domingo, 27 de janeiro de 2019

Síndrome mão-pé-boca e greve de mama

Cá em casa, começámos o ano do avesso!
Uns dias antes do aniversário da minha filha mais velha, tive febre associada a dores de garganta. Fui à médica de família e ela receitou-me um antibiótico para a amigdalite.
No dia seguinte à toma, comecei com uma sensação de desconforto nas mãos, em especial na direita. Parecia que tinha frieiras, mas a dor foi aumentando, tornando-se-me quase impossível fazer as tarefas mais básicas, como lavar a loiça, pois parecia que tinha as mãos cravejadas de cortes de papel. Isto com uma festa para preparar!
Associadas a esta dor, foram-se tornando mais visíveis várias pintas vermelhas nas duas mãos.



No dia da festa de anos, uma amiga olhou-me para as mãos e disse:
- Estás com a doença mão-pé-boca! Isso é super contagioso!
Já nem me deu dois beijinhos!
Contudo, nunca tal coisa me passara pela cabeça. Estava convencida de que se tratava de uma reação alérgica ao antibiótico. 

No entanto, nessa mesma tarde, o meu filho começou com um rubor numa das bochechas e umas borbulhitas à volta da boca. E o facto de andar só atrás do colo da mamã era sinal de que estava a ficar adoentado.


No dia seguinte, tinha também febre, fomos os dois às urgências e confirmou-se: síndrome mão-pé-boca. Muito contagioso. Dez dias afastados da escola e do trabalho.

Nesse dia, ele não quis mamar e eu fui apanhada de surpresa. Mal encostou a boca à mama, recuou e começou a abanar a cabeça em negação. Achei estranho, porque, das vezes anteriores em que adoeceu, nada lhe dava mais conforto do que a mama.
Mais estranho foi quando, no dia seguinte, a reação foi a mesma. E no outro. E no outro. Não procurava a maminha e, quando lha oferecia, abanava a cabeça e fugia de mim, como se lhe estivesse a mostrar um prato de ervilhas ou de queijo, alimentos estes de que não gosta.
Comecei a ficar muito triste, pois não estava preparada para uma rutura de maminha de um dia para o outro. Comecei a convencer-me que seria por o meu leite ter um sabor diferente, em resultado do novo antibiótico que o médico me receitara nas urgências.

Mas a mesma amiga que fizera o diagnóstico acertado da doença tranquilizou-me, dizendo que já lera sobre alguns bebés fazerem "greve de mama". Eu nunca tinha ouvido falar, mas fui pesquisar nos grupos de amamentação de que faço parte no Facebook. Encontrei informação sobre isso e o relato de algumas mães que haviam passado pelo mesmo. Só que, salvo raras exceções, os bebés não ficavam mais de dois ou três dias sem mamar. 

Apercebi-me de que tinha uma espécie de aftas na boca, junto à garganta, que poderiam provocar-lhe dor. Inicialmente nem queria comer nada de jeito… Quando começou a comer normalmente, mas manteve a recusa da mama, mais me convenci de que tinha chegado, ainda que abruptamente, o momento do desmame.

Ainda assim, continuei a oferecer-lhe mama, sempre sem forçar. Procurei fazê-lo quando acordava a meio da noite, por estar sonolento, como sugeriam algumas leituras, mas não resultou.
Ao fim de seis dias, ao acordar, aproveitei que estávamos deitados nos miminhos e que a irmã ainda dormia (pois, caso contrário, acabar-se-ia o sossego, tal é a sua energia!) para tirar a camisola e lhe mostrar as maminhas. De início, fugiu, mas depois começou a querer tocar-lhes e acabou por se decidir a provar, ainda que a medo. Foi cedendo aos poucos, até começar a mamar normalmente. O difícil, então, foi fazê-lo largar a mama!

Nesse dia e nos seguintes, continuou a mamar. Até hoje...
Está um pouco mais obsessivo com as suas maminhas... Normalmente não fica satisfeito só com uma, e tal não era habitual. Mama também durante períodos mais prolongados. Talvez esteja a regularizar a produção de leite, não sei…

Atualmente, penso que a greve de mama deve ter começado em resposta à dor que sentiu, que lhe provocou repulsa e medo de que se repetisse. Mas não estou totalmente convencida e ainda paira em mim a hipótese de que tenha tido a ver com o antibiótico...

No que respeita à doença, as borbulhas dele foram-se espalhando pelas mãos e, em menor quantidade, pelos pés e pernas. A minha única área afetada foram as mãos. Ao fim de alguns dias, começaram a secar…


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Natal com Arte - Desafio 6

Cá em casa, continuamos a pôr mãos à obra.
A última criação foi esta árvore de Natal, construída a partir de uma pinha.


No primeiro dia, a minha filha apenas a pintou.


No dia seguinte, colou as bolinhas, pôs purpurinas e colocou a estrela no topo. 


E aí em casa, quem alinha no desafio de fazer criações artísticas até ao Natal? Já faltam pouco dias!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Natal com Arte - Desafio 5

Cá em casa, temos dado continuidade ao desafio de criação artística, embora não tenhamos conseguido fazê-lo todos, todos os dias (muito trabalho, festa da escola, aula aberta de ballet e as primeiras compras de Natal…)...
O último desafio teve também a particularidade de se estender por vários dias. Agora, que está terminado, veio dar um novo brilho à nossa árvore de Natal.





O que acham?

E aí em casa, quem aceita o desafio de fazer alguma criação artística com a pequenada, todos os dias, até à chegada do Natal?
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