sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DIY - Fato de Carnaval criado em pouco mais de meia hora!

Cá em casa, a nossa bebé virou joaninha!
 
Ladybird
 
Há vários dias que uma ou outra amiga me ia perguntando: "Vais mascarar a tua bebé?". E a minha resposta foi sendo a mesma: "Não... Ela é muito pequenina... Ainda não liga.".
Mas ontem ao fim do dia, ao chegar a casa, depois de procurar por adereços para eu própria usar (pois as professoras lá da escola tinham combinado que este ano nos mascararíamos de palhaço), dei por mim a pensar que a bebé não liga, mas que EU LIGO! E que não queria perder a oportunidade de a ver disfarçada, pois os bebés, creio que sem exceção, ficam ainda mais lindos e fofos quando estão mascarados!
 
Então, assim que ela adormeceu para a sua sesta, pus mãos à obra.
 
O gorro já o tinha feito há uns anos, quando andava dedicada ao meu projeto de artesanato Fairy Ring's Collections... Este projeto está estagnado, pois não tenho muito tempo, mas talvez qualquer dia renasça...
 
Tinha collants pretas...
 
Procurei por uma camisola vermelha e, quando estava quase a decidir cortar uma t-shirt minha velha, encontrei uma camisola quentinha de 2 anos, numa caixa de arrumação com roupa em segunda mão que me deram. As mangas facilmente foram dobradas. Precisava apenas de algo para tapar o urso.
 
 
Fui vasculhar no meu armário de tecidos... Como felizmente o que não falta cá em casa é matéria-prima variada, pois ao longo da vida tenho me dedicado às mais diversas experiências artesanais, encontrei um bocadinho de feltro preto, com as dimensões certas. E, por sorte, tinha também um pedaço vermelho um pouco maior, mesmo à conta para as asas!
 
 
Colei as bolinhas com cola de bisnaga.
Cosi as asas e a barriga preta à camisola com lã vermelha e...
 
... voilá! Ela ficou ainda mais deliciosa do que tinha imaginado!
 
Ladybird
 
Ladybird
 
Na maior parte das vezes, não é preciso muito tempo nem dinheiro para se fazer algo. Basta um pouco de imaginação!
Fica aqui a minha sugestão para este Carnaval...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O bolo do primeiro aniversário!


Cá em casa, a bebé completou o seu primeiro ano de vida!


E, como não podia deixar de ser, juntámos a família para o celebrar.
Quis fazer um bolo que a bebé pudesse comer, mesmo que não ficasse tanto ao gosto das outras pessoas... Afinal, ela era a aniversariante e nunca tinha comido nada semelhante!
Para isso, o bolo não poderia conter açúcar, nem trigo, nem glúten.
Fiz algumas pesquisas e não encontrei nenhuma receita que obedecesse a todos estes critérios. Então, fiz uma combinação de diferentes receitas encontradas e consegui um bolo fantástico, que a bebé devorou, mas que também deliciou toda a família!
 

 
 
Partilho, então, a receita para a Bimby:
 
 
Bolo de alfarroba e arroz (sem trigo, glúten ou açúcar)


Massa 
  • 2 xícaras (chá) de farinha de arroz integral
  • 1 xícara (chá) de farinha de alfarroba
  • 1 saqueta de fermento em pó sem glúten
  • 4 ovos
  • 1 xícara (chá) de pasta de tâmaras
  • 1/2 xícara (chá) de óleo de coco
  • 1 xícara (chá) de água quente
  • Óleo de coco q.b.  
Colocar as farinhas e o fermento no copo e programar 30 seg. vel. 3. Reservar num recipiente à parte.
Colocar a borboleta, adicionar os ovos  e programar 4 minutos, vel. 4.
Retirar a borboleta, juntar a pasta de tâmaras e programar 2 minutos, vel. 4.
Adicionar o óleo de coco e programar 10 seg, vel 4.
Adicionar a farinha e o fermento e envolver 5 seg. na vel. 4. Juntar a água e programar mais 5 seg. na vel. 4.
Untar uma forma com óleo de coco e polvilhar com farinha de alfarroba. Colocar a massa na forma.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180°, durante cerca de 30 minutos.
 
 
Cobertura 
  • 200 g de bebida vegetal de arroz
  • 1 colher (chá) de farinha de arroz integral
  • 1 colher (chá) de farinha de coco
  • 3 colheres (sopa) de farinha de alfarroba
  • 1 colher (sopa) de pasta de tâmaras
Colocar todos os ingredientes no copo e programar 5 min, 90°, vel. colher inversa.
Verter sobre o bolo e deixar arrefecer antes de servir.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Alergia ao trigo

Cá em casa, já desconfiávamos que a bebé era alérgica ao trigo... Os testes vieram confirmá-lo.


