quarta-feira, 14 de março de 2018

Matemática aos 3 anos? Porque não?

Cá em casa, a nossa filha de 3 anos vai aprendendo conteúdos de Matemática sem se dar conta.

Decidi escrever este texto, pois sendo professora de 1º ciclo, estou certamente mais desperta para uma quantidade de situações do dia-a-dia em que nós, pais, podemos abordar a Matemática de uma forma divertida e natural. Se converso com ela acerca das mudanças que vão surgindo com as diferentes estações do ano, nomeio os diferentes ingredientes usados na refeição quando me pergunta "o que é hoje a papinha?", ou faço questão de referir os nomes das cores quando escolhemos a roupa ou pintamos com lápis, porque não havemos de falar de números, de conceitos geométricos e até resolver problemas?
Temos um ou outro livro que incita a que façamos contagens.
Também contamos os dedos das mãos e dos pés, quando em jeito de brincadeira lhe perguntamos: "Quantos dedos tens hoje? Parece-me que já não tens todos os que tinhas ontem!".
Contamos as cenouras que pomos no saco no minimercado.
Contamos as moedas que o avô lhe dá para pôr no mealheiro.
Contamos as bolachas e as passas que tiramos do pacote.
Contamos o número de casas a avançar nos jogos de tabuleiro.
Contamos os passarinhos que estão pousados na árvore do nosso quintal.

No outro dia, fui surpreendida por ela, pois, ao entrarmos em casa, reconheceu os algarismos do número da nossa porta. Nunca fiz nenhuma atividade específica de reconhecimento de números, nem tentei "ensiná-los" de forma nenhuma, mas, pelo simples contacto com os livros onde eles aparecem, ela associou os símbolos e identificou-os.

Contudo, ensino-lhe lengalengas, que a vão ajudando a desenvolver o conceito de número e que, mais tarde, lhe serão úteis na capacidade de realizar cálculos mentais.
É o caso da seguinte, que é feita com mímica, e que termina sempre com uma enorme gargalhada. Adivinhem porquê!
"Um mais um igual a dois,
Nesta quinta havia bois.
Dois mais dois igual a quatro,
E também havia um pato.
Três mais três igual a seis,
Os seus donos eram reis,
Quatro mais quatro igual a oito,
Que gostavam de biscoito.
Cinco mais cinco igual a dez,
E cheiravam mal dos pés!"
Há um livro fantástico da Manuela Castro Neves (professora maravilhosa em cuja sala tive a felicidade de estagiar!), que ensina muitas lengalengas deste género: Tantos animais e outras lengalengas de contar.

 
Quando saímos o portão de casa, de acordo com o local onde deixei o carro estacionado, digo-lhe sempre "agora viras à esquerda" ou "agora viras à direita" e surpreendentemente já sabe identificá-las em diferentes situações, nomeadamente no reconhecimento das mãos e dos pés.
Já sabe algumas formas geométricas, devido a um jogo que jogamos habitualmente.
E gosto de chamar as coisas pelos nomes. Se uns calções não são umas calças e uma tangerina não é uma laranja, porque é que um círculo há de ser uma bola? Se ela me questiona em relação à forma das moedas ou dos sinais de trânsito, como já aconteceu, digo-lhe que são círculos. Quando brincamos com um jogo de madeira que tem cilindros de diferentes cores, faço questão de lhes chamar cilindros. Quando me refiro a um brinquedo do mano em forma de prisma triangular, chamo-lhe prisma.
Já alguma vez questionaram porque é que as crianças no 1º ciclo (e até mesmo os adultos!) identificam mais facilmente o cubo do que os outros sólidos geométricos? Eu acredito que é pelo facto de toda a vida terem ouvido os cubos serem chamados de cubos! "Já arrumaste os teus cubos?" e "Gostas desse puzzle de cubos?" são só dois exemplos de frases que ouvem com frequência.
Não exerço qualquer tipo de pressão para que a minha filha use estas palavras, apenas as uso eu própria, em contexto, para que ela se familiarize com elas.

