quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O quarto da bebé

Cá em casa, acreditamos que o quarto de uma criança deve ser especial!
Deve ser um espaço acolhedor e único, que ela sinta que é seu.
Quando, ainda grávida, soube que era uma menina, imaginei-o logo em tons de azul/verde marinho e coral... De imediato, a floresta surgiu como inspiração, com os seus cogumelos, animais e seres mágicos... Selecionei um conjunto de ilustrações amorosas e criei o candeeiro com feltro e lã. O avô pintou a cómoda. A avó criou os cortinados a condizer com o contorno de berço (que logo passou para o nosso quarto!)...



Penso que o quarto deve estar estruturado de forma permitir que a criança aceda facilmente aos seus brinquedos, pelo que estes não devem ser em excesso nem estar amontoados desordenadamente. Neste sentido, e porque nos dias que correm se torna difícil ter um reduzido número de brinquedos, vamos fazendo rotação dos mesmos ou guardando definitivamente os que já estão desatualizados para a idade ou aqueles pelos quais ela já não se interessa.

O móvel onde estão colocados era um antigo móvel da despensa da minha avó, que tinha umas portas com rede de capoeira. Na altura, o que me encantou no móvel foram precisamente essas portas. Colocámos-lhe uns pés altos e pintei-o, sem que me passasse pela cabeça que acabaria por nunca lhe pôr as portas!
As caixas de madeira, com os brinquedos mais pequenos divididos por géneros (atualmente legos, blocos de madeira e bonequinhos diversos) são também muito úteis. É interessante perceber que, apesar de ainda não ter dois anos, a nossa bebé já é capaz de categorizar os objetos, arrumando-os na caixa correta!
A biblioteca adquirimos há pouco tempo, quando se começou a interessar muito por livros...

Mas o que nos encanta mais, desde o fim de semana passado, é a cama de madeira que o avô construiu a pensar na neta!
É uma cama sem pés, que lhe dá liberdade e autonomia, pois pode entrar e sair dela quando quer.


 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Papas caseiras - Parte 4 (com legumes)

Cá em casa, começou a guerra aos legumes!

Pois é... Quem diria que uma bebé que comia tão bem de tudo também passaria por esta fase? Eu pensava que me tinha escapado a esta dificuldade mas, como tal não aconteceu, há que encontrar soluções.
Uma delas tem sido a introdução de legumes nas papas, que ela continua a adorar e que habitualmente come uma vez por dia num dos lanches ou pequeno almoço.

Apresento três soluções que têm sido do seu agrado.

 
Papa com abóbora
 
  • 1 pêssego
  • 1 fatia de abóbora
  • 2 colheres de sopa de farinha de espelta
  • 2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
  • 200 g de água
 
 

 
Papa com brócolos
 
  • 1 pêssego
  • 40 g de brócolos
  • 2 colheres de sopa de mandioca
  • 2 colheres de sopa de millet
  • 200 g de água
 
 

 
Papa com feijão verde
 
  • 1 pêssego
  • 1 ameixa 
  • Feijão verde 
  • 2 colheres de sopa de farinha de lentilhas 
  • 2 colheres de sopa de mandioca 
  • 200 g de água
 
 
 
 
Em qualquer uma das situações, cozinhar durante 8 min/ 90º/ vel 1. Triturar 3/5/7.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O fim da reação alérgica ao trigo!

Cá em casa, acabaram-se as alergias!


Foi com uma enorme satisfação e alívio que recebemos os resultados dos últimos testes.
Fizemo-los no Hospital Lusíadas, onde a bebé foi seguida desde que detetamos a primeira reação cutânea ao consumo de trigo.
Nessa primeira consulta, foi nos transmitida a importância de eliminar por completo este cereal da sua alimentação, bem como todos os produtos com glúten, conforme relatei nesta publicação.
Passámos a ter consultas semestrais, para avaliar a evolução da situação, sempre na esperança (que nos foi dada pela médica assistente) de que o sistema imunitário (ainda imaturo) deixasse de reagir de forma exagerada ao contacto com esta substância. Ou seja, que a reação alérgica deixasse de se manifestar. Para tal, era fundamental a evicção total do trigo e do glúten, algo que fomos extremamente rigorosos em cumprir.

Nunca me tinha dado conta, até então, de que uma tão grande quantidade de produtos tem estes elementos na sua composição. Pão, bolos, croissants, bolachas, massas, pizzas, quiches, lasanhas, rissóis, empadas, panados... Enfim, produtos que, na sua maioria, não entram na dieta de um bebé, mas que com o seu crescimento se revelariam mais difíceis de evitar (ainda mais quando a criança em questão gosta de comer!).
 
Nos últimos testes feitos com as picadinhas no braço, não houve qualquer reação alérgica. Nesse sentido, a médica que acompanhou o caso desde o início transferiu-o para o Hospital de Santa Maria, onde também dá consultas, para que aí fosse feita a reintrodução do trigo na alimentação da bebé, mas em meio hospitalar.
Tivemos aí uma nova consulta, onde ficou agendada uma data para ser feita esta reintrodução.
 
A manhã avizinhava-se difícil pois, embora eu tivesse levado jogos, livros e um boneco da bebé, não sabia como é que ela, sendo uma criança tão ativa, que quer andar constantemente de um lado para o outro e explorar tudo à sua volta, reagiria ao facto de estar confinada a um espaço tão reduzido durante tantas horas.
Contudo, as duas médicas e a enfermeira que a acompanharam durante essa manhã foram muito simpáticas, disponíveis e tornaram a "estadia" mais agradável. Como ainda por cima, por coincidência, nessa manhã não havia mais crianças no gabinete, as atenções recaíram todas sobre ela. Por sua vez, ela é um bebé comunicativa e sociável, cativando habitualmente quem a conhece, pelo que, depois de ter brincado com os seus brinquedos e com os do hospital que lhe foram disponibilizados, acabou a manhã ao colo de uma das médicas a escolher os vídeos de música do YouTube que queria ver! Foi uma festa!

No que toca à reintrodução do trigo na sua alimentação, tudo se passou assim:
A enfermeira começou por barrar um pouco de papa de trigo nos lábios da bebé. Esperámos alguns minutos e, como não fez reação cutânea, passou-se à etapa seguinte.
Esta consistiu na ingestão de uma pequena porção de papa (cerca de 3 colheres), seguida de uma espera de quinze minutos.
Mais uma vez, nada aconteceu, pelo que se repetiu a ingestão de papa por várias vezes, com determinados intervalos de tempo e aumentando entretanto a quantidade ingerida.
Ao fim de cerca de quatro horas, a reação alérgica ao trigo foi dada como ultrapassada!
Viemos para casa com a indicação de que, na primeira semana, só poderia comer trigo na papa, mas que a partir daí, poder-se-iam introduzir gradualmente outros alimentos com trigo e glúten na sua alimentação.

Atualmente a bebé está verdadeiramente viciada em "pum pum", termo que rapidamente passou a utilizar para denominar o pão!
Não a podemos censurar por querer recuperar o tempo perdido, pois não?
Cá em casa, há também quem aprecie bastante esta iguaria e tenha ficado a ganhar com este seu novo hábito!

 
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