esteticamente não ficam tão bem por baixo das roupas, mas são excelentes para dormir, porque têm maior capacidade de absorção. Assim, se a bebé estiver muito sonolenta depois de mamar, não preciso da a acordar para mudar a fralda, mudo só na vez seguinte. Estas fraldas demoram algum tempo a secar ao ar.
Serão usadas até cerca dos 9 meses, pelo que se manterão no meu stock seguinte.
Bamboozle

2 capas Totsbots (uma delas vinha incluída no pack Bamboozle), 1 capa Mini Blueberry e 1 capa pequena Milovia.
Também as capas poderão ser usadas até aos 9 meses.
Capa TotsbotsCapa Totsbots
Capa BlueberryCapa Milovia

4 fraldas de bolso de recém nascido, sendo 2 da Charlie Banana e 2 da FuzziBunz, que tenho usado pouco, normalmente apenas quando na muda de fralda seguinte lhe vou dar banho. Isto porque, de todas as vezes que as usei, tive fugas. Não percebi se isto acontece porque a minha bebé é pequenina, pelo que as fraldas ficam folgadas nas virilhas, ou se simplesmente é o próprio corte das fraldas que não é o melhor.

1 pack de fraldas da Close Pop In, composto por 10 absorventes e 6 capas, que é super funcional! Aconselho vivamente a aquisição deste pack para os primeiros tempos do bebé, pois apresenta uma excelente relação qualidade/preço.
Uso estas fraldas no dia-a-dia, quer em casa, quer em saídas. São fáceis de colocar e assentam muito bem na bebé.
Tanto as capas como os absorventes secam bastante rapidamente.
 
3 fraldas tudo em 1, sendo 2 da Bambooty e 1 da Piriuki, que uso quer em casa, quer quando saio, porque são práticas de colocar.
A da Piriuki tem uma particularidade interessante para os primeiros dias do bebé: uma mola que permite baixar o nível da cintura, de forma a não tocar no cordão umbilical. 
Qualquer uma destas fraldas seca um pouco mais lentamente do que as outras. 
 
Porque é que adquiri tantos tipos de fraldas e de diferentes marcas? Em primeiro lugar, porque, como já expliquei, uso-as em diferentes situações. Depois, porque precisava de perceber com quais me identifico mais.
 
Se gastei muito dinheiro? Sim, gastei algum. Mas fi-lo de forma diluída ao longo dos meses de gravidez, pelo que mal me apercebi desse gasto.
E, se decidir ter mais filhos, já não precisarei de comprar fraldas (pelo menos de recém nascido!)...



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