segunda-feira, 22 de maio de 2017

A importância de contar histórias

Cá em casa, contamos muitas histórias à nossa filha.
Mais eu, confesso, que sempre fui fã de livros e contos, mas o pai também não se sai nada mal...

Os livros têm estado presentes na vida da nossa filha quase desde que nasceu e ela mostrou desde logo muita curiosidade pelos mesmos. Contudo, estes livros eram maioritariamente de exploração de imagens, vocabulário e texturas, com abas ou sons.


O primeiro livro de histórias que lhe despertou verdadeiramente a atenção nem era (supostamente) adequado para a sua faixa etária e entrou na sua vida por acaso... A ovelhinha que veio para o jantar de Steve Smalllman e Joelle Dreidemy, um dos muitos livros infantis que possuo, ficou por arrumar num qualquer lugar da sala de estar. A nossa filha deu com ele e, perante o seu interesse, acabei por lhe ler a história. Tinha pouco mais de um ano e meio e, nos tempos seguintes, folheou-o e analisou-o vezes sem conta, do princípio ao fim, de trás para a frente e salteado! Pediu-nos o mesmo número de vezes para lho lermos e, com o pouquíssimo vocabulário que possuía na altura, mas com a enorme expressividade que sempre a caracterizou, ia já antecipando algumas partes da história.

Foi então que, por ter o texto tão presente na minha cabeça, decidi contar-lho com as minhas próprias palavras, numa das noites em que a fui adormecer, em substituição da habitual canção de embalar. Resultou... Ela adormeceu poucos instantes após ter terminado o reconto...E é isto que se quer, não é?
Nas noites e sestas seguintes, a estratégia foi-se repetindo. Eu entusiasmada a descobrir o meu novo talento de contadora de histórias, e ela a adormecer rápida e tranquilamente...
Gradualmente fui variando e experimentando outros contos mais tradicionais, de que me recordava, como a Branca de Neve, os três porquinhos, o lobo e os sete cabritinhos, Caracolinhos Dourados e os três ursos, etc.
Fui igualmente pondo mais livros infantis à sua disposição e, a partir deles, passou também ela a indicar-me frequentemente a história que queria ouvir antes de adormecer.


E assim se criou um hábito valioso, do qual hoje, aos 28 meses, dificilmente estará disposta a abdicar! Andamos agora numa fase de Capuchinho Vermelho e de o patinho feio, depois de um breve reinado de Cinderela... Conto-os com palavras minhas, mas também já aconteceu uma ou outra vez ler-lhe mesmo o livro, como no caso de O casamento da Gata, de Luísa Ducla Soares, que é todo em verso e perderia a essência se fosse contado de outra forma, e que (ainda!) não sei totalmente de cor (mas estou quase lá!!).

Porque é que acredito tanto no valor desses momentos diários?
Antes de mais, são momento de entretenimento e partilha, em que eu ou o pai estamos exclusivamente dedicados a ela, sem distrações de ordem alguma. Sentados na poltrona do seu quarto, com a luz apagada, somos só nós, ela e as personagens dessa história. Nos tempos que correm, entre dias acelerados com as mais variadas solicitações e com a interferência que as tecnologias têm nas nossas vidas, parece-me essencial a criação destes momentos de entrega total aos nossos filhos.
Acredito também que o facto de lhe contarmos histórias (e de, noutros momentos, lhe lermos livros) contribui para o aumento do seu vocabulário, para que desenvolva a capacidade de encadeamento de ideias (tão importante no seu raciocínio e discurso oral e que o será também um dia na aprendizagem da escrita), fomenta o seu gosto por livros e futuramente pela leitura, desenvolve a sua imaginação, permite-lhe ampliar o seu conhecimento do mundo...


Os contos são também fundamentais para o seu crescimento emocional. É fácil verificar que lhe transmitem valores....  Com os três porquinhos aprendemos que o esforço compensa, com a Caracolinhos Dourados que não devemos mexer no que não é nosso sem autorização, com a Capuchinho Vermelho que devemos ouvir os conselhos dos pais... Ao longo das histórias, a criança é também confrontada com os vários sentimentos das personagens, revendo-se muitas vezes nesse sentir, o que a ajudará a lidar melhor com as suas emoções. Apreende  o bem e mal, e, como é regra que as histórias tenham um final feliz, ganha confiança no mundo, pois percebe que, apesar das adversidades da vida, é possível que o primeiro prevaleça!

sábado, 18 de março de 2017

DIY - Prenda do Dia do Pai II

Cá em casa, aproxima-se a data em que, mais uma vez, festejaremos o Dia do Pai!
E, como não podia deixar de ser, a nossa pequerrucha, com a ajuda da mamã, pôs mãos à obra e fez uma prenda para o papá!