E quanto aos problemas matemáticos? É aproveitar as situações do dia a dia, não dar respostas imediatas e pôr as crianças a pensar.
No outro dia, dei-lhe um iogurte ao lanche e ela perguntou-me quantos estavam no frigorífico. Em vez de lhe responder logo, criei uma situação problemática. Agarrei em seis pares meias que estavam enrolados mas ainda por arrumar, e disse-lhe para imaginarmos que eram os seis iogurtes que tínhamos comprado na véspera. Depois pedi-lhe que tirasse aquele que estava a comer e que contasse os restantes. "Um... dois... três... quatro,.. cinco!", contou devagarinho. "Então quantos iogurtes estão no frigorífico?", perguntei eu. "CINCO!"


Quando jogamos aos pares, no final, temos de contar quantos conjuntos cada uma tem para saber quem ganhou. Então, aproveito sempre para fazer a correspondência entre os meus e os dela. Os que sobram são os que estão a mais e que dão a vitória a uma de nós. Ontem, foi ela que tomou a iniciativa de fazer isso e a brincar, a brincar, vai ganhando a consciência da correspondência entre elementos de dois grupos.

'Bora lá pôr as nossas crianças a brincar com a Matemática! É divertido! E vai ajudá-las aquando da entrada para a escola...

quinta-feira, 8 de março de 2018

Quarto familiar!

Cá em casa, temos um quarto familiar!
O que é isso?
É isso mesmo! Um quarto onde dorme toda a família!


A nossa filha dormiu no nosso quarto todas as noites até aos vinte e dois meses. Inicialmente num berço de grades que me emprestaram (se soubesse o que sei hoje teria investido logo num berço co-sleeping) e a partir dos 5 ou 6 meses na cama de grades, encostada à nossa cama (sem uma das grades), o que facilitou muito mais a amamentação, o contacto com ela e a troca de mimos.
Depois, o avô fez-lhe uma cama aos estilo Montessori, rente ao chão, que lhe permitia entrar e sair autonomamente, e começámos a adormecê-la no seu quarto.
Continuou, durante muito tempo, a acordar a meio da noite, algumas vezes com pesadelos... Às vezes, parecia que não chegava a despertar de tão embrenhada que estava naquele terror... Provavelmente, os tão falados "terrores noturnos"... Nessas alturas, optávamos por trazê-la para o nosso quarto, de onde a sua cama de grades nunca foi retirada, ou ela própria revelava essa vontade. A determinada altura, acordava sem choros começou até a mudar-se sozinha, sem termos de nos levantar (ótimo!)...
Com quase dois anos e meio, finalmente, começaram a ser raras as noites em que acordava e pensei que se tinha tornado independente no sono, que já não precisava mais da nossa presença para se sentir segura.
Só que, entretanto mudámos para uma casa nova, o seu quarto ainda não estava concluído, e ela teve de adormecer (e dormir) novamente no nosso quarto.
Quinze dias depois, nasceu o irmão, que passou a dormir num berço co-sleeping no nosso quarto.
Conseguimos voltar a adormecê-la no seu quarto, mas quem é que a convence, quando acorda a meio da noite (ou às vezes quando eu e o pai nos deitamos) a não vir para o nosso? Afinal, estamos lá todos e ela não quer sentir-se excluída! Podemos criticá-la? Acho que não!
Com sete meses, o mano começa a ficar apertado no seu berço e a minha única preocupação é: "Como é que eu vou pôr outra cama de grades naquele quarto? Não temos espaço!!"
Alguma solução se há de arranjar... Surgirá do improviso, como todas até agora.
A verdade é que nunca tinha imaginado um quarto assim, mas por agora é o que melhor serve a nossa família!
Consigo amamentar facilmente o nosso filho, sem quase despertar e sem que o pai desperte a maior parte das vezes... A nossa filha sente-se segura porque não lhe foi retirado o seu espaço em prol do irmão...
E certamente não vão ficar a dormir connosco a vida toda! Aliás, ela já fala no beliche que o avô fará e de como não precisará mais de vir para o nosso quarto quando o irmão dormir com ela no seu quarto, pois já não se sentirá sozinha.
Vai haver uma altura em que provavelmente sentiremos até saudades da sua presença... Por isso, se isso lhes faz falta agora (e a mim!, ou acham que eu queria levantar-me a meio da noite para ir, cheia de frio, dar mama ao meu filho no outro quarto?), porquê complicar?
Como em tudo na vida, temos de seguir o nosso coração!
E adaptar-nos...

