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sábado, 6 de agosto de 2016

A caminho do desfralde!

Cá em casa, demos início ao desfralde!


Tal como tem acontecido com outras etapas do desenvolvimento do bebé (se calhar, todas!, o tempo me dirá...), vejo o desfralde como um caminho a ser percorrido, com avanços e recuos, que deve ser encarado com naturalidade e sem grandes regras universais.
Cada criança é uma criança e se, com umas as coisas resultam de uma maneira, com outras o que funciona é o oposto.

A nossa bebé está atualmente com um ano e meio e, embora já verbalizasse algumas vezes quando tinha xixi (ainda diz pouca coisa) e me tivesse avisado umas duas ou três vezes de que ia fazer cocó, apertando a fralda, eu estava com algum receio de iniciar o desfralde demasiado cedo.
Alguns autores, como é o caso da Rosa Jové, defendem que, se o controle dos esfíncteres for algo forçado para o qual a criança não está preparada e se esta for castigada quando não consegue conter-se, tal poderá ter repercussões no desenvolvimento da musculatura dessa zona. Como resultado, na idade adulta, em especial as mulheres poderão apresentar dificuldades em ter relações sexuais satisfatórias, pois os músculos terão tendência a contrair-se. Não era minha intenção, em momento algum, castigar a minha bebé por não conseguir controlar o xixi ou o cocó, mas receava que, por ser exigente consigo própria, o facto de não conseguir fazer bem, por não estar fisicamente preparada, pudesse conduzir ao mesmo resultado negativo.

Por outro lado, via o Verão como uma oportunidade única para fazer o desfralde, pois estaria em casa com ela durante todo o dia, mas também porque poderia andar menos vestida e tomar um duche rápido quando se descuidasse.

Decidi arriscar! Não era uma decisão irreversível, portanto não corria nenhum risco de maior...

Passei pelo Ikea, comprei dois bacios funcionais e bastante em conta.
Uns dias antes, ainda andei a pesquisar bacios mais sofisticados, mas achei que não havia necessidade de gastar um dinheirão num penico "20 em 1", do personagem de desenhos animados da moda ou que premeia a criança com uma musiquinha sempre que esta faz um "presente"! Muito antes de pensar em ser mãe, ofereci um destes musicais ao bebé de uma amiga, mas de facto a maternidade torna-nos muito mais práticas na maioria dos aspetos!

Entretanto, expliquei à bebé o propósito do objeto e comecei por lhe perguntar se o queria usar quando eu própria ia à casa-de-banho. Ela concordava, eu tirava-lhe a fralda e ficava a fazer um pouco de tempo para ver se algo acontecia. Víamos juntas um livro, pois de outra forma seria impossível mantê-la sentada mais de dois segundos!
Passei a andar com um penico atrás, mas gradualmente este acabou por se fixar na sala, junto à área onde tem os seus brinquedos. O outro continuou na casa de banho.
Quando lhe perguntava se queria fazer xixi, normalmente respondia que sim e, então, eu sentava-a no bacio e ficava junto dela, entretendo-a com o livro ou com o puzzle de madeira de que tanto gosta.
 
 
Nunca ficava muito tempo no bacio, mas coincidentemente, creio que no segundo dia, conseguiu aí fazer xixi pela primeira vez. Ficou muito contente e eu elogiei-a pela conquista.
É claro que nestes dois dias já tinha feito muitos xixis pelas pernas abaixo! E nesses momentos, eu limpava-a e relembrava-lhe de forma tranquila que agora o xixi deveria ser feito no penico, tal como a mamã fazia na sanita.

Ao fim de alguns dias, começou a usar a manha de dizer "xixi" quando queria sair de onde estava ou se queria que eu lhe desse atenção. Assim, logo que acordava dizia "xixi" e eu saltava a tirá-la da cama, não querendo perder a oportunidade! Se eu estava a tratar do jantar ou algo assim, lá vinha a palavra mágica "xixi!" e eu largava tudo num ápice! Muitas vezes em vão, pois claro!