Este ano, achei que pintar um copo seria uma boa ideia!

Escrevi a palavra "Pai" num rolo largo de fita de pintura. Com uma tesoura de pontas finas, cortei cuidadosamente as letras e colei-as no copo de vidro, que tinha comprado para o efeito.


Depois, fui disponibilizando à nossa filhota, um de cada vez, os frascos com as diferentes cores de esmalte vitral. Com a ajuda de cotonetes, ela foi pintando o copo. Fui alertando-a para a necessidade de pintar por cima das letras e para, contrariamente às outras vezes em que brincamos com tintas, evitar tocar com a tinta nas mãos.



Deixámos o copo secar de um dia para o outro ao ar livre (embora na embalagem venha referido que é de secagem rápida) e, por fim, descolei as letras autocolantes.
O resultado foi este!




terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O bolo do segundo aniversário!


Cá em casa, já somos três há dois anos!
A sério?! Já passou tanto tempo?! Quase não dá para acreditar... 


Este ano, decidi fazer um bolo, ainda sem açúcar, mas com mel. Como a nossa filha já não é intolerante ao trigo e ao glúten, esta já não foi uma preocupação. 
O recheio surgiu do improviso... Tinha feito espuma de frutos na Bimby, com morango e banana, para que houvesse mais uma sobremesa sem açúcar para os mais pequenos, e acabei por usá-la também no bolo. 

O bolo cozeu um bocadinho de mais, mas, ainda assim, toda a gente gostou! Espero que também gostem!


Bolo de mel e laranja

Massa

3 chávenas de farinha de trigo espelta
5 ovos
150 ml de sumo de laranja
1 chávena de mel
1 pacote de fermento sem glúten (apenas porque era este que tinha cá em casa)
2 colheres de sobremesa de bicarbonato de sódio

Juntar todos os ingredientes na Bimby e programar 1min30seg /vel. 4.
Se tiverem ficado ingredientes nas paredes do copo, descê-los com a ajuda de uma espátula e programar mais uns segundos na mesma velocidade.
Dividir a massa por duas formas (neste caso, usei uma em forma de urso e outra redonda).
Levar ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de meia hora ou até que o palito saia seco.

Cobertura

300g de morangos congelados
2 bananas
umas gotas de sumo de limão
1 clara de ovo

Juntar os morangos, as bananas e o sumo de limão na Bimby e programar 40 seg /vel. 5.
Inserir a borboleta, juntar a clara de ovo e programar 3 min / vel. 3.5.
Deixar arrefecer o bolo e cobrir a parte circular com a espuma de frutos. Colocar a outra parte do bolo (o urso) em cima e decorar a gosto.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bolo de castanha sem açúcar

Cá em casa, foi dia de fazer um bolo a pensar na bebé!

Apesar de ela já estar quase a completar dois anos, continuamos a optar por não lhe dar produtos com açúcar, o que causa estranheza em algumas pessoas. Para uma maioria, continua a ser aceitável que os bebés comam bolachas maria e iogurtes de fruta açucarados ao lanche, e gelados, queques ou um bolo de arroz quando vão ao café.
Eu acredito que quanto mais tarde ela começar a consumir este tipo de produtos e quanto menor a quantidade consumida dos mesmos melhor! Mas para isso há que criar alternativas... No verão, fiz muitas vezes gelados de fruta na Bimby e ela adorou! Agora, que o frio aperta, sabe bem um bolo quentinho acabado de sair do forno!



Ingredientes

Casca de 1 limão
3 ovos
50 g de xarope de tâmaras
100 g de farinha de trigo espelta
100 g de farinha de castanha
1 iogurte natural não açucarado
80 g de margarina vegetal
1 pitada de sal
1 pacote de fermento sem glúten (10 g)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º C e untar uma forma com um pouco de margarina.
Colocar a casca de limão no copo da Bimby e pulverizar 10 seg/vel 10.
Juntar os ovos e o xarope de tâmaras e bater 30 seg/vel 3.
Adicionar os dois tipos de farinha, o iogurte, a margarina e o sal e bater 1 mi/vel 5.
Juntar o fermento e misturar 15 seg/vel 5.
Deitar na forma e levar ao forno por cerca de 30 minutos.

