domingo, 17 de setembro de 2017

Móvel temático - Animais Selvagens

Cá em casa, vive uma menina que gosta mais de ajudar e participar nas tarefas dos adultos do que propriamente de brincar (especialmente sozinha).
E se tal poderá ser uma mais valia, uma vez que já sabe fazer muitas coisas que alguns meninos da sua idade não sabem (tirar cafés na máquina - a sua preferida atualmente! -, lavar roupa à mão, estendê-la, despejar e lavar o penico, entre outras referidas nesta publicação), há momentos em que tê-la à minha volta me atrapalha... Ou pela atenção que tenho de lhe dar na consecução da tarefa em questão ou pelo facto de (como é óbvio!) não a fazer com a rapidez, destreza e correção com que eu a faço, demoro muito mais tempo e, então agora com o pequenito, nem sempre tenho disponibilidade para tal.

Neste sentido, e especialmente desde que nos mudámos para uma nova casa, há cerca de dois meses, tenho procurado encontrar estratégias que a ajudem (e a mim!) a interessar-se mais por brincar sozinha.

Acreditando que o excesso de brinquedos é um obstáculo a tal, comecei por aproveitar as mudanças para guardar um grande número de brinquedos.
Os peluches desapareceram quase todos, pois limitava-se a espalhá-los pela casa. Ficaram alguns que usa para dormir e, agora sim, em algumas brincadeiras de faz-de-conta.
Outros brinquedos que já não se adequavam à sua faixa etária foram também guardados para futuramente serem usados pelo irmão.
E aquele tipo de bugigangas, que às vezes lhe ofereciam ou que saíam nas bolas (que os avós tinham o hábito de lhe comprar), mas que não têm interesse nenhum ao fim de cinco minutos da primeira utilização, levaram também um sumiço!

Comprei um móvel de prateleiras e uma mesinha com duas cadeiras que coloquei nas sala de estar, para que pudesse estar próxima de nós nas suas brincadeiras.
Depois de ter conversado com ela sobre a minha ideia (inspirada em muito que tenho lido sobre o método Montessori), optei por ir colocando de forma organizada nas prateleiras os seus jogos e brinquedos, fazendo uma rotatividade dos mesmos ao fim de alguns dias. Contudo, não senti que resultasse, pois na maior parte das vezes nem sequer chegava a tocar nos mesmos. Para além disso, algumas vezes pedia-me brinquedos que estavam guardados.

Na passada semana, decidi então manter aqueles brinquedos que suscitam mais o seu interesse sempre disponíveis no seu quarto e criar um móvel temático, onde disponibilizo jogos e atividades novas, bem como alguns brinquedos seus que se enquadram no tema.


Quando acordou e viu o móvel que lhe tinha preparado, sobre os animais selvagens, ficou muito entusiasmada e, em conjunto, estivemos a brincar. Nesse momento, expliquei-lhe como funcionavam as atividades ou jogos que não conhecia.
Ao longo da semana, recorreu mais vezes do que o habitual aos brinquedos do móvel como fonte de brincadeira, ora autonomamente, ora solicitando a minha companhia. E assim sendo parece-me que cumpriram o seu propósito!

O que compõe o móvel?


Puzzle de tiras numerado


Este puzzle foi retirado de 3 Dinosaurs. Imprimi-o e plastifiquei-o.
Quando brincámos em conjunto, depois do puzzle montado, alertei-a para o facto de cada tira ter um número de 1 a 10 e pedi-lhe que me mostrasse o número dos seus anos. Também lhe pedi que apontasse para os animais que eu dizia e, de seguida, que fosse ela a dizer-me o nome dos animais que queria que eu apontasse.


Jogo de combinações de madeira


Já temos este jogo há algum tempo e já jogámos muito com ele. Optei por o colocar no móvel, pois as cinco cabeças de seres que o compõem pertencem a animais selvagens.
Achei interessante que quando quis brincar com ele, começou por categorizar as "roupas de menino e de menina" e só depois "vestiu" os animais.


Labirinto de  madeira


Também já temos este jogo há muito tempo, mas nunca lhe deu grande atenção. Curiosamente, esta semana, foi dos mais procurados. Talvez ainda não tivesse maturidade suficiente para ele e agora tenha começado a compreender o seu sentido. O objetivo é colocar as cabeças dos animais no local correto, sendo que para tal por vezes é necessário encontrar estratégias de movimento das diferentes peças.


Puzzle de animais



Encontrei este puzzle em itsy bitsy fun. Imprimi-o e colei-o numa caixa de cereais de cartão para que ficasse mais resistente.
É um puzzle engraçado, pois para além de permitir a montagem de alguns animais selvagens, permite também criar animais imaginários. Basta para isso misturar diferentes partes destes mesmos animais, já que as peças são compatíveis.


Miniaturas de animais e cartões de identificação


Esta atividade é inspirada no método Montessori, mais especificamente nos cartões de três partes. Estes cartões são compostos por um primeiro contendo uma imagem e a sua denominação (o que usei), um segundo contendo só a imagem e um terceiro apenas com a denominação. Optei por não usar para já o segundo e o terceiro cartão, pois dada a idade da minha filha (e ainda que mostre muito interesse pela leitura e pela escrita) não pretendo ainda fazer um trabalho tão específico de alfabetização.
Usámos os cartões para fazer correspondência com as miniaturas dos animais, falámos acerca do nome de cada um e de algumas características suas, como o facto de o leão ter juba, de a girafa ter um pescoço comprido para conseguir alimentar-se de folhas de árvores e de o tigre ter o pelo riscado.
Mais tarde, por sua iniciativa, ela recorreu aos cartões e às miniaturas fazendo a correspondência destes com os animais do labirinto de madeira. Achei interessante!


