segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O fim da reação alérgica ao trigo!

Cá em casa, acabaram-se as alergias!


Foi com uma enorme satisfação e alívio que recebemos os resultados dos últimos testes.
Fizemo-los no Hospital Lusíadas, onde a bebé foi seguida desde que detetamos a primeira reação cutânea ao consumo de trigo.
Nessa primeira consulta, foi nos transmitida a importância de eliminar por completo este cereal da sua alimentação, bem como todos os produtos com glúten, conforme relatei nesta publicação.
Passámos a ter consultas semestrais, para avaliar a evolução da situação, sempre na esperança (que nos foi dada pela médica assistente) de que o sistema imunitário (ainda imaturo) deixasse de reagir de forma exagerada ao contacto com esta substância. Ou seja, que a reação alérgica deixasse de se manifestar. Para tal, era fundamental a evicção total do trigo e do glúten, algo que fomos extremamente rigorosos em cumprir.

Nunca me tinha dado conta, até então, de que uma tão grande quantidade de produtos tem estes elementos na sua composição. Pão, bolos, croissants, bolachas, massas, pizzas, quiches, lasanhas, rissóis, empadas, panados... Enfim, produtos que, na sua maioria, não entram na dieta de um bebé, mas que com o seu crescimento se revelariam mais difíceis de evitar (ainda mais quando a criança em questão gosta de comer!).
 
Nos últimos testes feitos com as picadinhas no braço, não houve qualquer reação alérgica. Nesse sentido, a médica que acompanhou o caso desde o início transferiu-o para o Hospital de Santa Maria, onde também dá consultas, para que aí fosse feita a reintrodução do trigo na alimentação da bebé, mas em meio hospitalar.
Tivemos aí uma nova consulta, onde ficou agendada uma data para ser feita esta reintrodução.
 
A manhã avizinhava-se difícil pois, embora eu tivesse levado jogos, livros e um boneco da bebé, não sabia como é que ela, sendo uma criança tão ativa, que quer andar constantemente de um lado para o outro e explorar tudo à sua volta, reagiria ao facto de estar confinada a um espaço tão reduzido durante tantas horas.
Contudo, as duas médicas e a enfermeira que a acompanharam durante essa manhã foram muito simpáticas, disponíveis e tornaram a "estadia" mais agradável. Como ainda por cima, por coincidência, nessa manhã não havia mais crianças no gabinete, as atenções recaíram todas sobre ela. Por sua vez, ela é um bebé comunicativa e sociável, cativando habitualmente quem a conhece, pelo que, depois de ter brincado com os seus brinquedos e com os do hospital que lhe foram disponibilizados, acabou a manhã ao colo de uma das médicas a escolher os vídeos de música do YouTube que queria ver! Foi uma festa!

No que toca à reintrodução do trigo na sua alimentação, tudo se passou assim:
A enfermeira começou por barrar um pouco de papa de trigo nos lábios da bebé. Esperámos alguns minutos e, como não fez reação cutânea, passou-se à etapa seguinte.
Esta consistiu na ingestão de uma pequena porção de papa (cerca de 3 colheres), seguida de uma espera de quinze minutos.
Mais uma vez, nada aconteceu, pelo que se repetiu a ingestão de papa por várias vezes, com determinados intervalos de tempo e aumentando entretanto a quantidade ingerida.
Ao fim de cerca de quatro horas, a reação alérgica ao trigo foi dada como ultrapassada!
Viemos para casa com a indicação de que, na primeira semana, só poderia comer trigo na papa, mas que a partir daí, poder-se-iam introduzir gradualmente outros alimentos com trigo e glúten na sua alimentação.

Atualmente a bebé está verdadeiramente viciada em "pum pum", termo que rapidamente passou a utilizar para denominar o pão!
Não a podemos censurar por querer recuperar o tempo perdido, pois não?
Cá em casa, há também quem aprecie bastante esta iguaria e tenha ficado a ganhar com este seu novo hábito!

 

sábado, 6 de agosto de 2016

A caminho do desfralde!

Cá em casa, demos início ao desfralde!


Tal como tem acontecido com outras etapas do desenvolvimento do bebé (se calhar, todas!, o tempo me dirá...), vejo o desfralde como um caminho a ser percorrido, com avanços e recuos, que deve ser encarado com naturalidade e sem grandes regras universais.
Cada criança é uma criança e se, com umas as coisas resultam de uma maneira, com outras o que funciona é o oposto.