Já tinha feito um ou outro bolo com pasta de tâmaras, mas confesso que, pela sua consistência, era um ingrediente que sentia alguma dificuldade em usar...  Ter descoberto tâmaras em xarope encheu-me de entusiasmo! Vou já começar a pensar num ou noutro docinho para o Natal...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O quarto da bebé

Cá em casa, acreditamos que o quarto de uma criança deve ser especial!
Deve ser um espaço acolhedor e único, que ela sinta que é seu.
Quando, ainda grávida, soube que era uma menina, imaginei-o logo em tons de azul/verde marinho e coral... De imediato, a floresta surgiu como inspiração, com os seus cogumelos, animais e seres mágicos... Selecionei um conjunto de ilustrações amorosas e criei o candeeiro com feltro e lã. O avô pintou a cómoda. A avó criou os cortinados a condizer com o contorno de berço (que logo passou para o nosso quarto!)...



Penso que o quarto deve estar estruturado de forma permitir que a criança aceda facilmente aos seus brinquedos, pelo que estes não devem ser em excesso nem estar amontoados desordenadamente. Neste sentido, e porque nos dias que correm se torna difícil ter um reduzido número de brinquedos, vamos fazendo rotação dos mesmos ou guardando definitivamente os que já estão desatualizados para a idade ou aqueles pelos quais ela já não se interessa.

O móvel onde estão colocados era um antigo móvel da despensa da minha avó, que tinha umas portas com rede de capoeira. Na altura, o que me encantou no móvel foram precisamente essas portas. Colocámos-lhe uns pés altos e pintei-o, sem que me passasse pela cabeça que acabaria por nunca lhe pôr as portas!
As caixas de madeira, com os brinquedos mais pequenos divididos por géneros (atualmente legos, blocos de madeira e bonequinhos diversos) são também muito úteis. É interessante perceber que, apesar de ainda não ter dois anos, a nossa bebé já é capaz de categorizar os objetos, arrumando-os na caixa correta!
A biblioteca adquirimos há pouco tempo, quando se começou a interessar muito por livros...

Mas o que nos encanta mais, desde o fim de semana passado, é a cama de madeira que o avô construiu a pensar na neta!
É uma cama sem pés, que lhe dá liberdade e autonomia, pois pode entrar e sair dela quando quer.


 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Papas caseiras - Parte 4 (com legumes)

Cá em casa, começou a guerra aos legumes!

Pois é... Quem diria que uma bebé que comia tão bem de tudo também passaria por esta fase? Eu pensava que me tinha escapado a esta dificuldade mas, como tal não aconteceu, há que encontrar soluções.
Uma delas tem sido a introdução de legumes nas papas, que ela continua a adorar e que habitualmente come uma vez por dia num dos lanches ou pequeno almoço.

Apresento três soluções que têm sido do seu agrado.

 
Papa com abóbora
 
  • 1 pêssego
  • 1 fatia de abóbora
  • 2 colheres de sopa de farinha de espelta
  • 2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
  • 200 g de água
 
 

 
Papa com brócolos
 
  • 1 pêssego
  • 40 g de brócolos
  • 2 colheres de sopa de mandioca
  • 2 colheres de sopa de millet
  • 200 g de água
 
 

 
Papa com feijão verde
 
  • 1 pêssego
  • 1 ameixa 
  • Feijão verde 
  • 2 colheres de sopa de farinha de lentilhas 
  • 2 colheres de sopa de mandioca 
  • 200 g de água
 
 
 
 
Em qualquer uma das situações, cozinhar durante 8 min/ 90º/ vel 1. Triturar 3/5/7.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O fim da reação alérgica ao trigo!

Cá em casa, acabaram-se as alergias!


Foi com uma enorme satisfação e alívio que recebemos os resultados dos últimos testes.
Fizemo-los no Hospital Lusíadas, onde a bebé foi seguida desde que detetamos a primeira reação cutânea ao consumo de trigo.
Nessa primeira consulta, foi nos transmitida a importância de eliminar por completo este cereal da sua alimentação, bem como todos os produtos com glúten, conforme relatei nesta publicação.
Passámos a ter consultas semestrais, para avaliar a evolução da situação, sempre na esperança (que nos foi dada pela médica assistente) de que o sistema imunitário (ainda imaturo) deixasse de reagir de forma exagerada ao contacto com esta substância. Ou seja, que a reação alérgica deixasse de se manifestar. Para tal, era fundamental a evicção total do trigo e do glúten, algo que fomos extremamente rigorosos em cumprir.