Escantilhão com desenhos de animais selvagens


Embora obviamente ela ainda tenha dificuldade em usar o escantilhão (pois ainda nem domina a forma correta de agarrar o lápis), como tinha comprado um conjunto de escantilhões onde este estava incluído, decidi pô-lo à sua disposição.
Divertiu-se a usá-lo como conseguiu e divertimo-nos a colorir alguns animais desenhados por mim.


Tiras de animais para cortar


Já tinha posto anteriormente à sua disposição tiras de papel para cortar com tesoura. Nessa altura, ensinei-a a agarrá-la corretamente e a usá-la e ela cortou as tiras livremente.
Entretanto, tinha lhe dado novas tiras, só que com linhas, para as cortasse nesse sítio. No entanto, ela não quis saber da minha indicação e continuou a cortar onde lhe apetecia e eu obviamente não insisti.
Então, pensei que se arranjasse tiras com imagens ela não quereria estragá-las e iria esforçar-se por as cortar no sítio certo. Como estava a criar este móvel temático, ia criar as tiras, mas encontrei estas em Living Montessori Now.
Não me enganei: ela tentou cortar pelo sítio indicado e, uma vez que foi uma atividade que a interessou bastante, evoluiu muito e já o faz com bastante correção.
Quando já não tinha cortado tudo, aproveitei para a deixar usar cola pela primeira vez.



No móvel, coloquei ainda dois livros da sua coleção: Vamos brincar, senhor Croc? de Jo Lodge, e Animais Selvagens de Seb Braun. São ambos livros pop-up fantásticos com animais selvagens!

Nesse móvel, está também sempre disponível um jarro com água e um copo, para que beba sempre que tem sede, de forma autónoma.

O que acharam? Alguém faz algo semelhante?



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Este momento 4


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Porque é que lhe estão sempre a falar do irmão?

Cá em casa,  a mana mais velha está farta que toda a gente lhe fale do irmão!

E eu decidi escrever este texto apenas como forma de alerta, pois certamente não é ela a única nesta situação. Haverá por esse mundo muitos "manos mais velhos" a sofrer do mesmo mal! Os responsáveis? Nós, adultos, que inconscientemente e provavelmente por desejarmos que haja uma boa aceitação do bebé por parte da criança, nos pomos todos com o mesmo tipo de conversa. Nas primeiras vezes a criança ainda responde entusiasmada, nas vezes seguintes já mostra alguma saturação, e ao fim de um tempo tem atitudes desadequadas como virar a cara, fazer expressão zangada ou grunhir! Pelo menos, foi o que aconteceu com a minha filha!



Não pensem que ela não está a aceitar bem o irmão. É super protetora, ternurenta e atenciosa com ele... E se alguém mete conversa com ela, mas não repara nele, é bem possível que pergunte: "Tu já viste o meu mano?". Mas nessa situação é ela que o quer mostrar. Não é algo que é impingido à força na conversa!

"Gostas do mano?" Que pergunta... É claro que gosta!
"Posso levar o mano para casa?" Que absurdo! Ela sabe que o bebé precisa dos pais e que estes não deixarão ninguém levá-lo para onde quer que seja. Ainda assim, consegue irritar-se com esta pergunta e responder "NÃO!" com cara de pouco amigos.
"O mano porta-se bem?" Ela ainda nem tem bem construído o conceito de comportar-se bem em relação a si, quanto mais em relação ao mano! Ele dorme, mama e chora... Estará a portar-se bem? Eu própria me questiono, como é que um bebé de um mês se comporta mal?!
"Ajudas a mamã a tratar do mano?" Sim, ajuda, e gosta muito...

Mas também gosta que lhe perguntem: "Tens ido ao parque?", "Quais são os teus desenhos animados favoritos?", "Como se chamam os teus amigos?", "Este ano vais para a natação?", "Gostas de livros?"... E isto só para dar alguns exemplos do que se pode perguntar a uma criança sobre... ela própria!

No outro dia, fui com os meus filhos ao mini mercado da avó. Quase toda a gente que lá vai conhece bem a minha filha, pois a avó tem tomado conta dela quando estou a trabalhar. Inevitavelmente toda a gente quis ver o bebé e toda a gente ficou contente por a rever, mas as conversas não fugiram muito dos exemplos que dei acima, com as reações menos simpáticas por parte dela que também já descrevi.
No caminho para casa, diz-me: "Tou dandada!", isto é, "Estou zangada!".
"Estás zangada com quem?", pergunto eu.
"Com as pessoas..."
No seu discurso ainda pouco claro, explica-me que queria falar do seu recente interesse pela dança à última senhora que se meteu com ela. Esta colocou-lhe questões acerca do irmão sem perceber que ela não estava a responder-lhe mas a querer falar de outro assunto.
E foi nesse instante que me consciencializei do que a minha filha andava a sentir.
"Estás zangada com as pessoas porque só te falam do mano e tu querias falar sobre as tuas coisas. É isso?", continuei, tentando ajudá-la a clarificar os seus próprios sentimentos.
"Sim."
Simples. E no entanto, nem sempre óbvio...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Este momento 3


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Este momento 2


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Este momento 1


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O nascimento do segundo filho

Cá em casa já não somos só três! Somo quatro!
Nasceu o "bebé mano menino", como foi carinhosamente chamado pela mana mais velha durante os meses de gestação.