A nossa bebé está atualmente com um ano e meio e, embora já verbalizasse algumas vezes quando tinha xixi (ainda diz pouca coisa) e me tivesse avisado umas duas ou três vezes de que ia fazer cocó, apertando a fralda, eu estava com algum receio de iniciar o desfralde demasiado cedo.
Alguns autores, como é o caso da Rosa Jové, defendem que, se o controle dos esfíncteres for algo forçado para o qual a criança não está preparada e se esta for castigada quando não consegue conter-se, tal poderá ter repercussões no desenvolvimento da musculatura dessa zona. Como resultado, na idade adulta, em especial as mulheres poderão apresentar dificuldades em ter relações sexuais satisfatórias, pois os músculos terão tendência a contrair-se. Não era minha intenção, em momento algum, castigar a minha bebé por não conseguir controlar o xixi ou o cocó, mas receava que, por ser exigente consigo própria, o facto de não conseguir fazer bem, por não estar fisicamente preparada, pudesse conduzir ao mesmo resultado negativo.

Por outro lado, via o Verão como uma oportunidade única para fazer o desfralde, pois estaria em casa com ela durante todo o dia, mas também porque poderia andar menos vestida e tomar um duche rápido quando se descuidasse.

Decidi arriscar! Não era uma decisão irreversível, portanto não corria nenhum risco de maior...

Passei pelo Ikea, comprei dois bacios funcionais e bastante em conta.
Uns dias antes, ainda andei a pesquisar bacios mais sofisticados, mas achei que não havia necessidade de gastar um dinheirão num penico "20 em 1", do personagem de desenhos animados da moda ou que premeia a criança com uma musiquinha sempre que esta faz um "presente"! Muito antes de pensar em ser mãe, ofereci um destes musicais ao bebé de uma amiga, mas de facto a maternidade torna-nos muito mais práticas na maioria dos aspetos!

Entretanto, expliquei à bebé o propósito do objeto e comecei por lhe perguntar se o queria usar quando eu própria ia à casa-de-banho. Ela concordava, eu tirava-lhe a fralda e ficava a fazer um pouco de tempo para ver se algo acontecia. Víamos juntas um livro, pois de outra forma seria impossível mantê-la sentada mais de dois segundos!
Passei a andar com um penico atrás, mas gradualmente este acabou por se fixar na sala, junto à área onde tem os seus brinquedos. O outro continuou na casa de banho.
Quando lhe perguntava se queria fazer xixi, normalmente respondia que sim e, então, eu sentava-a no bacio e ficava junto dela, entretendo-a com o livro ou com o puzzle de madeira de que tanto gosta.
 
 
Nunca ficava muito tempo no bacio, mas coincidentemente, creio que no segundo dia, conseguiu aí fazer xixi pela primeira vez. Ficou muito contente e eu elogiei-a pela conquista.
É claro que nestes dois dias já tinha feito muitos xixis pelas pernas abaixo! E nesses momentos, eu limpava-a e relembrava-lhe de forma tranquila que agora o xixi deveria ser feito no penico, tal como a mamã fazia na sanita.

Ao fim de alguns dias, começou a usar a manha de dizer "xixi" quando queria sair de onde estava ou se queria que eu lhe desse atenção. Assim, logo que acordava dizia "xixi" e eu saltava a tirá-la da cama, não querendo perder a oportunidade! Se eu estava a tratar do jantar ou algo assim, lá vinha a palavra mágica "xixi!" e eu largava tudo num ápice! Muitas vezes em vão, pois claro!

Depois passou, por uma fase em que, só de olhar para o penico, dizia "xixi" e insistia em sentar-se lá, algumas vezes conseguindo fazer e outras não. Começou a parecer-me um bocado obcecada com isso e cheguei a ponderar abandonar o desfralde.

No entretanto, fomos de férias uns dias e deixámos de dar tanta importância ao penico. Se estávamos em casa, alertava-a para o usar, se andávamos na rua fazia na fralda, se estava na praia fazia pelas pernas abaixo...
Ou seja, o que quero transmitir é que em momento algum fui muito rígida com a passagem das fraldas ao bacio. Fomo-nos (e vamo-nos!) adaptando às situações. Não me faz sentido que a partir do dia em que se inicia o desfralde não se possa mais usar a fralda, ou que se tenha de seguir sempre uma mesma rotina na idas ao bacio para que a criança o saiba usar. Importa, isso sim, no meu entender, que o bebé vá percebendo o que é esperado dele e que se sinta entusiasmado por aprender a fazê-lo, mesmo que algumas (muitas!) vezes não o faça bem, ou que nem sempre possa pôr em prática o que já aprendeu porque não estão reunidas as condições para tal. A vida é mesmo assim, não é?

