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quarta-feira, 21 de março de 2018

Diário de uma Mãe a Tempo Inteiro - Dia 3

DIA 3 - TERÇA-FEIRA



Hoje o Damião acordou com o pai a sair da cama e eu, morta de sono, disse para mim mesma "Nem penses que nos vamos levantar já!"... Então, apesar de ter continuado a tentar despertar-me com as suas vocalizações, fiz-me desentendida, dei-lhe maminha e ali ficámos naquela ronha de mama, dorme, acorda, mama, dorme... Quando finalmente a irmã acordou, pensei que fossem umas 11 da manhã... Engano! Ainda nem eram 9 horas! Mas, enfim, é bom sinal, é sinal de que dormi o suficiente.
Ficámos, como habitualmente, naquele despertar vagaroso, sem sair da cama, e a Elisa lembrou-se de ir ao seu quarto buscar um livro para fazer de conta que ia adormecer o mano. Trouxe um com vários contos de Grimm e foi contando as histórias. Foi tão bom ouvi-la! Primeiro porque me permitiu prolongar aquela mandriice e depois porque confirmei que já consegue contar com muitos pormenores a maioria daqueles contos!
Levantámo-nos, vestimo-nos e a Elisa quis ir brincar para o quintal. O Damião hoje não quis ficar no seu cantinho, pelo que o sentei na cadeira da papa, enquanto preparava o pequeno-almoço. 
Quando estava mesmo a terminar, a Elisa bateu à porta, dizendo-me que estava a começar a chover.
Comemos, com o Damião sempre inquieto e choroso.
De seguida, a Elisa quis ver os seus desenhos. Desta vez, optou por dois episódios da Heidi. Eu não sabia que havia uma versão mais moderna dos mesmos... Não me pareceram maus de todo.
O Damião continuava inquieto e só acalmou na maminha. Aliás, hoje esteve assim: desconfortável e sempre a querer mamar. Com ele mais calmo, ficámos nos mimos e a brincar.
Comecei a dobrar roupa (eu avisei!) e pu-lo no carrinho, para ver se dormia. Os desenhos animados terminaram e a Elisa queria que eu fosse brincar com ela. Quando lhe respondi que nesse momento não podia, pois estava a tentar adormecer o mano e queria dobrar a roupa que estava no cesto, fez birra. Começou a fazer um choro forçado, sentou-se no chão com cara de amuada e ainda atirou com umas peças de borracha. Disse-lhe que entendia perfeitamente que estivesse desapontada e zangada por não me ter como companheira de brincadeira, mas que ter aquele tipo de reação não ia ajudar a resolver nada. Expliquei-lhe que tal como eu não exigi que interrompesse a sua tarefa de ver os desenhos animados para fazer o que quer que fosse, também não era justo ela estar a exigir que eu parasse tudo para ir brincar com ela. Reforcei que entendia que ela se sentisse assim, que também eu queria brincar com ela, mas depois... "Tenho fome!", lembrou-se entretanto, em jeito de exigir a minha atenção, mas mudando de conversa. Fui buscar-lhe um queijinho e duas bolachas de chia. Comecei a andar pela casa, embalando o Damião no carrinho, e ela sempre atrás de mim. Depois, fui para a mesa dobrar a roupa e ela veio pedir-me que afastasse alguma roupa já dobrada para poder comer ali. Assim fiz.
