sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Este momento 1


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O nascimento do segundo filho

Cá em casa já não somos só três! Somo quatro!
Nasceu o "bebé mano menino", como foi carinhosamente chamado pela mana mais velha durante os meses de gestação.


Foi um bebé planeado e muito desejado por todos, mas devo confessar que ao longo da gravidez tive momentos em que receei não saber amá-lo!
Sentia que a relação que tinha com a minha filha era tão especial e única, tão próxima e intensa, que receava não saber estabelecer uma relação igualmente forte com o bebé que ia nascer. Para além disso, temia que a chegada de um novo membro à família obrigasse a uma menor disponibilidade para a minha filha e que isso mudasse a relação que tínhamos. Acho que cheguei a ter medo que ela pudesse gostar menos de mim!

O facto de ser filha única, que tinha sido determinante na decisão de não querer ter um filho único, estava agora a atrapalhar a minha decisão de querer ter um segundo filho. Devido a essa minha experiência de vida, estava um pouco assustada com a possibilidade de não saber partilhar... Foi aí que uma amiga me fez ver que essa partilha não seria uma divisão mas uma multiplicação!
Não se enganou!

Estou totalmente rendida aos encantos do meu bebé!
E a mana também!

Quer ajudar em tudo...
"O mano boxou! O mano boxou!", grita em alerta vermelho, sempre que ele bolça e eu não estou a olhar. Sabe perfeitamente onde estão as compressas e o soro e traz-mos sempre que solicito, reconhece o creme da cara e o da muda de fralda. Ajuda-nos a dar-lhe banho. Tapa-o com uma fraldinha quando está deitado na espreguiçadeira.
É muito protetora e carinhosa...
Não deixa ninguém mexer na parte de trás da cabeça do mano e informa que têm de ter cuidado com os ossos dele, pois são muito frágeis. "Tudado! Muito tudado!, não se cansa de dizer. Dá-lhe beijinhos a torto e a direito! Logo ela que nunca foi nada beijoqueira e que até mesmo para dar beijos aos avós é só quando está para aí virada!

E, como o mano é um mamão dorminhoco, temos conseguido com alguma facilidade continuar a ter tempo para fazer as nossas atividades a duas. Aproveitamos para brincar na piscina, fazer plasticina, vestir os bonecos, entre outras coisas, durante as sestas do mano, mas também já temos, por exemplo, lido livros, desenhado ou feito puzzles quando ele está no meu colo à maminha!

Pensei que ela tivesse algum ciúme da maminha (que era tão dela!), pois deixou de mamar há cerca de meio ano e, durante a gravidez, às vezes, ainda o pedia, embora eu lhe explicasse que não tinha leite e que só voltaria a ter para o mano. Mas não. Não teve qualquer reação de posse em relação às mesmas. Acho que aceitou que cresceu e que a maminha é para o bebé.
A única situação em que sinto que ficou, até agora, um pouco abalada com a chegada do irmão foi a ida para a cama. Nem sempre consigo deitá-la e contar-lhe a história, pelo que agora esse momento tem sido partilhado com  o pai, mais frequentemente que o habitual. Então, diz meio chorosa que quer que seja mãe a deitá-la, recusa-se a ir para a cama tendo o pai que a convencer em forma de brincadeira e tem demorado mais a adormecer...

Quanto a birras, faz as suas de vez em quando... Acha que é dona da razão e tem dificuldade em aceitar que a contrariemos, mas não acho que isso esteja associado ao nascimento do irmão. Tem uma personalidade forte e...
... dois anos e meio!

sábado, 22 de julho de 2017

Autonomia aos dois anos e meio

Cá em casa, acreditamos na importância da promoção da autonomia nas crianças. 
Enquanto professora de 1º ciclo, esta foi uma competência que procurei sempre desenvolver junto dos meus alunos. Crianças autónomas são crianças mais confiantes e capazes de atuar sobre o mundo que as rodeia, são mais proativas e empreendedoras. E o mundo precisa de pessoas assim! 

Esta ideia tem estado presente na forma como temos educado a nossa filha até aqui.
Por exemplo, quando introduzimos a alimentação complementar inspirando-nos no BLW estávamos a promover a sua autonomia... E muito frequentemente fomos abordados por desconhecidos, quando íamos ao restaurante, pois estranhavam que uma bebé tão pequena soubesse comer sozinha!
Também no dia a dia, procuro não lhe dar ajuda em excesso, mas apenas quando o solicita ou se verifico que está mesmo atrapalhada. Por exemplo, se fazemos um puzzle, não a ajudo a colocar a peça à mínima dificuldade, se está na parede de escalada do parque, fico apenas por trás para prevenir alguma queda mas não a seguro ou digo onde deve posicionar os pés e as mãos, se quer vestir as cuecas sozinha ou despir a camisola deixo que o faça, se quer assoar o nariz com as suas próprias mãos também... Enfim, estas são apenas algumas situações (entre tantas) do dia a dia, que escolhi para que fiquem com uma ideia daquilo que quero transmitir. 

Ultimamente e inevitavelmente (porque a vida acaba por nos levar ao encontro daquilo que buscamos) descobri o método Montessori e fiquei encantada com a quantidade de coisas que se enquadram na minha forma de pensar. A promoção da autonomia é, a meu ver, o ponto central de quem defende esta ideologia.
Aprendi contudo, através das minhas pesquisas e leituras, mas acima de tudo pela observação direta da minha filha e daquilo que ela me revela serem as suas necessidades, que este desejo de autonomia vai muito para além daquilo que eu adulta possa querer transmitir, pois é algo intrínseco à criança, é uma força interior que ela possui. Os bebés nascem com um desejo enorme de nos imitarem e de serem capazes de fazer as mesmas coisas que nós. Frequentemente, os adultos acham-nos pouco capazes e, não só não permitem que ponham à prova as suas capacidades, como inconscientemente lhes vão transmitindo essa mesma ideia de incapacidade e fracasso, acabando por tirar intensidade a essa força interior.


Estando mais consciente disto do que estava anteriormente, tenho procurado respeitar ainda mais os seus desejos de fazer as coisas sozinha e tenho também sugerido a sua participação em algumas atividades do quotidiano que julgo serem adaptadas às suas capacidades. 
Algumas das atividades que revelou querer fazer sem ajuda são: lavar os dentes, lavar as mãos com sabonete, vestir e despir a roupa, calçar-se, limpar o bacio, subir sozinha para a cadeira de segurança do carro, aspirar, colocar a roupa na máquina de lavar (esta há já muito, muito tempo!... era tão bebé!), dar comida ao cão e à gata... Em algumas situações, ainda pede a minha colaboração, noutras já revela uma enorme independência.
Quanto a atividades por mim propostas e que tiveram aceitação imediata, resultando em momentos de grande concentração e empenho, destaco: pôr manteiga no pão, descascar cenouras, despejar água para o copo quando tem sede, dobrar roupa...

É muito gratificante ver como ela faz estas tarefas com gosto e como efetivamente é capaz de as fazer. Entretém-se e concentra-se por maiores períodos de tempo a fazer este tipo de atividades do que habitualmente com os seus brinquedos.
A dificuldade que tenho sentido prende-se com o facto de, por achar que é muito capaz, nem sempre aceitar que determinadas coisas não estão destinadas a ser feitas por ela ou que determinado momento não é o ideal para realizar a atividade que pretende. A titulo de exemplo, neste momento quer lavar os dentes inúmeras vezes ao dia e assim que me distraio lá está ela no bidé a fazê-lo!

Há por aí mais mães (e pais) a seguir esta linha orientadora na educação dos filhos? Como lidam com esta questão que coloquei?

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