Depois passou, por uma fase em que, só de olhar para o penico, dizia "xixi" e insistia em sentar-se lá, algumas vezes conseguindo fazer e outras não. Começou a parecer-me um bocado obcecada com isso e cheguei a ponderar abandonar o desfralde.

No entretanto, fomos de férias uns dias e deixámos de dar tanta importância ao penico. Se estávamos em casa, alertava-a para o usar, se andávamos na rua fazia na fralda, se estava na praia fazia pelas pernas abaixo...
Ou seja, o que quero transmitir é que em momento algum fui muito rígida com a passagem das fraldas ao bacio. Fomo-nos (e vamo-nos!) adaptando às situações. Não me faz sentido que a partir do dia em que se inicia o desfralde não se possa mais usar a fralda, ou que se tenha de seguir sempre uma mesma rotina na idas ao bacio para que a criança o saiba usar. Importa, isso sim, no meu entender, que o bebé vá percebendo o que é esperado dele e que se sinta entusiasmado por aprender a fazê-lo, mesmo que algumas (muitas!) vezes não o faça bem, ou que nem sempre possa pôr em prática o que já aprendeu porque não estão reunidas as condições para tal. A vida é mesmo assim, não é?

Neste momento, quase um mês depois, a nossa bebé já faz quase todos os xixis no penico e um ou outro cocó. Se andar completamente despida torna-se mais fácil ter perceção da vontade ou de que não pode fazer de imediato no local onde se encontra. Se anda de cuecas, quase sempre se descuida. Se está de fralda, normalmente pede para a tirar quando quer. A maioria das vezes, fica à espera que a acompanhemos ao bacio, mas nos últimos dias, depois de se descuidar por ficar à nossa espera, incentivei-a a ir sozinha e já conseguiu fazê-lo algumas vezes! Fica muito feliz em cada vitória e com um ar tristonho quando não corre bem...
 
Também já apanhei "presentinhos" no chão, que ela, ora cuidadosamente ora mais aflita, me chama para limpar!
E hoje, quando a segurava ao colo com a mão no rabinho, num almoço de família no quintal, fui bombardeada com... cocó! No momento, fiquei um pouco zangada e ela percebeu! Tinha me avisado da sua vontade, mas como estava num momento de pieguice recusou-se a sair do meu colo e eu acabei por pensar que era falso alarme... Depois da minha reação incial, recordei-me de que o que é preciso é encarar tudo isto com algum humor e muita descontração, tendo sempre em conta que ela está num processo de aprendizagem e que está a tentar dar o seu melhor.
 
A minha filha não deixou as fraldas de um dia para o outro, como já ouvi alguns casos, mas isso não me importa nada! Ao longo destas semanas tem feito imensos progressos e acredito que, antes de o Verão terminar, arrumaremos definitivamente as fraldas de pano!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Fraldas de pano para a noite

Cá em casa, a bebé usa fraldas reutilizáveis há seis meses e meio.
 
Contudo, as fraldas que usa para dormir não são as mesmas que usa durante o dia.
Têm de ser fraldas com maior capacidade de absorção, pois são usadas durante muito mais horas.
 
Como capa exterior, desde que a bebé teve uma dermatite de contacto provocada pelos elásticos das fraldas, passámos a usar capa de lã. Temos uma da Fluffy Diapers e outra da Disana.


Optei por estas capas por dois motivos. O principal foi o facto de não ter elásticos a vincar-lhe a pele sensível durante todas aquelas horas de sono. O segundo motivo foram as propriedades curativas da lanolina presente na lã (antimicrobiana e desinfetante), que ajudam a restabelecer o equilíbrio natural da pele.
Inicialmente tinha algum receio de que pudessem ser quentes e de que a bebé acordasse transpirada, especialmente agora nos dias de mais calor. Contudo, a lã apenas mantém a temperatura do corpo, não o aquece, e permite que a pele respire. Ela tem dormido bem e nunca acordou transpirada.
Também tinha algum receio de que a lanolização das capas fosse um processo complicado e que não corresse bem à primeira. Afinal é algo simples...
Estou muito satisfeita com qualquer uma destas capas!