Nunca me tinha dado conta, até então, de que uma tão grande quantidade de produtos tem estes elementos na sua composição. Pão, bolos, croissants, bolachas, massas, pizzas, quiches, lasanhas, rissóis, empadas, panados... Enfim, produtos que, na sua maioria, não entram na dieta de um bebé, mas que com o seu crescimento se revelariam mais difíceis de evitar (ainda mais quando a criança em questão gosta de comer!).
 
Nos últimos testes feitos com as picadinhas no braço, não houve qualquer reação alérgica. Nesse sentido, a médica que acompanhou o caso desde o início transferiu-o para o Hospital de Santa Maria, onde também dá consultas, para que aí fosse feita a reintrodução do trigo na alimentação da bebé, mas em meio hospitalar.
Tivemos aí uma nova consulta, onde ficou agendada uma data para ser feita esta reintrodução.
 
A manhã avizinhava-se difícil pois, embora eu tivesse levado jogos, livros e um boneco da bebé, não sabia como é que ela, sendo uma criança tão ativa, que quer andar constantemente de um lado para o outro e explorar tudo à sua volta, reagiria ao facto de estar confinada a um espaço tão reduzido durante tantas horas.
Contudo, as duas médicas e a enfermeira que a acompanharam durante essa manhã foram muito simpáticas, disponíveis e tornaram a "estadia" mais agradável. Como ainda por cima, por coincidência, nessa manhã não havia mais crianças no gabinete, as atenções recaíram todas sobre ela. Por sua vez, ela é um bebé comunicativa e sociável, cativando habitualmente quem a conhece, pelo que, depois de ter brincado com os seus brinquedos e com os do hospital que lhe foram disponibilizados, acabou a manhã ao colo de uma das médicas a escolher os vídeos de música do YouTube que queria ver! Foi uma festa!

No que toca à reintrodução do trigo na sua alimentação, tudo se passou assim:
A enfermeira começou por barrar um pouco de papa de trigo nos lábios da bebé. Esperámos alguns minutos e, como não fez reação cutânea, passou-se à etapa seguinte.
Esta consistiu na ingestão de uma pequena porção de papa (cerca de 3 colheres), seguida de uma espera de quinze minutos.
Mais uma vez, nada aconteceu, pelo que se repetiu a ingestão de papa por várias vezes, com determinados intervalos de tempo e aumentando entretanto a quantidade ingerida.
Ao fim de cerca de quatro horas, a reação alérgica ao trigo foi dada como ultrapassada!
Viemos para casa com a indicação de que, na primeira semana, só poderia comer trigo na papa, mas que a partir daí, poder-se-iam introduzir gradualmente outros alimentos com trigo e glúten na sua alimentação.

Atualmente a bebé está verdadeiramente viciada em "pum pum", termo que rapidamente passou a utilizar para denominar o pão!
Não a podemos censurar por querer recuperar o tempo perdido, pois não?
Cá em casa, há também quem aprecie bastante esta iguaria e tenha ficado a ganhar com este seu novo hábito!

 

sábado, 6 de agosto de 2016

A caminho do desfralde!

Cá em casa, demos início ao desfralde!


Tal como tem acontecido com outras etapas do desenvolvimento do bebé (se calhar, todas!, o tempo me dirá...), vejo o desfralde como um caminho a ser percorrido, com avanços e recuos, que deve ser encarado com naturalidade e sem grandes regras universais.
Cada criança é uma criança e se, com umas as coisas resultam de uma maneira, com outras o que funciona é o oposto.