domingo, 4 de março de 2018

Papas caseiras - Parte 5

Cá em casa, voltámos à confeção de papas caseiras.
O nosso filhote está com sete meses e há um mês retomámos esta rotina. A mana, que tinha deixado de comer papas nem sei bem porquê (acho que porque nunca fui muito fã deste alimento e, sem pensar muito nisso, deixei de o cozinhar...), quer sempre comer um bocado e adora!!! Só que (que engraçado!) não se lembra que há pouquíssimo tempo atrás também as comia!

Partilho então a receita de algumas papas feitas por aqui... Cada receita dá duas doses de papa.

Papa de dióspiro e maçã


  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo integral
  • 1 colher de sopa de farinha de alfarroba
  • 1 maçã
  • 1/2 dióspiro
  • 200 g de água
Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.

Papa de ameixa e maçã bravo esmolfe



  • 4 colheres de sopa de farinha de arroz
  • 1 colher de sopa de farinha de milho
  • 1 ameixa
  • 1 maçã bravo esmolfe
  • 200 g de água
Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.

Papa de maçã e pera


4 colheres de sopa de farinha de centeio integral
  • 1 colher de sopa de farinha de alfarroba
  • 1 maçã
  • 1 pera
  • 200 g de água
Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.


sexta-feira, 2 de março de 2018

Este momento 11



{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Este momento 10



{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Mãos à obra! 1

Depois de uma visita à Exposição Dinossauros Alive na Cordoaria Nacional, descobrimos por acaso uns desenhos animados fantásticos na Netflix, que nos ensinam muitas coisas sobre... dinossauros! - O Comboio dos Dinossauros. Até eu, que sempre lhes troquei os nomes todos, tenho aprendido imenso nestes últimos dias!
Como ela anda tão entusiasmada com estes seres, decidimos pôr mãos à obra...

Apresentei-lhe uns quantos rolos de papel, cola branca, uns pedaços de feltro, rolhas de cortiça, marcadores, brilhantes e ajudei-a a criar este magnífico dinossauro. Desde então, os rolos de papel têm sido todos reutilizados nas suas criações artísticas (e há brilhantes espalhados em todos os cantos da casa)!

O que acham deste terópode?

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Jogos de tabuleiro que recomendo para crianças - Parte 1

Cá em casa, a nossa menina já gosta muito de jogos de tabuleiro.
Sorte a minha, pois o pai, ao contrário de mim, não tem prazer nenhum nesta atividade, e eu precisava há algum tempo de um companheiro para as minhas jogatanas! É claro que ela ainda não joga um Catan ou um Carcassone, mas há de chegar o dia!
É certo que os gostos também se transmitem e que, se não fosse eu, muito provavelmente a minha filha ainda não se interessava por estas coisas. Mas como ainda por cima é uma atividade que traz benefícios a muitos níveis, ainda bem que a influenciei. Aprende-se muito a brincar!


Memória


O primeiro jogo a dois que despertou o seu interesse foi o jogo da memória. No móvel temático do Outono disponibilizei-lhe um e ela gostou muito de jogar, tendo me surpreendido pela sua capacidade de memorização.
Depois desse, já jogou a um jogo da memória da Princesa Sofia, que eu tinha adquirido num mercado de trocas, a outro do Grufalão, que imprimi a propósito da sua festa de anos, e ao meu preferido, que é um de madeira com desenhos de animais.
Este jogo desenvolve a capacidade de observação, de concentração e de memorização.
Também com este jogo, a minha filha aprendeu a esperar pelo seu turno e a respeitar regras sem as quais o jogo não funcionaria (por exemplo, não pode virar mais do que duas peças mesmo que não acerte).