No interior, vario entre três tipos de fraldas, dependendo das que estão para lavar.

As minhas preferidas são as Hemp Hour Strap da Babyidea. Apesar de já por si serem extremamente absorventes (até porque na zona do rabinho têm quatro camadas de tecido), uso com uma pré dobrada (dobrada em três partes retangulares) e um absorvente de microfibra (3 camadas) no interior. Coloco ainda um liner stay dry, para a pele da bebé se manter enxuta.


Após cerca de 12 horas, ainda nunca encontrei as fraldas completamente ensopadas, ou seja, se fosse preciso, ainda absorveriam mais.
Também têm a vantagem de, mesmo com a pré dobrada e com o absorvente extra, serem pouquíssimo volumosas.
O senão é que apenas tenho duas fraldas destas, pelo que me vejo obrigada a também usar as outras... Talvez qualquer dia adquira mais duas (comprei o par), até porque são de tamanho único e durarão até ao desfralde.

Quando as Babyidea estão para lavar, uso as ajustadas da Fluffy Diapers, também de cânhamo. No interior coloco dois absorventes de cânhamo (que vinham com a fralda) e um de microfibra com três camadas. Uso igualmente um liner stay dry.


Quando retiro a fralda, normalmente está no seu limite de absorvência, mas nunca tive fugas.
Apesar de os elásticos não marcarem as pernas da bebé, como acontecia quando usava capas de PUL (de poliuretano laminado, mais vulgarmente conhecidas por capas impermeáveis), deixam sempre pequenos vincos e isso é também um aspeto que as coloca em desvantagem relativamente às outras.
Para além disso, não vão servir até ao desfralde e não é possível usá-las com mais absorventes, pois ficariam muito apertadas.

Em último caso, uso uma pré dobrada com a dobra de jornal, colocando um absorvente extra de microfibra com três camadas. Também aqui uso um liner stay dry. Neste caso,  prendo-a com um snappi.


Quando retiro a fralda, de manhã, está também ensopada, mas até hoje não me desiludiu.
A minha bebé mexe-se muito enquanto lhe mudo a fralda e tenho dificuldade em usar as pré dobradas. Esta é para mim a grande desvantagem e o motivo por que só recorro a elas quando não tenho mais nenhumas.

Não sei se estas fraldas durarão até ao desfralde ou se terei de ir fazendo ajustes. Ficaria satisfeita com estas, mas já percebi que há vários fatores que podem fazer com que precisamos de alterar o tipo de fraldas que estamos a usar: tamanho do bebé, quantidade de chichi que faz, problemas/reações da pele...
Felizmente, há cada vez mais pessoas a ingressar no mundo das fraldas reutilizáveis e a partilhar informação, pelo que se torna mais fácil irmos encontrando aquilo que mais se adapta às nossas necessidades.
Talvez um dia sejamos uma maioria... Era bom! 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Três meses e meio de fraldas reutilizáveis!

Cá em casa, já usamos fraldas de pano há três meses e meio!

Tudo tem corrido lindamente e estou ainda mais fã que inicialmente!
Mas o meu stock mudou ligeiramente, porque a bebé tem crescido a olhos vistos e as fraldas de recém nascido já não servem...  Estão guardadas numa caixa, à espera do dia (ainda distante) da chegada de um mano.

Neste momento, estão a uso 26 fraldas (número que não inclui capas)...

Para dormir, a bebé continua a usar fraldas ajustadas da Tots Bots (5) com as respetivas capas (2). Por vezes, usa também uma capa da Bummis, que é a preterida porque os elásticos deixam a pele das pernas muito vincada.
Capa da Bummis
A capa da Blueberry já começa a mostrar-se pequena, sendo só usada em última instância...
Coloco sempre um absorvente extra e um fleece para que se mantenha enxuta e confortável. Deste modo, aguenta 12 horas, com raríssimas fugas.