A nossa bebé está atualmente com um ano e meio e, embora já verbalizasse algumas vezes quando tinha xixi (ainda diz pouca coisa) e me tivesse avisado umas duas ou três vezes de que ia fazer cocó, apertando a fralda, eu estava com algum receio de iniciar o desfralde demasiado cedo.
Alguns autores, como é o caso da Rosa Jové, defendem que, se o controle dos esfíncteres for algo forçado para o qual a criança não está preparada e se esta for castigada quando não consegue conter-se, tal poderá ter repercussões no desenvolvimento da musculatura dessa zona. Como resultado, na idade adulta, em especial as mulheres poderão apresentar dificuldades em ter relações sexuais satisfatórias, pois os músculos terão tendência a contrair-se. Não era minha intenção, em momento algum, castigar a minha bebé por não conseguir controlar o xixi ou o cocó, mas receava que, por ser exigente consigo própria, o facto de não conseguir fazer bem, por não estar fisicamente preparada, pudesse conduzir ao mesmo resultado negativo.

Por outro lado, via o Verão como uma oportunidade única para fazer o desfralde, pois estaria em casa com ela durante todo o dia, mas também porque poderia andar menos vestida e tomar um duche rápido quando se descuidasse.

Decidi arriscar! Não era uma decisão irreversível, portanto não corria nenhum risco de maior...

Passei pelo Ikea, comprei dois bacios funcionais e bastante em conta.
Uns dias antes, ainda andei a pesquisar bacios mais sofisticados, mas achei que não havia necessidade de gastar um dinheirão num penico "20 em 1", do personagem de desenhos animados da moda ou que premeia a criança com uma musiquinha sempre que esta faz um "presente"! Muito antes de pensar em ser mãe, ofereci um destes musicais ao bebé de uma amiga, mas de facto a maternidade torna-nos muito mais práticas na maioria dos aspetos!

Entretanto, expliquei à bebé o propósito do objeto e comecei por lhe perguntar se o queria usar quando eu própria ia à casa-de-banho. Ela concordava, eu tirava-lhe a fralda e ficava a fazer um pouco de tempo para ver se algo acontecia. Víamos juntas um livro, pois de outra forma seria impossível mantê-la sentada mais de dois segundos!
Passei a andar com um penico atrás, mas gradualmente este acabou por se fixar na sala, junto à área onde tem os seus brinquedos. O outro continuou na casa de banho.
Quando lhe perguntava se queria fazer xixi, normalmente respondia que sim e, então, eu sentava-a no bacio e ficava junto dela, entretendo-a com o livro ou com o puzzle de madeira de que tanto gosta.
 
 
Nunca ficava muito tempo no bacio, mas coincidentemente, creio que no segundo dia, conseguiu aí fazer xixi pela primeira vez. Ficou muito contente e eu elogiei-a pela conquista.
É claro que nestes dois dias já tinha feito muitos xixis pelas pernas abaixo! E nesses momentos, eu limpava-a e relembrava-lhe de forma tranquila que agora o xixi deveria ser feito no penico, tal como a mamã fazia na sanita.

Ao fim de alguns dias, começou a usar a manha de dizer "xixi" quando queria sair de onde estava ou se queria que eu lhe desse atenção. Assim, logo que acordava dizia "xixi" e eu saltava a tirá-la da cama, não querendo perder a oportunidade! Se eu estava a tratar do jantar ou algo assim, lá vinha a palavra mágica "xixi!" e eu largava tudo num ápice! Muitas vezes em vão, pois claro!

Depois passou, por uma fase em que, só de olhar para o penico, dizia "xixi" e insistia em sentar-se lá, algumas vezes conseguindo fazer e outras não. Começou a parecer-me um bocado obcecada com isso e cheguei a ponderar abandonar o desfralde.

No entretanto, fomos de férias uns dias e deixámos de dar tanta importância ao penico. Se estávamos em casa, alertava-a para o usar, se andávamos na rua fazia na fralda, se estava na praia fazia pelas pernas abaixo...
Ou seja, o que quero transmitir é que em momento algum fui muito rígida com a passagem das fraldas ao bacio. Fomo-nos (e vamo-nos!) adaptando às situações. Não me faz sentido que a partir do dia em que se inicia o desfralde não se possa mais usar a fralda, ou que se tenha de seguir sempre uma mesma rotina na idas ao bacio para que a criança o saiba usar. Importa, isso sim, no meu entender, que o bebé vá percebendo o que é esperado dele e que se sinta entusiasmado por aprender a fazê-lo, mesmo que algumas (muitas!) vezes não o faça bem, ou que nem sempre possa pôr em prática o que já aprendeu porque não estão reunidas as condições para tal. A vida é mesmo assim, não é?