O seu mau estar passou e, de seguida, lembrou-se de ir brincar com balões. Pediu-me que os enchesse e ainda me envolveu um bocadinho na brincadeira, ao mandá-los para junto de mim. Continuei na minha tarefa e ela brincou com a sua Nancy. Quando terminei, perguntei-lhe se me queria ajudar a arrumar a roupa nas gavetas e ela concordou satisfeita.
Depois, fomos brincar com os Playmobil. Estavam todos guardados num balde, pois tinha estado cá em casa uma amiga que é mais pequena e para a qual podiam ser perigosas aquelas peças tão pequenas. Penso que por estarem arrumados, a Elisa nunca mais tinha querido brincar com eles. Então ajudei-a a montar o cenário e, quando o Damião acordou e tive de interromper a brincadeira, ficou tranquilamente a brincar sozinha.
Pensei que ele estaria com fome e fui aquecer a sopa, mas ao fim da terceira colherada começou a chorar sem parar. Peguei nele e mamou. Só depois quis comer a sopa... Hoje esteve assim... Deve ser por causa do dente que rompeu ontem.
Fui fazer o almoço e a Elisa apareceu, como é seu costume, para me ajudar. Deixei que partisse as nozes e as colocasse na frigideira. Comemos hambúrgueres de tofu, com arroz, e espinafres salteados com nozes e canela. Estava delicioso!
O Damião continuava a choramingar e, como esfregava os olhos, pensei que tivesse sono. A Elisa foi lavar os dentes e fazer xixi, para ir dormir a sesta de seguida. Quando cheguei ao quarto, pediu-me para nos deitarmos os três, porque queria dar miminhos ao mano. Pareceu-me boa ideia e que ele adormeceria também. Mas não resultou e, ao fim de um bom bocado no qual ele literalmente lutava contra o sono, decidi trazê-lo para a sala, um pouco chateada com aquilo tudo.
Mamou outra vez e acabou por adormecer nos meus braços. Fiquei derretida a olhar para ele e depois deitei-o ao meu lado, no sofá, e comecei a adiantar o diário.
A Elisa acordou ao fim de um bocado. Ele acordou também. Ficaram os dois no meu colo, enquanto o amamentava novamente.
Depois, sentei-o no seu cantinho e fui brincar com a Elisa. Brincámos com uns bonecos miniatura que tem, jogámos ao jogo de cartas das bruxas e ao Koala Capers (com o Damião sempre a esticar o braço para tentar mexer nas cartas!).
Lanchámos e fomos organizar as coisas para a piscina. Assim, quando o pai chegou do trabalho, ela já tinha feito um desenho, andava a brincar com os balões e a fazer percursos com almofadas, mas já tínhamos tudo pronto e saímos de seguida. O pai ficou com o Damião, e nós duas fomos para a piscina: ela tem aula de natação e eu de hidroginástica. No balneário perguntou-me porque ficávamos com os dedos engelhados. Ficámos de pesquisar num livro de "Porquês" que temos em casa, mas afinal descobrimos que é sobre animais e não esse tipo de questões.
No regresso, passámos na churrasqueira e comprámos um frango para o jantar.
Já em casa, comemos e, em simultâneo, fomos dando a sopa ao Damião, que tinha estado a dormir. Depois, eu e o pai demos-lhe banho. Eu vesti o Damião, e o pai a Elisa. De seguida, fiquei a adormecê-los no meu quarto. Estava tão cansada que adormeci também...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Porque é que lhe estão sempre a falar do irmão?