Temos 5 fraldas de bolso da marca Baby Ikawa, que são usadas quando estamos por casa ou quando as outras estão sujas ou a lavar.
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Custaram 4,5 € cada uma, na Amazon, numa altura em que não se pagavam portes para Portugal. Apesar de serem mais fracas ao nível de qualidade, tem desempenhado bem a sua função, quase sem fugas e adaptando-se bem ao corpo da bebé, pois o seu tecido é muito maleável.
Em duas delas tive de substituir uma mola, mas, uma vez que tenho uma máquina própria para tal, não foi para mim um problema.
No seu interior, coloco dois absorventes ou uma fralda pré dobrada. Quando a bebé era mais pequena, gostei de usar pré dobradas com snappi e capa, mas apesar de ter adquirido algumas de tamanho acima, não me adaptei a usá-las agora que ela é mais crescida. Então decidi reaproveitá-las, colocando-as nas fraldas de bolso.

Quanto a fraldas tudo em um, temos 2 Bambino Mio.
Fralda tudo em um Bambino MioFralda tudo em um Bambino Mio
Tanto podem secar na máquina como ao ar livre, o que é vantajoso pois, como o absorvente não se separa, demoraria muito a secar nos dias mais húmidos.
Gosto bastante destas fraldas, que apresentam uma grande qualidade de confeção, e adoro os seus padrões (saíram há pouco uns novos pelos quais me apaixonei!)! Mas são um bocadinho caras, pelo que está fora de questão adquirir mais.

Como gostei muito das fraldas de recém nascido da Close Pop In, pensei que o sistema híbrido seria do meu agrado. Então, comprei uma fralda V2 da Close e outra da Grovia, ambas com absorventes extra.
Fralda híbrida da Grovia
No caso da Grovia, estou satisfeita, pois consigo usar quase sempre a capa duas vezes, ou seja, com os dois absorventes adquiridos. Digo quase sempre, pois basta que a bebé faça um daqueles cocós explosivos para que a capa fique totalmente imprópria para consumo! Os absorventes têm uma característica que me agrada, que é o facto que serem impermeáveis no lado que fica em contacto com a capa, pelo que o chichi não passa e esta fica enxuta para a segunda utilização.
Fralda híbrida Close Pop In V2
Já no que toca à fralda da Close, o meu grau de satisfação é menor. Para além da situação dos cocós que referi antes e de não haver nenhum tecido impermeável nos absorventes, o próprio interior da capa é de algodão, pelo que fica bastante molhado a cada utilização. Assim, apesar de ter dois absorventes, só consigo usar a capa uma vez entre cada lavagem. Também não gosto muito do modo como a fralda lhe assenta.

Com tudo isto, descobri que as minhas fraldas preferidas são afinal as de bolso da LittleBloom!
Fralda de bolso LittleBloom
 
Fralda de bolso LittleBloom
São práticas de colocar (se não fossem estas, acho que, no mês de licença gozado pelo pai, as descartáveis invadiriam a nossa casa, mesmo contra a minha vontade!), permitem que se ajuste facilmente o grau de absorção (colocando mais ou menos absorventes no bolso), secam mais rapidamente do que imaginava e têm uma ótima relação qualidade/preço. Para além disso, os seus padrões são uma delícia e algumas são de um tecido aveludado muito agradável ao toque.
Neste momento, temos 12 fraldas destas, cada uma com dois absorventes (a maioria de microfibra, mas também alguns de bambu).
Fraldas de bolso LittleBloom

Se soubesse o que sei hoje quando comecei a comprar as fraldas, teria comprado todas da LittleBloom (exceto as de noite, pois por agora damo-nos bem com as ajustadas).
Mas mantenho a minha opinião de que não devemos comprar todas da mesma marca sem experimentar, pois arriscamo-nos a fazer um grande investimento em algo que não nos satisfaz. Imaginem que tinha comprado todas da Close Pop In!...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Rotina de lavagem e secagem de fraldas

Cá em casa, é fácil lavar e secar as fraldas!