Neste momento, quase um mês depois, a nossa bebé já faz quase todos os xixis no penico e um ou outro cocó. Se andar completamente despida torna-se mais fácil ter perceção da vontade ou de que não pode fazer de imediato no local onde se encontra. Se anda de cuecas, quase sempre se descuida. Se está de fralda, normalmente pede para a tirar quando quer. A maioria das vezes, fica à espera que a acompanhemos ao bacio, mas nos últimos dias, depois de se descuidar por ficar à nossa espera, incentivei-a a ir sozinha e já conseguiu fazê-lo algumas vezes! Fica muito feliz em cada vitória e com um ar tristonho quando não corre bem...
 
Também já apanhei "presentinhos" no chão, que ela, ora cuidadosamente ora mais aflita, me chama para limpar!
E hoje, quando a segurava ao colo com a mão no rabinho, num almoço de família no quintal, fui bombardeada com... cocó! No momento, fiquei um pouco zangada e ela percebeu! Tinha me avisado da sua vontade, mas como estava num momento de pieguice recusou-se a sair do meu colo e eu acabei por pensar que era falso alarme... Depois da minha reação incial, recordei-me de que o que é preciso é encarar tudo isto com algum humor e muita descontração, tendo sempre em conta que ela está num processo de aprendizagem e que está a tentar dar o seu melhor.
 
A minha filha não deixou as fraldas de um dia para o outro, como já ouvi alguns casos, mas isso não me importa nada! Ao longo destas semanas tem feito imensos progressos e acredito que, antes de o Verão terminar, arrumaremos definitivamente as fraldas de pano!

domingo, 3 de abril de 2016

Menu diário de uma bebé de 15 meses

Cá em casa, vive uma bebé que (felizmente!!!) não nos dá dores de cabeça às refeições.

 
Aceita quase todos os alimentos com gosto (até agora, recusou-se a comer tomate e beterraba) e sem ser necessário nenhum tipo de confeção especial...

Procuro que tenha uma alimentação saudável, rica em fruta e legumes, e evitando o consumo de produtos industrializados. Aliás, acho que os únicos alimentos processados que consome são as massas sem glúten e o iogurte e, mesmo neste caso, opto por iogurte natural sem açúcar.
Ainda mama pelo menos ao acordar, ao lanche e ao deitar...
Até há bem pouco tempo, acordava várias vezes durante a noite para mamar, mas comecei a dar-lhe apenas colinho e a evitar a mama, no intuito de que acordasse menos vezes... Catorze meses a despertar de 2 em 2 horas e a acordar de manhã "fresquinha" para ir dar aulas a vinte e três "piolhos" de oito/nove anos é obra!

Foi nesta altura que decidi introduzir o iogurte na sua alimentação... E foi também aí que fiquei com receio de as suas necessidades nutricionais pudessem não ficar totalmente satisfeitas. Se mamava menos três ou quatro vezes por dia, que alimentos deveria acrescentar ao seu menu diário para compensar? Aliás, como deveria ser o seu menu diário?
É que entre os seis e os doze meses, há muita informação relativamente às refeições do bebé. No centro de saúde e na consulta de pediatria, entregaram-me inclusivamente um folheto com as "instruções".
Só que, a partir do ano de idade, o bebé deve começar a integrar gradualmente os hábitos alimentares da família...

Talvez porque as famílias têm realmente diferentes hábitos, não encontrei informação concreta acerca deste tema.
Algumas fontes apontam para 4 refeições diárias, mas tal não me faz sentido, porque eu própria sinto necessidade de comer (pelo menos!) 5 vezes.
Encontrei entretanto informação defensora de 5 refeições diárias, mas compostas por alimentos que não se integram na alimentação da nossa bebé. Por exemplo, com pão, que ela não pode comer em resultado da alergia ao trigo e ao glúten, ou sem sopa em todas as refeições, que a mim me parece essencial.

Depois de ler, refletir e fazer alguns ajustes naquilo que era já a sua alimentação diária, decidi partilhar convosco o que come a minha bebé.
 
 
Não quero de forma alguma que isto seja visto como o que é "certo", até porque não sou nutricionista e poderei inclusivamente estar a cometer alguns "erros".
Acredito também que este post ficaria mais rico, se quem tem ou já teve filhos desta idade divulgasse a sua própria experiência. Fico a aguardar os comentários!

sábado, 26 de março de 2016

Papas caseiras - Parte 3

Cá em casa, continuamos a inventar todos os dias novos sabores de papas.