Cá em casa,  a mana mais velha está farta que toda a gente lhe fale do irmão!

E eu decidi escrever este texto apenas como forma de alerta, pois certamente não é ela a única nesta situação. Haverá por esse mundo muitos "manos mais velhos" a sofrer do mesmo mal! Os responsáveis? Nós, adultos, que inconscientemente e provavelmente por desejarmos que haja uma boa aceitação do bebé por parte da criança, nos pomos todos com o mesmo tipo de conversa. Nas primeiras vezes a criança ainda responde entusiasmada, nas vezes seguintes já mostra alguma saturação, e ao fim de um tempo tem atitudes desadequadas como virar a cara, fazer expressão zangada ou grunhir! Pelo menos, foi o que aconteceu com a minha filha!



Não pensem que ela não está a aceitar bem o irmão. É super protetora, ternurenta e atenciosa com ele... E se alguém mete conversa com ela, mas não repara nele, é bem possível que pergunte: "Tu já viste o meu mano?". Mas nessa situação é ela que o quer mostrar. Não é algo que é impingido à força na conversa!

"Gostas do mano?" Que pergunta... É claro que gosta!
"Posso levar o mano para casa?" Que absurdo! Ela sabe que o bebé precisa dos pais e que estes não deixarão ninguém levá-lo para onde quer que seja. Ainda assim, consegue irritar-se com esta pergunta e responder "NÃO!" com cara de pouco amigos.
"O mano porta-se bem?" Ela ainda nem tem bem construído o conceito de comportar-se bem em relação a si, quanto mais em relação ao mano! Ele dorme, mama e chora... Estará a portar-se bem? Eu própria me questiono, como é que um bebé de um mês se comporta mal?!
"Ajudas a mamã a tratar do mano?" Sim, ajuda, e gosta muito...

Mas também gosta que lhe perguntem: "Tens ido ao parque?", "Quais são os teus desenhos animados favoritos?", "Como se chamam os teus amigos?", "Este ano vais para a natação?", "Gostas de livros?"... E isto só para dar alguns exemplos do que se pode perguntar a uma criança sobre... ela própria!

No outro dia, fui com os meus filhos ao mini mercado da avó. Quase toda a gente que lá vai conhece bem a minha filha, pois a avó tem tomado conta dela quando estou a trabalhar. Inevitavelmente toda a gente quis ver o bebé e toda a gente ficou contente por a rever, mas as conversas não fugiram muito dos exemplos que dei acima, com as reações menos simpáticas por parte dela que também já descrevi.
No caminho para casa, diz-me: "Tou dandada!", isto é, "Estou zangada!".
"Estás zangada com quem?", pergunto eu.
"Com as pessoas..."
No seu discurso ainda pouco claro, explica-me que queria falar do seu recente interesse pela dança à última senhora que se meteu com ela. Esta colocou-lhe questões acerca do irmão sem perceber que ela não estava a responder-lhe mas a querer falar de outro assunto.
E foi nesse instante que me consciencializei do que a minha filha andava a sentir.
"Estás zangada com as pessoas porque só te falam do mano e tu querias falar sobre as tuas coisas. É isso?", continuei, tentando ajudá-la a clarificar os seus próprios sentimentos.
"Sim."
Simples. E no entanto, nem sempre óbvio...

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O nascimento do segundo filho

Cá em casa já não somos só três! Somo quatro!
Nasceu o "bebé mano menino", como foi carinhosamente chamado pela mana mais velha durante os meses de gestação.


Foi um bebé planeado e muito desejado por todos, mas devo confessar que ao longo da gravidez tive momentos em que receei não saber amá-lo!
Sentia que a relação que tinha com a minha filha era tão especial e única, tão próxima e intensa, que receava não saber estabelecer uma relação igualmente forte com o bebé que ia nascer. Para além disso, temia que a chegada de um novo membro à família obrigasse a uma menor disponibilidade para a minha filha e que isso mudasse a relação que tínhamos. Acho que cheguei a ter medo que ela pudesse gostar menos de mim!

O facto de ser filha única, que tinha sido determinante na decisão de não querer ter um filho único, estava agora a atrapalhar a minha decisão de querer ter um segundo filho. Devido a essa minha experiência de vida, estava um pouco assustada com a possibilidade de não saber partilhar... Foi aí que uma amiga me fez ver que essa partilha não seria uma divisão mas uma multiplicação!
Não se enganou!

Estou totalmente rendida aos encantos do meu bebé!
E a mana também!

Quer ajudar em tudo...
"O mano boxou! O mano boxou!", grita em alerta vermelho, sempre que ele bolça e eu não estou a olhar. Sabe perfeitamente onde estão as compressas e o soro e traz-mos sempre que solicito, reconhece o creme da cara e o da muda de fralda. Ajuda-nos a dar-lhe banho. Tapa-o com uma fraldinha quando está deitado na espreguiçadeira.
É muito protetora e carinhosa...
Não deixa ninguém mexer na parte de trás da cabeça do mano e informa que têm de ter cuidado com os ossos dele, pois são muito frágeis. "Tudado! Muito tudado!, não se cansa de dizer. Dá-lhe beijinhos a torto e a direito! Logo ela que nunca foi nada beijoqueira e que até mesmo para dar beijos aos avós é só quando está para aí virada!

