sexta-feira, 11 de maio de 2018

Bolo de Cenoura e Tâmaras (sem açúcar)

Cá em casa, faz já algumas semanas que fizemos um bolo.


Como tem sido cada vez mais difícil fugir ao açúcar (são os bolos de anos, os saquinhos de guloseimas que traz das festas, os chupa-chupas que a senhora da churrasqueira oferece, as bolachas que as amigas do ballet partilham, só para dar alguns exemplos), decidi que iríamos fazer um bolo sim, mas sem este ingrediente.


A nossa filhota adorou, não só o bolo depois de cozinhado, como a massa ainda crua! E eu também!
Mas acho que, para ela, o melhor de tudo foi ser a cozinheira!


Ingredientes
3 cenouras grandes
400 g de água
12 tâmaras
Sumo de 1 laranja
3 ovos
150 g de farinha de trigo espelta´
50 g de farinha de milho
60 g de azeite
4 colheres de sobremesa de fermento
Canela q.b.

Preparação
Cozer as cenouras em 400 g de água, 20 min / 100º / col. inv. 1.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Escorrer a água, juntar as tâmaras e picar, vel 3/5/7. Descer com ajuda da espátula o que ficar agarrado à paredes do copo e repetir a operação o número de vezes necessárias, até obter uma pasta cremosa.
Adicionar todos os ingredientes, com exceção do fermento, e misturar bem, 2 min / col. inv. 5.
Juntar o fermento e misturar 15 seg / col. inv. 5.
Untar uma forma de silicone com manteiga.
Deitar a massa na forma e levar ao forno entre 20 a 30 minutos, confirmando com um palito.

domingo, 6 de maio de 2018

Mãos à Obra 2

Já regressei ao trabalho e a nossa filha começou a frequentar o jardim de infância.
Como uma das prendas do Dia da Mãe, trouxe um postal lindíssimo em que desenhou o meu corpo numa folha onde estava colada a fotografia da minha cara.
Então, ontem propus-lhe que fizéssemos criações semelhantes, mas com recortes de revista. De manhã, desenhámos o corpo de uma senhora (sim, eu também fiz o meu!). À tarde, fizemos árvores com frutas. Comentou que as suas frutas não estavam tão bem cortadas como as minhas. Então, depois de lhe explicar que era normal que ela, que está a começar a aprender, não cortasse tão bem como eu, mas que com o treino cortará tão bem ou melhor, acrescentei que as maçãs dela poderiam ter sido comidas por um passarinho. Achou boa ideia e desenhou também um.

E já agora...

                   ... Feliz Dia da Mãe a todas as mães fantásticas que andam por aí!