Vou partilhando aqui algumas das experiências, quando tenho tempo de escrever e me lembro de fotografar os pratos, mas de facto as receitas que divulgo são apenas uma pequena parte do que é possível criar. Basta respeitar as quantidades aproximadas dos ingredientes e ir variando os tipos de farinha e fruta. O sucesso é garantido!


Papa de teff integral, maçã reineta e canela (sem glúten)

  • 4 colheres de sopa de farinha de teff
  • 2 maçãs reineta
  • 200 g de água
  • Canela em pó
Juntar a água, a farinha e as maçã cortadas aos pedaços e cozinhar 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.
Polvilhar com canela.

A bebé adorou esta papa! Raspou o prato com a colher tanto quanto pôde e depois ainda lá foi com os dedos apanhar os últimos bocadinhos! Eu não gosto de papas, por causa da textura, mas provei um pouco desta e fiquei agradada com o sabor.


Papa de farinhas 3 A's e manga (sem glúten)

  • 4 colheres de sopa de farinha 3 A's
  • 1/2 manga
  • 200 g de água
Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.
 
Confesso que esta não foi de todo uma das minhas melhores papas! Ao prová-la, pus a hipótese de que a minha filha se recusasse a comê-la... E tudo porquê? Porque a manga era extremamente fibrosa e, depois de cozinhada e triturada, fez com que cada colherada da papa viesse carregada de fiozinhos... Segundo conta a minha mãe, para uma bebé como eu, que tive de comer tudo triturado e passado até bem tarde, era impensável uma papa com esta textura. Mas, mais uma vez, tive a prova de que a minha bebé é "uma ótima boca", pois comeu tudo sem hesitações!


Papa de quinoa, millet (milho miúdo castanho integral) e maçã bravo esmolfe (sem glúten)

  • 2 colheres de sopa de farinha de quinoa
  • 2 colheres de sopa de farinha de millet
  • 2 maçãs bravo esmolfe
  • 200 g de água
Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90 ° / vel colher inversa.
Triturar 30 seg / vel 3, 5, 7.

Esta papa ficou com uma textura grossa agradável e, para não variar, a bebé adorou! A maçã bravo esmolfe, além de ser deliciosa e docinha, traz vários benefícios para a saúde, entre os quais a prevenção do cancro e de doenças cardiovasculares.

quarta-feira, 16 de março de 2016

DIY - Prenda do Dia do Pai I

Cá em casa, vamos celebrar o Dia do Pai pela segunda vez.

E eu, como gosto muito de dar asas à imaginação e ando sempre mortinha por pôr mãos à obra, não podia deixar passar este dia sem criar, com a ajuda da minha bebé, um miminho especial para o papá, para o relembrarmos do quanto gostamos dele!

No ano passado, ela tinha apenas dois meses. Então, depois de muito pensar e pesquisar, concluí que o melhor presente era mesmo fotográfico.

Comecei por imprimir a palavra "PAI" num tipo de letra que me agradou. Colei as letras em cartão e recortei-as.


Depois, tirei várias dezenas de fotos à bebé.
E chegou então a tarefa mais complicada: escolher as três melhores fotos!
Com elas fiz uma montagem semelhante à seguinte, que coloquei numa moldura comprada para o efeito.


Este ano, com a bebé mais crescidinha, queria fazer uma coisa um pouco diferente, na qual ela tivesse um papel mais ativo.

Comecei por adquirir uma tela.
Já tinha algumas tintas cá em casa que, embora não sejam específicas para bebés, são usadas lá na escola por crianças a partir dos três anos. Decidi usá-las, porque a bebé não ia ficar em momento algum sem supervisão nem tem o hábito de levar coisas à boca, pelo que não me pareceu que corresse algum tipo de risco.
Com fita adesiva, escrevi a palavra "PAI" sobre a tela.
Depois, fui lhe dando os pincéis molhados na tinta e deixei-a explorar... Mas não por muito tempo, porque rapidamente começou a querer pôr-se em pé e tocar com os pincéis noutros sítios menos próprios!




Ao fim de algumas horas a secar, descolei a fita adesiva e o resultado foi este:


Agora estou a torcer para que o papá não se lembre de vir espreitar o blogue, pois, embora quisesse partilhar a sugestão antes do Dia do Pai, não lhe quero estragar a surpresa!
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