Cores e Formas


Tinha este jogo cá em casa há mais de um ano, à espera que ela tivesse idade para o jogar, e tinha inclusivamente oferecido um igual à filha de uma amiga, no seu aniversário, por achar que era didático e divertido. Não me enganei!
Neste jogo, cada jogador fica com um ou dois cartões (dependendo do número de jogadores), tendo cada um deles imagens com figuras geométricas em falta. Na sua vez de jogar, o jogador lança dois dados, correspondendo um à forma e outro à cor. Deve então verificar se tem essa forma geométrica em falta nos seus cartões e se assim for vai buscar o bloco de plástico que a completa. Ganha quem primeiro completar os cartões com os blocos.
É um jogo rápido, com o qual a criança aprende a combinar a informação de dois dados, bem como a reconhecer e identificar cores e formas geométricas.
A brincar, a brincar, já sabe o que é um triângulo, um quadrado e um círculo! E não se engana a fazer a leitura dos dados!


Quando percebi que ela gostava de jogos, não resisti a fazer uma pesquisa mais aprofundada e encomendei dois jogos numa loja online: Koala Capers e Funny Bunny.


Koala Capers


O primeiro que lhe ofereci foi o Koala Capers, por verificar que, tal como o Cores e Formas, se jogava com dois dados, cuja informação de devia combinar. Então, achei que não teria dificuldade em integrar as regras.
Este jogo trata de koalas que viajam pelo mundo. Na área de jogo, colocam-se voltadas para cima todas as cartas com roupas/trajes e cenários, correspondentes a diferentes pontos do mundo (traje de explorador no Egito, de esquimó no Ártico ou de tirolês na Áustria, só para dar alguns exemplos). Depois, cada jogador recebe uma carta com um koala de face tridimensional, que deverá vestir com os referidos trajes. Um dos dados refere-se ao padrão e o outro à peça de roupa e, combinando esta informação, o jogador deve procurar uma carta que se adeque. Por vezes, sai "cuecas" no dado correspondente à peça de roupa e o koala perde todas as cartas obtidas até então. Ganha quem mais rapidamente obtiver cinco cartas. Como os jogos são muito rápidos, decidimos aumentar de cinco para oito o número de cartas necessárias para vencer.
Ela adora este jogo, que combina sorte com atenção, capacidade de observação e discriminação visual, para além da já referida, no jogo anterior, capacidade combinatória de informação. Tenho também aproveitado para despertar o seu interesse por outros locais do mundo, comentando algumas características das cartas. Ela já sabe, por exemplo, que uma das cartas representa uma ponte parecida com a que passamos quando vamos a Lisboa, mas que fica em "Quico", querendo referir-se a S. Francisco, já que é assim que chama o seu amigo com o mesmo nome.


Funny Bunny


O seu jogo favorito do momento é, sem dúvida alguma, este! Não há dia que passemos sem que me peça para jogar pelo menos uma vez! Os avós, os tios (ou quem cá vier a casa) também não se livram de jogar!
E não é de admirar, pois o jogo tem um tabuleiro extremamente apelativo e é muito imprevisível! Podemos estar a pouquíssimas casas do fim e perder o jogo inesperadamente...
O objetivo do mesmo é alcançar a cenoura no fim do percurso com um dos nossos quatro coelhos. Para tal, em cada jogada, devemos retirar uma carta que nos dá a indicação dos saltos que o coelho dará (entre um e três). Contudo, existem também cartas com o desenho de uma cenoura. Quando uma delas é retirada, devemos rodar a cenoura no centro do tabuleiro e isto altera o mesmo: buracos mudam de lugar (o que pode dar origem à perda de coelhos), uma toupeira sai do buraco (empurrando para fora do tabuleiro o coelho que estiver nessa casa), uma cancela abre-se (obrigando o coelho que aí se encontre a recuar várias casas, através de num escorrega) e uma ponte sobe ou desce (o que bloqueia ou não a passagem dos coelhos).
Com este jogo, ela aprendeu a percorrer o tabuleiro, avançando o número de casas indicado nas cartas na direção certa. Ao observar asa cartas, está a desenvolver a capacidade de subitizing, ainda que só até ao número três. Esta capacidade é a mesma que usamos ao fazer a leitura de dados de pintas e que consiste no facto de que não precisamos de as contar para saber o número representado. Tem vindo a desenvolver as suas estratégias de jogo, decidindo que coelho avançar. E, mais uma vez, respeita as regras do jogo, sendo inclusivamente capaz de as explicar.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Este momento 9