Foi um bebé planeado e muito desejado por todos, mas devo confessar que ao longo da gravidez tive momentos em que receei não saber amá-lo!
Sentia que a relação que tinha com a minha filha era tão especial e única, tão próxima e intensa, que receava não saber estabelecer uma relação igualmente forte com o bebé que ia nascer. Para além disso, temia que a chegada de um novo membro à família obrigasse a uma menor disponibilidade para a minha filha e que isso mudasse a relação que tínhamos. Acho que cheguei a ter medo que ela pudesse gostar menos de mim!

O facto de ser filha única, que tinha sido determinante na decisão de não querer ter um filho único, estava agora a atrapalhar a minha decisão de querer ter um segundo filho. Devido a essa minha experiência de vida, estava um pouco assustada com a possibilidade de não saber partilhar... Foi aí que uma amiga me fez ver que essa partilha não seria uma divisão mas uma multiplicação!
Não se enganou!

Estou totalmente rendida aos encantos do meu bebé!
E a mana também!

Quer ajudar em tudo...
"O mano boxou! O mano boxou!", grita em alerta vermelho, sempre que ele bolça e eu não estou a olhar. Sabe perfeitamente onde estão as compressas e o soro e traz-mos sempre que solicito, reconhece o creme da cara e o da muda de fralda. Ajuda-nos a dar-lhe banho. Tapa-o com uma fraldinha quando está deitado na espreguiçadeira.
É muito protetora e carinhosa...
Não deixa ninguém mexer na parte de trás da cabeça do mano e informa que têm de ter cuidado com os ossos dele, pois são muito frágeis. "Tudado! Muito tudado!, não se cansa de dizer. Dá-lhe beijinhos a torto e a direito! Logo ela que nunca foi nada beijoqueira e que até mesmo para dar beijos aos avós é só quando está para aí virada!

E, como o mano é um mamão dorminhoco, temos conseguido com alguma facilidade continuar a ter tempo para fazer as nossas atividades a duas. Aproveitamos para brincar na piscina, fazer plasticina, vestir os bonecos, entre outras coisas, durante as sestas do mano, mas também já temos, por exemplo, lido livros, desenhado ou feito puzzles quando ele está no meu colo à maminha!

Pensei que ela tivesse algum ciúme da maminha (que era tão dela!), pois deixou de mamar há cerca de meio ano e, durante a gravidez, às vezes, ainda o pedia, embora eu lhe explicasse que não tinha leite e que só voltaria a ter para o mano. Mas não. Não teve qualquer reação de posse em relação às mesmas. Acho que aceitou que cresceu e que a maminha é para o bebé.
A única situação em que sinto que ficou, até agora, um pouco abalada com a chegada do irmão foi a ida para a cama. Nem sempre consigo deitá-la e contar-lhe a história, pelo que agora esse momento tem sido partilhado com  o pai, mais frequentemente que o habitual. Então, diz meio chorosa que quer que seja mãe a deitá-la, recusa-se a ir para a cama tendo o pai que a convencer em forma de brincadeira e tem demorado mais a adormecer...

Quanto a birras, faz as suas de vez em quando... Acha que é dona da razão e tem dificuldade em aceitar que a contrariemos, mas não acho que isso esteja associado ao nascimento do irmão. Tem uma personalidade forte e...
... dois anos e meio!

sábado, 22 de julho de 2017

Autonomia aos dois anos e meio

Cá em casa, acreditamos na importância da promoção da autonomia nas crianças. 
Enquanto professora de 1º ciclo, esta foi uma competência que procurei sempre desenvolver junto dos meus alunos. Crianças autónomas são crianças mais confiantes e capazes de atuar sobre o mundo que as rodeia, são mais proativas e empreendedoras. E o mundo precisa de pessoas assim! 

Esta ideia tem estado presente na forma como temos educado a nossa filha até aqui.
Por exemplo, quando introduzimos a alimentação complementar inspirando-nos no BLW estávamos a promover a sua autonomia... E muito frequentemente fomos abordados por desconhecidos, quando íamos ao restaurante, pois estranhavam que uma bebé tão pequena soubesse comer sozinha!
Também no dia a dia, procuro não lhe dar ajuda em excesso, mas apenas quando o solicita ou se verifico que está mesmo atrapalhada. Por exemplo, se fazemos um puzzle, não a ajudo a colocar a peça à mínima dificuldade, se está na parede de escalada do parque, fico apenas por trás para prevenir alguma queda mas não a seguro ou digo onde deve posicionar os pés e as mãos, se quer vestir as cuecas sozinha ou despir a camisola deixo que o faça, se quer assoar o nariz com as suas próprias mãos também... Enfim, estas são apenas algumas situações (entre tantas) do dia a dia, que escolhi para que fiquem com uma ideia daquilo que quero transmitir. 