E, como o mano é um mamão dorminhoco, temos conseguido com alguma facilidade continuar a ter tempo para fazer as nossas atividades a duas. Aproveitamos para brincar na piscina, fazer plasticina, vestir os bonecos, entre outras coisas, durante as sestas do mano, mas também já temos, por exemplo, lido livros, desenhado ou feito puzzles quando ele está no meu colo à maminha!

Pensei que ela tivesse algum ciúme da maminha (que era tão dela!), pois deixou de mamar há cerca de meio ano e, durante a gravidez, às vezes, ainda o pedia, embora eu lhe explicasse que não tinha leite e que só voltaria a ter para o mano. Mas não. Não teve qualquer reação de posse em relação às mesmas. Acho que aceitou que cresceu e que a maminha é para o bebé.
A única situação em que sinto que ficou, até agora, um pouco abalada com a chegada do irmão foi a ida para a cama. Nem sempre consigo deitá-la e contar-lhe a história, pelo que agora esse momento tem sido partilhado com  o pai, mais frequentemente que o habitual. Então, diz meio chorosa que quer que seja mãe a deitá-la, recusa-se a ir para a cama tendo o pai que a convencer em forma de brincadeira e tem demorado mais a adormecer...

Quanto a birras, faz as suas de vez em quando... Acha que é dona da razão e tem dificuldade em aceitar que a contrariemos, mas não acho que isso esteja associado ao nascimento do irmão. Tem uma personalidade forte e...
... dois anos e meio!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Birras - como lidamos com elas?

Cá em casa, vive uma menina de dois anos e meio, na chamada fase dos terrible two, que embora (e felizmente!) não esteja a ser assim tão terrível, de vez em quando, ainda dá azo ao irromper de uma birra qualquer.
 
Em conversa com uma amiga, que tem um filho da mesma idade, ela queixava-se exatamente desta questão, das birras, e de como lidar com elas. Tal levou-me a refletir acerca da forma como o faço ou, pelo menos, procuro fazer.



 
No caso da minha filha, e provavelmente acontecerá com as outras crianças, as birras surgem porque foi contrariada e quer afirmar a sua posição. Associado a isto vem o facto de ser assolada por um sentimento intenso, de desconforto, com o qual não sabe ainda lidar.
Quantas vezes nós adultos não temos reações mais efusivas, que não diferem assim tanto de uma birra (e já cá andamos há tanto tempo!)?
A verdade é que a maioria de nós foi educado no sentido de reprimir a birra, em lugar de entender o que a despoletou... "Ou paras com essa birra imediatamente ou levas uma palmada e aí choras com razão!" lembra-vos alguma coisa?
Se, em lugar de exigirmos às crianças que escondam os seus sentimentos, lhes ensinarmos acerca do que estão a sentir, julgo que aprenderão mais facilmente a autocontrolar-se em situações adversas, tornando-se mais capazes emocionalmente.
Então, creio que a base de tudo é entendermos o que se está a passar interiormente com a criança.

Contudo, percebo que este ver pelos olhos do outro nem sempre é assim tão claro, pois a grande maioria de nós vive numa grande aceleração e com pouca disponibilidade para tal.
A birra porque não se quer calçar surge quando temos cinco minutos para sair de casa se não queremos apanhar trânsito e chegar tarde ao trabalho. A birra porque não quer sentar-se na cadeira de proteção do carro aparece no dia em que já estamos atrasados para um jantar de família. A birra porque não quer arrumar os brinquedos manifesta-se quando já devia estar a dormir há meia hora, temos a casa de pernas para o ar e pela frente uma série de tarefas domésticas inadiáveis.
Contudo, se nos disponibilizamos a tentar entender os seus motivos, percebemos que só não se quer calçar porque aquelas sandálias lhe magoam os pés, não se quer sentar na cadeira porque acha que já é capaz de subir autonomamente para a mesma e quer confirmá-lo, não quer arrumar os brinquedos porque lhe apetece continuar a brincar...
Ou seja, com alguma frequência, as birras surgem porque não temos tempo (e paciência) para escutar as suas motivações e tentamos impor as nossas.