Pouco tempo depois de ter feito seis meses, ao oferecer-lhe um pedaço de pão para morder, apercebi-me de umas manchinhas vermelhas em torno da boca. Não liguei muito, pois pensei que se tivesse arranhado com a côdea. Nessa época, ela não se mostrava minimamente interessada nos alimentos sólidos, mas revelou de imediato grande motivação para experimentar o pão, pelo que fiquei toda entusiasmada e nem me passou pela cabeça que essas manchas fossem algum tipo de reação.

Contudo, à terceira ou quarta vez em que lhe oferecemos pão, a minha atenção foi despertada. Isto porque as manchinhas apareceram uns cinco minutos depois de ela ter largado o pão e eu, que tinha estado a observá-la, sabia que não se tinha arranhado. Constatei também que tinha algumas manchas no peito e barriga.
Ao ligar para a Saúde 24, depois de me colocarem uma série de questões, encaminharam-me para as urgências do hospital.
Entre o tempo de deslocação e de espera no hospital, passou-se mais de uma hora e, quando ela foi atendida, as manchas já tinham desaparecido. Tinha tirado fotos que mostrei à médica...
Perguntei se poderia ser uma reação ao glúten, mas a médica era da opinião que não, pois os sintomas desta intolerância estão mais frequentemente associados a questões intestinais.
Aconselhou-nos a marcar consulta de imunoalergologia e assim o fizemos. Mas, mesmo num hospital privado, só consegui consulta para mais de três meses depois!

Entretanto, com a diversificação alimentar, comecei a inserir as papas na sua alimentação.
Sempre fiz todas as papas em casa, pelo que sei os ingredientes que as compõem...
E foi num dia em que fiz papa de trigo espelta com sêmola de milho que a reação cutânea voltou a ocorrer. Fiquei alerta, mas sem perceber qual dos ingredientes fora o causador, até porque já tinha usado ambos noutras papas (provavelmente em menor quantidade) sem me ter apercebido de nada!
Nos dias seguintes, fiz novas papas, usando estas farinhas em separado e verifiquei que era o trigo o causador das manchas.

No mês passado, fomos finalmente à consulta de imunoalergologia.
Fizeram-lhe os testes habituais, com umas pequenas picadas em ambos os braços e um quarto de hora à espera que as substâncias reagissem. Após 15 minutos a andar com ela, segurando-lhe as mãos de braços esticados, para um lado e para o outro do consultório (felizmente andava toda entusiasmada a querer dar os primeiros passos!), consegui fazer com que tolerasse todo esse tempo sem tocar nas tais substâncias. É claro que sai de lá com uma enorme dor de costas!
Como já esperava, fez uma reação grande ao trigo, mas também de forma mais ligeira ao glúten, à gema e à clara de ovo. A médica aconselhou-me a excluir totalmente o glúten da sua alimentação, para ver se o organismo se "esquece" e deixa de reagir perante a sua presença. Quanto ao ovo, aconselhou-me a fazer a sua introdução gradual, primeiro da gema e depois da clara, como já são as diretrizes dadas a todos os bebés, pois ao ano levará a vacina do sarampo, que pode provocar reações aos bebés alérgicos a este alimento.

Entretanto fez também análises ao sangue e à urina, o que é algo extremamente difícil de se conseguir com uma bebé pequena.
Sofri imenso ao ver como chorava e se contorcia de dores, enquanto a enfermeira lhe espetava a agulha no braço e escarafunchava à procura da veia. E mais sofri ao aperceber-me de que aquele momento seria mais demorado do que eu imaginara, pois para aquela panóplia de exames eram necessárias três seringas cheias!
Depois foram mais quase duas horas na sala de espera do hospital, até que se decidisse a fazer xixi, para o saquinho que trazia colado à pele, por baixo da fralda. Devia estar tão aterrorizada com o que lhe tinham feito que nem xixi fazia! Só quando nos lembrámos de lhe molhar as mãos com água corrente se resolveu!

Na passada semana, tivemos novamente consulta de imunoalergologia.
Os resultados das análises ao sangue não acusam nada. Segundo nos explicou a médica, os testes feitos com as picadas na pele são mais sensíveis, daí ela ter feito as referidas reações. O facto de não se detetar nada nos testes sanguíneos é um bom sinal... É possível que deixe de fazer alergia com o passar do tempo. A evicção total de produtos com trigo e glúten é fundamental para o sucesso deste processo.
Voltaremos a meio deste novo ano, para fazer novos testes e na esperança de que tudo esteja ultrapassado. Até lá, nada de trigo ou glúten!
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