Ultimamente e inevitavelmente (porque a vida acaba por nos levar ao encontro daquilo que buscamos) descobri o método Montessori e fiquei encantada com a quantidade de coisas que se enquadram na minha forma de pensar. A promoção da autonomia é, a meu ver, o ponto central de quem defende esta ideologia.
Aprendi contudo, através das minhas pesquisas e leituras, mas acima de tudo pela observação direta da minha filha e daquilo que ela me revela serem as suas necessidades, que este desejo de autonomia vai muito para além daquilo que eu adulta possa querer transmitir, pois é algo intrínseco à criança, é uma força interior que ela possui. Os bebés nascem com um desejo enorme de nos imitarem e de serem capazes de fazer as mesmas coisas que nós. Frequentemente, os adultos acham-nos pouco capazes e, não só não permitem que ponham à prova as suas capacidades, como inconscientemente lhes vão transmitindo essa mesma ideia de incapacidade e fracasso, acabando por tirar intensidade a essa força interior.


Estando mais consciente disto do que estava anteriormente, tenho procurado respeitar ainda mais os seus desejos de fazer as coisas sozinha e tenho também sugerido a sua participação em algumas atividades do quotidiano que julgo serem adaptadas às suas capacidades. 
Algumas das atividades que revelou querer fazer sem ajuda são: lavar os dentes, lavar as mãos com sabonete, vestir e despir a roupa, calçar-se, limpar o bacio, subir sozinha para a cadeira de segurança do carro, aspirar, colocar a roupa na máquina de lavar (esta há já muito, muito tempo!... era tão bebé!), dar comida ao cão e à gata... Em algumas situações, ainda pede a minha colaboração, noutras já revela uma enorme independência.
Quanto a atividades por mim propostas e que tiveram aceitação imediata, resultando em momentos de grande concentração e empenho, destaco: pôr manteiga no pão, descascar cenouras, despejar água para o copo quando tem sede, dobrar roupa...

É muito gratificante ver como ela faz estas tarefas com gosto e como efetivamente é capaz de as fazer. Entretém-se e concentra-se por maiores períodos de tempo a fazer este tipo de atividades do que habitualmente com os seus brinquedos.
A dificuldade que tenho sentido prende-se com o facto de, por achar que é muito capaz, nem sempre aceitar que determinadas coisas não estão destinadas a ser feitas por ela ou que determinado momento não é o ideal para realizar a atividade que pretende. A titulo de exemplo, neste momento quer lavar os dentes inúmeras vezes ao dia e assim que me distraio lá está ela no bidé a fazê-lo!

Há por aí mais mães (e pais) a seguir esta linha orientadora na educação dos filhos? Como lidam com esta questão que coloquei?

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Jogo de correspondência de cores - DIY

Cá em casa, andamos em remodelações e, por isso, fui a uma loja de tintas.
Fiquei maravilhada ao descobrir um expositor dos vários tons de tinta, que era composto por pequenos cartões de amostra que podíamos trazer.
De imediato, me imaginei a fazer um jogo de correspondência de cores que tinha visto há algum tempo na net.
Escolhi as cores que me interessavam e, chegada a casa, pus mãos à obra! Trouxe seis cores diferentes em quatro tonalidades cada.

Medi e cortei os cartões em retângulos de 8 cm por 4 cm.
Cortei seis retângulos de cartolina preta, medindo 18,5 cm de comprimento e 8 cm de largura cada um.
Nesses retângulos, colei os cartões coloridos, deixando meio centímetro de distância entre diferentes tons e nas margens. 


Depois, colei a parte dos cartões coloridos que sobrou a molas de madeira, deixei secar bem e, com a ajuda de um bisturi de artes, retirei o excesso de cartão.


Ficou assim!


Agora, é tempo de brincar! 



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Birras - como lidamos com elas?

Cá em casa, vive uma menina de dois anos e meio, na chamada fase dos terrible two, que embora (e felizmente!) não esteja a ser assim tão terrível, de vez em quando, ainda dá azo ao irromper de uma birra qualquer.
 
Em conversa com uma amiga, que tem um filho da mesma idade, ela queixava-se exatamente desta questão, das birras, e de como lidar com elas. Tal levou-me a refletir acerca da forma como o faço ou, pelo menos, procuro fazer.



 
No caso da minha filha, e provavelmente acontecerá com as outras crianças, as birras surgem porque foi contrariada e quer afirmar a sua posição. Associado a isto vem o facto de ser assolada por um sentimento intenso, de desconforto, com o qual não sabe ainda lidar.
Quantas vezes nós adultos não temos reações mais efusivas, que não diferem assim tanto de uma birra (e já cá andamos há tanto tempo!)?
A verdade é que a maioria de nós foi educado no sentido de reprimir a birra, em lugar de entender o que a despoletou... "Ou paras com essa birra imediatamente ou levas uma palmada e aí choras com razão!" lembra-vos alguma coisa?
Se, em lugar de exigirmos às crianças que escondam os seus sentimentos, lhes ensinarmos acerca do que estão a sentir, julgo que aprenderão mais facilmente a autocontrolar-se em situações adversas, tornando-se mais capazes emocionalmente.
Então, creio que a base de tudo é entendermos o que se está a passar interiormente com a criança.