sábado, 24 de março de 2018

Diário de uma Mãe a Tempo Inteiro - Dia 7

DIA 7 - SÁBADO


Hoje só nos levantámos às 10 horas!!!!! Nem me lembro da última vez que tal aconteceu! A verdade é que ontem já viemos tarde da festa de anos, pelo que os miúdos adormeceram mais tarde, mas ainda assim foi uma surpresa! O Damião acordou às oito e meia, mas dei-lhe maminha e consegui que adormecesse outra vez. Levantei-me para espreitar como estava o tempo, pois tínhamos pensado ir ao Jardim Zoológico ver uma peça de teatro gratuita. Contudo, estava a chover e, com todos a dormir tão bem, decidi enfiar-me na cama outra vez. Foi o bem que fiz!
A Elisa hoje quis papa para o pequeno-almoço, em vez do habitual iogurte com fruta. Eu e o pai verificámos que não tínhamos mais café, pelo que fomos todos vestir-nos para ir à rua com urgência!
Enquanto tratávamos dos últimos pormenores, a Elisa colocou uma manta pelas costas e andou pela casa a fazer de Capuchinho Vermelho. Eu tive de ser o lobo, a avó, a mãe, e só me escapei de ser o caçador pois mandei-a ir ter com o pai!
Decidimos ir a uma pastelaria de que gostamos e aproveitámos para comer pastéis de nata. Compramos também umas amêndoas, que a Elisa comeu pela primeira vez. Eu quis daquelas de licor, em forma de bebé, que a minha avó costumava dar-me mundo eu era criança.
No regresso, passámos pelo supermercado. Aí, o pai encontrou uma amiga e ficou um pouco a conversar. A Elisa subiu para a roda do carrinho do mano, de forma a ficar mais ao alcance deles dois e começou a emitir palavras sem significado, só com o objetivo de perturbar a conversa e chamar a atenção para si. Ultimamente isto tem acontecido com muita frequência, e já tivemos várias conversas com ela sobre isso, mas não está a ser fácil que este seu comportamento se altere. Peguei nela, afastei-a um pouco do local, agachei-me ao seu nível e disse em tom firme: "Eu não permito que estejas interromper a conversa do teu pai com a amiga. Se tens coisas para dizer, esperas que eles acabem de falar.". "Eu não tenho nada para dizer...", respondeu-me ela honestamente. "Então, essa é mais uma razão para ficares em silêncio e escutares o que os outros dizem.", concluí eu. O pai, entretanto terminara a conversa e seguimos às compras. Foi a primeira vez que usei esta abordagem, direta e de poucas palavras, recorrendo à expressão "não permito que...". Vamos ver se resulta...
Já em casa, o Damião dormia, eu fui publicar o diário de ontem, pois ainda não tinha conseguido fazê-lo, e o pai esteve a ler jornais online. A Elisa sentou-se na mesa dos Playmobil e esteve bastante tempo no seu mundo imaginário a brincar com os bonequinhos. Depois, pediu-me para que me juntasse a ela e eu assim fiz.
O Damião acordou e fomos todos almoçar.
Quando terminámos, ela sentou-se junto dele a contar-lhe histórias. Fiquei a escutá-la, sem que se desse conta, cada vez mais maravilhada com a forma como já consegue encadear as ideias e com as expressões que utiliza...
Depois, chegou a hora da sua sesta. Ela queria que eu lhe lesse uma história. Então, como ando interessada no Gato das Botas, fui procurar um livro que sabia ter com este título, embora já não me recordasse do seu conteúdo. Não é a história original, mas gostei muito de o ler. Fiquei um pouco a aconchegá-la e depois vim para a sala.
O Damião, que tinha ficado a brincar com o pai, estava a começar a choramingar. Deite-me no sofá, junto à janela, dei-lhe maminha e fiquei a relaxar olhando as nuvens e os ramos floridos das árvores. Depois de umas trocas de sorrisos safados, adormeceu e eu mudei-o para o carrinho.
Dei um avanço na escrita do diário e fui dobrar roupa.
Quando a Elisa acordou, vinha muito rosada e transpirada. Agarrei-a no meu colo, no sofá, envolvia-a com uma manta e ali ficamos a usufruir do momento. Perguntei-lhe se tinha sonhado e ela respondeu-me, parecendo-me já tão crescida: "Tu sabes que eu não sonho de dia.". De facto, ela já mo tinha dito antes... Depois, lembrou-se do livro do Gato das Botas e foi buscá-lo para que lho lesse novamente. Como sempre, fez imensas perguntas sobre a história e sobre as ilustrações.
Um pouco despois, o mano também despertou.
Ela foi à casa de banho, mas demorou imenso. Percebi porquê quando apareceu com um cachecol e um gorro na cabeça, lançando outro gorro ao ar. "Mãe, não estou a conseguir fazer a magia!". Uma vez, há já bastante tempo, brinquei com ela trocando, sem que se desse conta, o gorro que mandava ao ar por outro, várias vezes seguidas. Estivemos então outra vez nessa brincadeira. Ainda não percebi se ela já sabe como faço ou não...
Depois, esteve a brincar com o seu ursinho, tratando-o como a um bebé e colocando-o inclusivamente no ovo do irmão.
Tínhamos combinado que fazíamos um bolo. Decidi que faríamos um bolo de cenoura e tâmaras. Então, ela descascou as cenouras e eu pu-las a cozer. Enquanto cozinhavam, pediu-me para ver televisão, desta vez um episódio da Princesa Sofia. A seguir, lanchámos e fizemos o resto do bolo.
O pai esteve com o mano e acabou por o adormecer. A Elisa foi brincar com os Playmobil e fazer um desenho. Eu dobrei e arrumei mais alguma roupa, e fiz o jantar.
Depois do jantar, as crianças tomaram banho, outra vez juntas na banheira grande. Adormecemo-las e regressámos à sala. Deixámos o cão entrar um bocado...
Terminando este, que será o último dia deste diário, vou ler um bocadinho, nunca muito porque o sono espreita logo!...
Adorei esta reflexão diária, com a respetiva compilação de fotos... Talvez a venha a repetir...
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