Contudo, ainda antes de ser mãe, sempre que falava com alguém sobre a minha vontade de usar fraldas reutilizáveis, rara era a vez em que não era desencorajada com o argumento de que seria muito difícil gerir as lavagens das mesmas.
Eu acreditava que seria trabalhoso, mas mesmo assim não quis desistir sem experimentar.
Contudo, contrariamente às minhas expectativas, não encontro qualquer dificuldade no processo.
 
Como é que faço?
 
Sempre que tiro uma fralda suja, coloco-a num balde que comprei no Ikea. No interior desse balde, tenho um saco de rede, que vai a lavar juntamente com as fraldas. Tenho dois sacos desses, para permitir esta rotação.
 
Não uso toalhetes descartáveis. Tenho para essa finalidade um conjunto de 25 toalhetes de bambu, que molho em água (tenho sempre, junto às fraldas, uma caixa com tampa, contendo água limpa, para esse efeito). Assim, também esses toalhetes são colocados no tal balde, depois de usados.
 
 
Dia sim dia não, coloco a roupa da bebé a lavar na máquina e é nesta mesma lavagem que lavo as fraldas. Não há portanto um consumo energético ou de água acrescido, nem um transtorno na gestão do meu tempo. 
A minha máquina é uma Hotpoint Ariston WMG 823, de 8 kg. Escolho o programa "bebé"(7), com pré-lavagem e enxaguamento extra.
Inicialmente, coloco na máquina apenas as fraldas, os absorventes e os toalhetes. Uma vez por semana, uso Vanish Oxi Action Branqueador e, neste caso, não faço pré-lavagem das fraldas de bolso nem das tudo em um, para não danificar o tecido impermeável exterior.
No momento em que publiquei este texto, a maioria das minhas fraldas eram pré dobradas, híbridas e ajustadas. Neste momento, dois meses depois, a maioria das fraldas é de bolso e, como também é preciso eliminar as bactérias das mesmas, tenho usado Vanish Oxi Action Extra Higiene (para roupa colorida) e faço a pré-lavagem das mesmas, bem como das tudo em um. Continuo a não fazer pré-lavagem das capas que uso com as ajustadas e com as híbridas.
Quando termina a pré-lavagem, junto as capas (e fraldas de bolso e tudo em um, se for o caso), bem como a restante roupa da bebé, de modo a encher a máquina.
Coloco o detergente em pó (tenho usado Persil Cold Zyme com extrato de eucalipto - 100 ml -, ou Alborin Bebé - 50 g).
Se andar por perto durante a lavagem, antes do enxaguamento extra, retiro todas as fraldas e absorventes e coloco amaciador  (35 ml de Confort Essência Pure). Se no momento da lavagem, não estou disponível ou presente, simplesmente deixo o programa chegar ao fim e não uso amaciador.

Como moro numa zona muito húmida, se estiver de chuva, seco a roupa na máquina de secar, com exceção das capas, das fraldas de bolso e das tudo em um, que coloco num estendal interior (apesar de as duas últimas demorarem bastante a secar). Se estiver bom tempo, coloco tudo num estendal na rua.

Nas situações em que ficaram manchas amareladas nas fraldas, nos absorventes e nos toalhetes de limpeza (bem como nas polainas ou bodies da bebé), esfreguei a área com sabão de coco, deixei junto a uma janela a apanhar sol e voltei a colocar na máquina de lavar na vez seguinte.

Sei que um bom número das fãs das fraldas reutilizáveis usa detergentes específicos para as mesmas. Eu não sinto necessidade de o fazer... Afinal, para mim, as fraldas mais não são do que roupa!
E até agora, esta rotina de lavagem tem funcionado bastante bem!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Fraldas reutilizáveis de recém nascido


Cá em casa, usamos fraldas reutilizáveis...