Contudo, percebo que este ver pelos olhos do outro nem sempre é assim tão claro, pois a grande maioria de nós vive numa grande aceleração e com pouca disponibilidade para tal.
A birra porque não se quer calçar surge quando temos cinco minutos para sair de casa se não queremos apanhar trânsito e chegar tarde ao trabalho. A birra porque não quer sentar-se na cadeira de proteção do carro aparece no dia em que já estamos atrasados para um jantar de família. A birra porque não quer arrumar os brinquedos manifesta-se quando já devia estar a dormir há meia hora, temos a casa de pernas para o ar e pela frente uma série de tarefas domésticas inadiáveis.
Contudo, se nos disponibilizamos a tentar entender os seus motivos, percebemos que só não se quer calçar porque aquelas sandálias lhe magoam os pés, não se quer sentar na cadeira porque acha que já é capaz de subir autonomamente para a mesma e quer confirmá-lo, não quer arrumar os brinquedos porque lhe apetece continuar a brincar...
Ou seja, com alguma frequência, as birras surgem porque não temos tempo (e paciência) para escutar as suas motivações e tentamos impor as nossas.

Então, penso que, em primeiro lugar, devemos perguntar à criança porque é que está a reagir daquela maneira. Nem sempre resulta, porque às vezes também ela não o sabe. Mas se o conseguir transmitir, seja de que forma for, pode ser o suficiente para que possamos ceder ou encontrar uma solução que agrade às duas partes, e deste modo a birra nem chega quase a ter lugar.
Pensando nas ideias referidas em cima, podemos (devemos!) calçar-lhe outra coisa, podemos deixá-la tentar subir sozinha para a cadeira ou combinar que o fará no dia seguinte quando estivermos com menos pressa, podemos transformar a arrumação dos brinquedos numa brincadeira, contando quem arruma mais peças (e na verdade, nesse dia, arrumar quase tudo, sem no entanto permitir que se exclua totalmente dessa tarefa)...

Quando não conseguimos evitar a birra e esta já assumiu proporções menos controláveis, devemos antes de mais tentar manter a calma...
Se a criança está mesmo muito enervada, antes de qualquer diálogo, um abraço ou um colinho podem ser mágicos! Ou então afastarmo-nos por um momento, deixando-a sozinha por alguns instantes para se acalmar, e regressando logo de seguida para conversar. Tal depende obviamente da situação e da criança.
Mas o que acredito ser crucial é, como já referi anteriormente, a nossa solidariedade para com o que ela está a sentir. É sermos capazes de lhe dizer que se sente triste, zangada, frustrada, amedrontada, preocupada, enganada, ansiosa... e que não faz mal sentir-se assim, que também nós nos sentimos assim às vezes... Ou seja, é importante dar nomes aos sentimentos e aceitá-los.
O que não é aceite é que a criança reaja a esses sentimentos com determinado tipo de comportamento, como gritar, atirar coisas para o chão, bater ou espernear, e é isso que, num momento seguinte, lhe deve ser explicado, bem como o motivo pelo qual as coisas não puderam ser como desejava.

Por fim, acho que é essencial a coerência. Se a regra é que não come bolachas antes do jantar, não é porque faz birra que lhas vamos dar... Se não vai para o parque sem chapéu na cabeça, não é porque estamos sem paciência para contra-argumentar que devemos ceder... Se antes de sair de casa é importante que faça xixi no penico para não haver descuidos na rua, tal deve ser tornado numa rotina de modo a evitar teimas...


Como referi logo no início, isto é o que procuro fazer com a minha filha. É claro que já tive situações em que não consegui lê-la nem ouvi-la, em que me precipitei numa qualquer atitude que não foi a mais acertada, em que falei alto ou perdi a calma... Mas procuro estar muito consciente de tudo isto, desejando fazer melhor a cada dia que passa.

No outro dia, estava ela a ver uns desenhos animados, mas aproximava-se a hora da sesta. Avisei-a um pouco antes de que iria parar o filme, pois já sabia que tal não seria aceite de ânimo leve, mas, ainda assim, quando o fiz, começou a chorar.
Então, já no caminho para o quarto, disse-lhe:
"Estás triste e zangada, porque estavas a gostar muito dos desenhos animados e não querias parar de os ver. É normal... Eu também me sinto assim quando tenho de interromper uma coisa da qual estou a gostar muito..."
"Não...", respondeu-me ela.
"Não? Não o quê? Não estás triste e zangada?", insisti.
"Não. Estou só triste..."
Parou de chorar...
E eu aqui percebi que estamos no bom caminho... 💖


 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Não há olhar mais atento que o de uma criança...

Cá em casa, andávamos já há algum tempo a planear uma ida ao Zoo.
A nossa filha vira umas fotos nossas com macacos, tiradas na Índia, e andava desejosa de os conhecer, os avós tinham também já mostrado interesse em levá-la ao Jardim Zoológico, e o pai não metia lá os pés (literalmente) desde o século passado! Quanto a mim, com uma enorme barriga de sete meses (pois é, vem aí um mano!), ou era agora ou, muito provavelmente, só na próxima Primavera...
Depois de termos determinado o dia da visita e de lho termos comunicado, passou a acordar diariamente com uma pergunta debaixo da língua: "É hoje que vamos ver macacos?"... Isto no seu dialeto muito próprio, de quem começou a falar há pouco tempo, e só percetível por aqueles que a conhecem muito bem, claro!

Chegado finalmente o grande o dia, entrámos no Zoo pouco tempo antes do show dos golfinhos e, por isso, foi para lá que nos dirigimos.
Vejo agora que deveríamos ter ficado para a sessão da tarde... Afinal, ela não queria ver golfinhos, ela queria ver macacos!