{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Festa de Aniversário - O Grufalão

Cá em casa, festejámos o terceiro aniversário da nossa filhota!
(Três anos! Já passaram três anos!...)
Nos anos anteriores, fizemos apenas um jantar com a família, mas este ano queríamos fazer uma grande festa com a família e amigos, que fosse especial para ela! Uma das suas brincadeiras preferidas é fazer um bolo de plasticina, ou com a comida que está no prato, ou com a areia da praia, e cantar os "anos pá vida", como durante tanto tempo chamou aos "parabéns". Então, não poderíamos deixar passar este dia despercebido, queríamos comemorá-lo em grande!

Estive quase tentada a fazer uma festa alusiva a uma das princesas Disney (passou por uma fase de amores pela Elsa, depois chegou a Rapunzel e mais recentemente a Bela), mas depois pensei que não me apetecia nada ceder já a este espírito comercial! Para o ano, não sei se me safo, pois ela gostou muito da festa, mas...
..."para os meus anos quero uma festa de princesas, está bem, mãe?"

Comecei então a pensar nos seus livros favoritos e no que poderia fazer com cada um deles, fiz algumas pesquisas online para me inspirar e acabei por escolher O Grufalão.

Como nessa história, o ratinho vai encontrando vários animais, à medida que caminha pela floresta, decidi criar esse mesmo percurso, com taças de diferentes doces.



Ao longo do percurso, coloquei imagens retiradas do livro, representativas destes mesmo encontros. Nas suas falas, os animais fazem sempre referência a comida, alimentos estes que estavam disponíveis na mesa: bolo de maçã, mousse de romã (já que o gelado derreteria), chá de hortelã e fatia de pão. Também fiz "cogumelos" com cubos de queijo e tomate cherry.



No centro da mesa, estava o bolo, também feito por mim
O Grufalão foi feito com Jumping Clay, que é uma espécie de plasticina que ao secar endurece.


À direita do bolo, coloquei diferentes pratos de salgados fazendo alusão às diferentes partes do corpo do Grufalão, descritas no livro: presas medonhas, garras descomunais, língua preta, unhas reviradas...





Criei espaços de atividades alusivas ao tema, que foram um sucesso entre as crianças  (e não só!).









Na área de jogos, estava este jogo dos pares, um puzzle que criei dividindo em quadrados a imagem da da capa do livro, este labirinto e este jogo de unir os pontos.
As máscaras encontrei-as aqui.



Também fizemos um teatrinho de fantoches, para dar a conhecer a história a quem desconhecia o livro. Encontrei os fantoches aqui.


Foi um dia memorável!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Móvel temático - Natal

Cá em casa, os móveis temáticos têm sido um sucesso!
E, como não podia deixar de ser, criei um alusivo ao Natal!
Nele podemos encontrar...


Cartões com sequências temporais

Usando o Pinterest, procurei imagens com sequências temporais, selecionei as que tinham a ver com o Natal e com o Inverno, imprimi-as, plastifiquei-as e... voilá! estava criado um jogo que tem despertado muito o interesse da nossa filha mais velha.
Na primeira vez que jogou, precisou da minha ajuda para perceber algumas sequências, como por exemplo, para compreender que com o sol fazia com que o boneco de neve derretesse. Contudo, nas vezes seguintes, tem mostrado muita facilidade em perceber o encadeamento de acontecimentos.
Tenho aproveitado para lhe explicar a importância de ordenar os cartões da esquerda para a direita, pois é neste sentido que lemos.