Há já alguns anos que havia decidido usar estas fraldas, quando tivesse um bebé.
O facto de saber que cada bebé produz cerca de 1 tonelada (sim, leram bem, 1000 quilos!) de fraldas (lixo que demora aproximadamente 500 anos a decompor-se) fazia-me muita confusão.
Para além disso, sair-me-ia, a longo prazo, mais económico usar fraldas de pano do que descartáveis.
Já para não falar nos padrões de fraldas existentes, que são deliciosos!

Quando engravidei, comecei a pesquisar mais afincadamente na internet sobre o tema, no que toca a sites de venda, ao tipo de fraldas existentes, aos cuidados de manutenção, etc.
De início, pensei que bastaria comprar fraldas de tamanho único, que são divulgadas como sendo de utilização desde o nascimento até ao desfralde, mas, após ler alguns testemunhos de outras mães, concluí que seria importante ter um conjunto de fraldas de recém nascido.

Este é o meu stock de recém nascido, que se tem mostrado bastante adequado.

Pack de 6 fraldas pré dobradas de recém nascido Blueberry, que uso com capas e snappis, quando estou em casa.
Nunca tive fugas de chichi, as fraldas lavam-se e secam facilmente. Além disso, uma mesma capa é usada mais do que uma vez, pelo que se torna económico.
Snappifraldas blueberry 

Pack de 5 fraldas ajustadas Bamboozle da TotsBots, que uso com capas da mesma marca, durante a noite.
São muito volumosas, pelo que esteticamente não ficam tão bem por baixo das roupas, mas são excelentes para dormir, porque têm maior capacidade de absorção. Assim, se a bebé estiver muito sonolenta depois de mamar, não preciso da a acordar para mudar a fralda, mudo só na vez seguinte. Estas fraldas demoram algum tempo a secar ao ar.
Serão usadas até cerca dos 9 meses, pelo que se manterão no meu stock seguinte.
Bamboozle

2 capas Totsbots (uma delas vinha incluída no pack Bamboozle), 1 capa Mini Blueberry e 1 capa pequena Milovia.
Também as capas poderão ser usadas até aos 9 meses.
Capa TotsbotsCapa Totsbots
Capa BlueberryCapa Milovia

4 fraldas de bolso de recém nascido, sendo 2 da Charlie Banana e 2 da FuzziBunz, que tenho usado pouco, normalmente apenas quando na muda de fralda seguinte lhe vou dar banho. Isto porque, de todas as vezes que as usei, tive fugas. Não percebi se isto acontece porque a minha bebé é pequenina, pelo que as fraldas ficam folgadas nas virilhas, ou se simplesmente é o próprio corte das fraldas que não é o melhor.

1 pack de fraldas da Close Pop In, composto por 10 absorventes e 6 capas, que é super funcional! Aconselho vivamente a aquisição deste pack para os primeiros tempos do bebé, pois apresenta uma excelente relação qualidade/preço.
Uso estas fraldas no dia-a-dia, quer em casa, quer em saídas. São fáceis de colocar e assentam muito bem na bebé.
Tanto as capas como os absorventes secam bastante rapidamente.
 
3 fraldas tudo em 1, sendo 2 da Bambooty e 1 da Piriuki, que uso quer em casa, quer quando saio, porque são práticas de colocar.
A da Piriuki tem uma particularidade interessante para os primeiros dias do bebé: uma mola que permite baixar o nível da cintura, de forma a não tocar no cordão umbilical. 
Qualquer uma destas fraldas seca um pouco mais lentamente do que as outras. 
 
Porque é que adquiri tantos tipos de fraldas e de diferentes marcas? Em primeiro lugar, porque, como já expliquei, uso-as em diferentes situações. Depois, porque precisava de perceber com quais me identifico mais.
 
Se gastei muito dinheiro? Sim, gastei algum. Mas fi-lo de forma diluída ao longo dos meses de gravidez, pelo que mal me apercebi desse gasto.
E, se decidir ter mais filhos, já não precisarei de comprar fraldas (pelo menos de recém nascido!)...



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