Ainda assim, começou o espetáculo e ela parecia entusiasmada com a enorme piscina azul. Só que...
"Olha aquele golfinho a saltar daquele lado!", dizia a avó apontando numa direção.
"Olha ali um golfinho a empurrar os pés da menina!", continuava o pai tentando chamar a sua atenção noutro sentido.
"Olha uma foca!", "Olha outra!", olha isto, olha aquilo... E ela, um pouco zangada, sem ligar muito ao que lhe diziam, parecia que não estava a aproveitar o momento e que ia começar uma birra a qualquer instante. A determinada altura, já nem queria ver nada e só queria sentar-se e levantar-se e esfregar-se no meu colo e...

Logo aqui comecei a perceber que o excesso de informação lhe estava a causar desconforto.
Tentei pedir que parassem de lhe dizer para onde olhar, que a deixassem absorver o que a rodeava respeitando o seu ritmo e espontaneidade...

Mas percebi que não era fácil, até porque nunca tinham pensado no assunto da forma que eu já tinha e o que mais desejavam naquele momento era partilhar com ela a beleza de tudo o que estavam a ver. Não queriam que lhe escapasse nada!
E, por isso, o "olha aqui", "olha ali" continuou...


Já no Templo dos Primatas...
"Olha o orangotango a andar ali em cima!" e ela olhava para outro lado qualquer.
"Deixa-me pegar-te ao colo para veres os chimpanzés ali ao fundo" e ela resmungava que queria o meu colo.
"Olha o papá gorila deitado daquele lado! Olha a mamã com o bebé aqui à frente!"
Olha, olha, olha...
E finalmente ficamos só as duas a olhar os gorilas, eu permaneço em silêncio e ela diz: "Os macacos estão em cima da palha!". "Pois estão...", respondo com um sorriso... E percebo que nenhum de nós, adultos, iria dar importância a esse aspeto. Contudo, no meio de tudo aquilo que nos parecia interessante, foi aí que ela encontrou algo com sentido.



Nos primeiros anos das crianças, o mundo é um lugar totalmente novo para elas. No seu dia a dia, mas especialmente quando saem do seu ambiente familiar, é para nós inimaginável a quantidade de estímulos que recebem pela primeira vez... Instantes em que estão a ver algo que nunca antes observaram, a ouvir um som que nunca anteriormente escutaram, a sentir um cheiro até então desconhecido...

E a forma como recolhem e processam estes elementos da realidade é certamente diferente da nossa.

Para começar, acredito que têm uma capacidade de assimilação superior à nossa, como esponjas superabsorventes... Numa primeira instância, fazem-no de forma espontânea e abarcando o todo.
A título de exemplo, penso que se uma criança, que ainda não fala, está a ouvir-nos falar e não percebe algumas palavras, não fica a matutar no que aquilo quererá dizer ou preocupada por não estar a perceber, como nos acontece a nós adultos se ouvimos alguém a falar numa língua que não dominamos completamente... Limita-se, sem julgamento, a continuar a assimilar a conversa e o seu significado vai-se interiorizando de forma natural. Já muitos de nós, na situação descrita, ficaríamos bloqueados naquele ponto específico do discurso e tal limitaria o entendimento do seu conteúdo global. Creio que as crianças estão também muito mais recetivas a todo o tipo de sinais simultâneos ao discurso oral, sem segmentarem a realidade. Assim, inconscientemente vão perceber a mensagem não só pelas palavras ditas, mas pelo tom de voz, pelas expressões faciais, pelos movimentos corporais...
Nos outros aspetos da realidade, o processo deve ser semelhante.
Assim, julgo que a forma como a nossa filha recebeu a experiência de estar no Zoo vai muito mais além do que aquilo  que eu consigo entender ou explicar, pois, à medida que cresci, fui perdendo esta espontaneidade e ligação com o todo.

Depois, numa segunda instância, julgo que, tal como acontece connosco, a sua atenção é canalizada em função dos seus conhecimentos prévios. Contudo, como são em menor quantidade que os nossos, é natural que os seus pontos de interesse difiram bastante dos nossos. Os pormenores a que dão atenção estão certamente associados àquilo que já assimilaram, e que ou se repete ou é inesperado. 
No primeiro caso, reparam nesse aspeto, pois vai dar mais consistência àquilo que já compreenderam do mundo. Por exemplo, a nossa filha deu atenção ao facto de os macacos estarem a comer bananas, porque tal veio confirmar o seu conhecimento prévio de que os macacos gostam de bananas.
No segundo caso, a sua atenção é atraída para esse aspeto, pois como é algo que lhes causa surpresa, que não vai totalmente ao encontro do que esperavam ou do que têm como certo no mundo, sentem curiosidade e querem compreendê-lo. Por exemplo, ao ver um canguru pequeno sozinho, ela perguntou pela sua mamã, pois tem um livro onde o canguru bebé está na bolsa da mãe e sabe que há alguns animais que não precisam das progenitoras, mas que aquele especificamente precisa. Essa situação suscitou a sua atenção porque ela esperava vê-lo com a mãe, então quis compreender porque é que tal não se verificava, se tal era algo também comum, uma exceção, ou se o conhecimento adquirido anteriormente estava incorreto.