Puzzle de combinações de diferentes partes do corpo

Encontrei este puzzle em itsi bitsy fun, imprimi-o, plastifiquei-o e cortei-o.
Tal como outro puzzle deste site que partilhei aqui, também este  permite misturar as peças das várias personagens natalícias. Contudo, a nossa filha prefere tudo muito organizado e monta-as sempre "corretamente". Enquanto isso (e porque está numa fase extremamente imaginativa em que tudo serve para fazer de conta), vai estabelecendo diálogos e relações de amizade  entre as diferentes personagens. Uma delícia!



Jogo de alinhavo

Já no móvel do Outono, tinha feito um jogo semelhante. Gosto de costurar, de croché, de criar bijutarias e por isso sou suspeita ao colocar à disposição da nossa filhota este tipo de atividades. A verdade é que a imaginava a passar o fio para a frente e para trás, buraco após buraco, incessantemente até rodear toda a figura. Mas não, é claro que tal não aconteceu! Às vezes, esqueço-me de que ela ainda não tem três anos!
E, se no jogo do Outono, a acompanhei, indicando-lhe em que buraco deveria passar a lã, neste não lhe disse nada e ela tem brincado de forma totalmente espontânea. Então, passa os fios por três ou quatro buracos de forma desordenada e depois vem oferecer-me a prenda ou a árvore de Natal para que a abra ou desmonte, isto é, para que retire os fios.
"Gostaste da p'enda?"
"A á'vo'e é pró mano!"
E assim tem repetido esta brincadeira uma e outra vez, sempre acompanhada de muita imaginação.
Encontrei estas imagens em RED TED Art . Depois de impressas e plastificadas, furei-as com um furador que faz buracos com várias formas. Escolhi estrelas e chapéus de chuva.



Jogo de pompons e pinça

A nossa filha não gosta de alface, mas sempre que há salada quer colocá-la no prato de toda a gente para poder usar a pinça. Então, achei que estava na altura de criar uma brincadeira em que a pudesse usar à vontade. Foi assim que surgiu este jogo.
Imprimi um desenho de árvore de Natal, colei-o numa caixa e fiz furos no sítio de algumas das bolas. Depois juntei-lhe alguns pompons de diferentes tamanhos e cores e a pinça.
Quis usá-la uma ou outra vez, mas agora prefere colocar os pompons nos buracos com a mão... É mais fácil, pois claro!



Pedras de histórias

Há já muitos anos que ando com a ideia de fazer estas pedras de histórias e tenho uma grande coleção de pedras, apanhadas na praia, à espera de ser transformadas... Selecionei algumas imagens relacionadas com o Natal de que gostei, imprimi-as e colei-as nas pedras com cola branca. Adorei o resultado final!
Por agora, ela tem brincado com elas livremente, inventando histórias e situações. Quando for mais crescida, penso que poderemos usá-las de forma mais estruturada. Por exemplo, retirando uma pedra do saco ao acaso e inventando uma história para a mesma, ou jogando à vez e ir completando a história de acordo com as personagens que vão saindo.



Livro de autocolantes

Encontrei, por acaso, este livro à venda, e achei que se adequava mesmo a este móvel. É um livro de autocolantes...
Gostei dele, pois vi-o como um recurso divertido para desenvolver a motricidade fina. Os desenhos são amorosos e as páginas do livro são plastificadas, o que permite colar e descolar os autocolantes vezes sem conta!
Hoje de manhã, estava dar-se ao trabalho de os colocar novamente na folha original, tentando descobrir o seu lugar pela forma da silhueta. Interessantes as coisas de que eles se lembram...



No móvel, coloquei ainda dois livros de Natal, que lhe tenho lido frequentemente...


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Este momento 8



{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .
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