Então, penso que, em primeiro lugar, devemos perguntar à criança porque é que está a reagir daquela maneira. Nem sempre resulta, porque às vezes também ela não o sabe. Mas se o conseguir transmitir, seja de que forma for, pode ser o suficiente para que possamos ceder ou encontrar uma solução que agrade às duas partes, e deste modo a birra nem chega quase a ter lugar.
Pensando nas ideias referidas em cima, podemos (devemos!) calçar-lhe outra coisa, podemos deixá-la tentar subir sozinha para a cadeira ou combinar que o fará no dia seguinte quando estivermos com menos pressa, podemos transformar a arrumação dos brinquedos numa brincadeira, contando quem arruma mais peças (e na verdade, nesse dia, arrumar quase tudo, sem no entanto permitir que se exclua totalmente dessa tarefa)...

Quando não conseguimos evitar a birra e esta já assumiu proporções menos controláveis, devemos antes de mais tentar manter a calma...
Se a criança está mesmo muito enervada, antes de qualquer diálogo, um abraço ou um colinho podem ser mágicos! Ou então afastarmo-nos por um momento, deixando-a sozinha por alguns instantes para se acalmar, e regressando logo de seguida para conversar. Tal depende obviamente da situação e da criança.
Mas o que acredito ser crucial é, como já referi anteriormente, a nossa solidariedade para com o que ela está a sentir. É sermos capazes de lhe dizer que se sente triste, zangada, frustrada, amedrontada, preocupada, enganada, ansiosa... e que não faz mal sentir-se assim, que também nós nos sentimos assim às vezes... Ou seja, é importante dar nomes aos sentimentos e aceitá-los.
O que não é aceite é que a criança reaja a esses sentimentos com determinado tipo de comportamento, como gritar, atirar coisas para o chão, bater ou espernear, e é isso que, num momento seguinte, lhe deve ser explicado, bem como o motivo pelo qual as coisas não puderam ser como desejava.

Por fim, acho que é essencial a coerência. Se a regra é que não come bolachas antes do jantar, não é porque faz birra que lhas vamos dar... Se não vai para o parque sem chapéu na cabeça, não é porque estamos sem paciência para contra-argumentar que devemos ceder... Se antes de sair de casa é importante que faça xixi no penico para não haver descuidos na rua, tal deve ser tornado numa rotina de modo a evitar teimas...


Como referi logo no início, isto é o que procuro fazer com a minha filha. É claro que já tive situações em que não consegui lê-la nem ouvi-la, em que me precipitei numa qualquer atitude que não foi a mais acertada, em que falei alto ou perdi a calma... Mas procuro estar muito consciente de tudo isto, desejando fazer melhor a cada dia que passa.

No outro dia, estava ela a ver uns desenhos animados, mas aproximava-se a hora da sesta. Avisei-a um pouco antes de que iria parar o filme, pois já sabia que tal não seria aceite de ânimo leve, mas, ainda assim, quando o fiz, começou a chorar.
Então, já no caminho para o quarto, disse-lhe:
"Estás triste e zangada, porque estavas a gostar muito dos desenhos animados e não querias parar de os ver. É normal... Eu também me sinto assim quando tenho de interromper uma coisa da qual estou a gostar muito..."
"Não...", respondeu-me ela.
"Não? Não o quê? Não estás triste e zangada?", insisti.
"Não. Estou só triste..."
Parou de chorar...
E eu aqui percebi que estamos no bom caminho... 💖


 
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