Para além disso, nós adultos conseguimos fácil e rapidamente localizar um "ali ao fundo" ou um "ao pé daquela árvore" emitido por alguém, regressando àquilo que estávamos a ver, sem que tal comprometa por aí além a nossa perceção do que observávamos. No caso de uma criança pequena, estes conceitos espaciais só aí começam a ser adquiridos. Logo, este percurso não é assim automático e, na maioria dos casos, nem é possível. Então para quê estar a perturbar a sua contemplação do mundo com ruído?


Eu gostava de deixar claro que isto são apenas algumas reflexões minhas... Certamente baseadas em informação que fui recolhendo aqui e ali, embora já nem eu saiba bem onde... Ainda assim, é com base nelas que vejo a minha filha e que procuro educá-la.
Daqui para a frente, quero ser ainda mais cuidadosa no que toca a dar-lhe liberdade para percecionar o mundo à sua maneira... Quero estar mais atenta aos seus sinais e ser capaz de esperar em silêncio pelas suas palavras, em vez de a ocupar com informação que provavelmente não lhe faz falta. É que, por vezes, esta nossa necessidade partilha, em lugar de enriquecer, bloqueia...


Porque é que a pirueta do golfinho tem mais beleza e interesse que o borbulhar da água da piscina?
O que é que o pescoço comprido da girafa, lá ao fundo, tem de mais especial que as flores coloridas, que estão mesmo aqui?
Porque é que no Jardim Zoológico tenho de estar atenta aos animais, se o que despertou o meu interesse foi um muro que acho ser capaz de escalar ou umas bagas que me apetece recolher?

O mundo é um lugar novo para mim e tudo é mágico!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A importância de contar histórias

Cá em casa, contamos muitas histórias à nossa filha.
Mais eu, confesso, que sempre fui fã de livros e contos, mas o pai também não se sai nada mal...

Os livros têm estado presentes na vida da nossa filha quase desde que nasceu e ela mostrou desde logo muita curiosidade pelos mesmos. Contudo, estes livros eram maioritariamente de exploração de imagens, vocabulário e texturas, com abas ou sons.


O primeiro livro de histórias que lhe despertou verdadeiramente a atenção nem era (supostamente) adequado para a sua faixa etária e entrou na sua vida por acaso... A ovelhinha que veio para o jantar de Steve Smalllman e Joelle Dreidemy, um dos muitos livros infantis que possuo, ficou por arrumar num qualquer lugar da sala de estar. A nossa filha deu com ele e, perante o seu interesse, acabei por lhe ler a história. Tinha pouco mais de um ano e meio e, nos tempos seguintes, folheou-o e analisou-o vezes sem conta, do princípio ao fim, de trás para a frente e salteado! Pediu-nos o mesmo número de vezes para lho lermos e, com o pouquíssimo vocabulário que possuía na altura, mas com a enorme expressividade que sempre a caracterizou, ia já antecipando algumas partes da história.

Foi então que, por ter o texto tão presente na minha cabeça, decidi contar-lho com as minhas próprias palavras, numa das noites em que a fui adormecer, em substituição da habitual canção de embalar. Resultou... Ela adormeceu poucos instantes após ter terminado o reconto...E é isto que se quer, não é?
Nas noites e sestas seguintes, a estratégia foi-se repetindo. Eu entusiasmada a descobrir o meu novo talento de contadora de histórias, e ela a adormecer rápida e tranquilamente...
Gradualmente fui variando e experimentando outros contos mais tradicionais, de que me recordava, como a Branca de Neve, os três porquinhos, o lobo e os sete cabritinhos, Caracolinhos Dourados e os três ursos, etc.
Fui igualmente pondo mais livros infantis à sua disposição e, a partir deles, passou também ela a indicar-me frequentemente a história que queria ouvir antes de adormecer.


E assim se criou um hábito valioso, do qual hoje, aos 28 meses, dificilmente estará disposta a abdicar! Andamos agora numa fase de Capuchinho Vermelho e de o patinho feio, depois de um breve reinado de Cinderela... Conto-os com palavras minhas, mas também já aconteceu uma ou outra vez ler-lhe mesmo o livro, como no caso de O casamento da Gata, de Luísa Ducla Soares, que é todo em verso e perderia a essência se fosse contado de outra forma, e que (ainda!) não sei totalmente de cor (mas estou quase lá!!).

Porque é que acredito tanto no valor desses momentos diários?
Antes de mais, são momento de entretenimento e partilha, em que eu ou o pai estamos exclusivamente dedicados a ela, sem distrações de ordem alguma. Sentados na poltrona do seu quarto, com a luz apagada, somos só nós, ela e as personagens dessa história. Nos tempos que correm, entre dias acelerados com as mais variadas solicitações e com a interferência que as tecnologias têm nas nossas vidas, parece-me essencial a criação destes momentos de entrega total aos nossos filhos.
Acredito também que o facto de lhe contarmos histórias (e de, noutros momentos, lhe lermos livros) contribui para o aumento do seu vocabulário, para que desenvolva a capacidade de encadeamento de ideias (tão importante no seu raciocínio e discurso oral e que o será também um dia na aprendizagem da escrita), fomenta o seu gosto por livros e futuramente pela leitura, desenvolve a sua imaginação, permite-lhe ampliar o seu conhecimento do mundo...


Os contos são também fundamentais para o seu crescimento emocional. É fácil verificar que lhe transmitem valores....  Com os três porquinhos aprendemos que o esforço compensa, com a Caracolinhos Dourados que não devemos mexer no que não é nosso sem autorização, com a Capuchinho Vermelho que devemos ouvir os conselhos dos pais... Ao longo das histórias, a criança é também confrontada com os vários sentimentos das personagens, revendo-se muitas vezes nesse sentir, o que a ajudará a lidar melhor com as suas emoções. Apreende  o bem e mal, e, como é regra que as histórias tenham um final feliz, ganha confiança no mundo, pois percebe que, apesar das adversidades da vida, é possível que o primeiro prevaleça!

sábado, 18 de março de 2017

DIY - Prenda do Dia do Pai II

Cá em casa, aproxima-se a data em que, mais uma vez, festejaremos o Dia do Pai!
E, como não podia deixar de ser, a nossa pequerrucha, com a ajuda da mamã, pôs mãos à obra e fez uma prenda para o papá!

Este ano, achei que pintar um copo seria uma boa ideia!

Escrevi a palavra "Pai" num rolo largo de fita de pintura. Com uma tesoura de pontas finas, cortei cuidadosamente as letras e colei-as no copo de vidro, que tinha comprado para o efeito.


Depois, fui disponibilizando à nossa filhota, um de cada vez, os frascos com as diferentes cores de esmalte vitral. Com a ajuda de cotonetes, ela foi pintando o copo. Fui alertando-a para a necessidade de pintar por cima das letras e para, contrariamente às outras vezes em que brincamos com tintas, evitar tocar com a tinta nas mãos.



Deixámos o copo secar de um dia para o outro ao ar livre (embora na embalagem venha referido que é de secagem rápida) e, por fim, descolei as letras autocolantes.
O resultado foi este!




terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O bolo do segundo aniversário!


Cá em casa, já somos três há dois anos!
A sério?! Já passou tanto tempo?! Quase não dá para acreditar... 


Este ano, decidi fazer um bolo, ainda sem açúcar, mas com mel. Como a nossa filha já não é intolerante ao trigo e ao glúten, esta já não foi uma preocupação. 
O recheio surgiu do improviso... Tinha feito espuma de frutos na Bimby, com morango e banana, para que houvesse mais uma sobremesa sem açúcar para os mais pequenos, e acabei por usá-la também no bolo. 

O bolo cozeu um bocadinho de mais, mas, ainda assim, toda a gente gostou! Espero que também gostem!


Bolo de mel e laranja

Massa

3 chávenas de farinha de trigo espelta
5 ovos
150 ml de sumo de laranja
1 chávena de mel
1 pacote de fermento sem glúten (apenas porque era este que tinha cá em casa)
2 colheres de sobremesa de bicarbonato de sódio

Juntar todos os ingredientes na Bimby e programar 1min30seg /vel. 4.
Se tiverem ficado ingredientes nas paredes do copo, descê-los com a ajuda de uma espátula e programar mais uns segundos na mesma velocidade.
Dividir a massa por duas formas (neste caso, usei uma em forma de urso e outra redonda).
Levar ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de meia hora ou até que o palito saia seco.

Cobertura

300g de morangos congelados
2 bananas
umas gotas de sumo de limão
1 clara de ovo

Juntar os morangos, as bananas e o sumo de limão na Bimby e programar 40 seg /vel. 5.
Inserir a borboleta, juntar a clara de ovo e programar 3 min / vel. 3.5.
Deixar arrefecer o bolo e cobrir a parte circular com a espuma de frutos. Colocar a outra parte do bolo (o urso) em cima e decorar a gosto.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bolo de castanha sem açúcar

Cá em casa, foi dia de fazer um bolo a pensar na bebé!

Apesar de ela já estar quase a completar dois anos, continuamos a optar por não lhe dar produtos com açúcar, o que causa estranheza em algumas pessoas. Para uma maioria, continua a ser aceitável que os bebés comam bolachas maria e iogurtes de fruta açucarados ao lanche, e gelados, queques ou um bolo de arroz quando vão ao café.
Eu acredito que quanto mais tarde ela começar a consumir este tipo de produtos e quanto menor a quantidade consumida dos mesmos melhor! Mas para isso há que criar alternativas... No verão, fiz muitas vezes gelados de fruta na Bimby e ela adorou! Agora, que o frio aperta, sabe bem um bolo quentinho acabado de sair do forno!



Ingredientes

Casca de 1 limão
3 ovos
50 g de xarope de tâmaras
100 g de farinha de trigo espelta
100 g de farinha de castanha
1 iogurte natural não açucarado
80 g de margarina vegetal
1 pitada de sal
1 pacote de fermento sem glúten (10 g)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º C e untar uma forma com um pouco de margarina.
Colocar a casca de limão no copo da Bimby e pulverizar 10 seg/vel 10.
Juntar os ovos e o xarope de tâmaras e bater 30 seg/vel 3.
Adicionar os dois tipos de farinha, o iogurte, a margarina e o sal e bater 1 mi/vel 5.
Juntar o fermento e misturar 15 seg/vel 5.
Deitar na forma e levar ao forno por cerca de 30 minutos.

Já tinha feito um ou outro bolo com pasta de tâmaras, mas confesso que, pela sua consistência, era um ingrediente que sentia alguma dificuldade em usar...  Ter descoberto tâmaras em xarope encheu-me de entusiasmo! Vou já começar a pensar num ou noutro docinho para o Natal...

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