Neste momento, quase um mês depois, a nossa bebé já faz quase todos os xixis no penico e um ou outro cocó. Se andar completamente despida torna-se mais fácil ter perceção da vontade ou de que não pode fazer de imediato no local onde se encontra. Se anda de cuecas, quase sempre se descuida. Se está de fralda, normalmente pede para a tirar quando quer. A maioria das vezes, fica à espera que a acompanhemos ao bacio, mas nos últimos dias, depois de se descuidar por ficar à nossa espera, incentivei-a a ir sozinha e já conseguiu fazê-lo algumas vezes! Fica muito feliz em cada vitória e com um ar tristonho quando não corre bem...
 
Também já apanhei "presentinhos" no chão, que ela, ora cuidadosamente ora mais aflita, me chama para limpar!
E hoje, quando a segurava ao colo com a mão no rabinho, num almoço de família no quintal, fui bombardeada com... cocó! No momento, fiquei um pouco zangada e ela percebeu! Tinha me avisado da sua vontade, mas como estava num momento de pieguice recusou-se a sair do meu colo e eu acabei por pensar que era falso alarme... Depois da minha reação incial, recordei-me de que o que é preciso é encarar tudo isto com algum humor e muita descontração, tendo sempre em conta que ela está num processo de aprendizagem e que está a tentar dar o seu melhor.
 
A minha filha não deixou as fraldas de um dia para o outro, como já ouvi alguns casos, mas isso não me importa nada! Ao longo destas semanas tem feito imensos progressos e acredito que, antes de o Verão terminar, arrumaremos definitivamente as fraldas de pano!

domingo, 3 de abril de 2016

Menu diário de uma bebé de 15 meses

Cá em casa, vive uma bebé que (felizmente!!!) não nos dá dores de cabeça às refeições.

 
Aceita quase todos os alimentos com gosto (até agora, recusou-se a comer tomate e beterraba) e sem ser necessário nenhum tipo de confeção especial...

Procuro que tenha uma alimentação saudável, rica em fruta e legumes, e evitando o consumo de produtos industrializados. Aliás, acho que os únicos alimentos processados que consome são as massas sem glúten e o iogurte e, mesmo neste caso, opto por iogurte natural sem açúcar.
Ainda mama pelo menos ao acordar, ao lanche e ao deitar...
Até há bem pouco tempo, acordava várias vezes durante a noite para mamar, mas comecei a dar-lhe apenas colinho e a evitar a mama, no intuito de que acordasse menos vezes... Catorze meses a despertar de 2 em 2 horas e a acordar de manhã "fresquinha" para ir dar aulas a vinte e três "piolhos" de oito/nove anos é obra!

Foi nesta altura que decidi introduzir o iogurte na sua alimentação... E foi também aí que fiquei com receio de as suas necessidades nutricionais pudessem não ficar totalmente satisfeitas. Se mamava menos três ou quatro vezes por dia, que alimentos deveria acrescentar ao seu menu diário para compensar? Aliás, como deveria ser o seu menu diário?
É que entre os seis e os doze meses, há muita informação relativamente às refeições do bebé. No centro de saúde e na consulta de pediatria, entregaram-me inclusivamente um folheto com as "instruções".
Só que, a partir do ano de idade, o bebé deve começar a integrar gradualmente os hábitos alimentares da família...

Talvez porque as famílias têm realmente diferentes hábitos, não encontrei informação concreta acerca deste tema.
Algumas fontes apontam para 4 refeições diárias, mas tal não me faz sentido, porque eu própria sinto necessidade de comer (pelo menos!) 5 vezes.
Encontrei entretanto informação defensora de 5 refeições diárias, mas compostas por alimentos que não se integram na alimentação da nossa bebé. Por exemplo, com pão, que ela não pode comer em resultado da alergia ao trigo e ao glúten, ou sem sopa em todas as refeições, que a mim me parece essencial.

Depois de ler, refletir e fazer alguns ajustes naquilo que era já a sua alimentação diária, decidi partilhar convosco o que come a minha bebé.
 
 
Não quero de forma alguma que isto seja visto como o que é "certo", até porque não sou nutricionista e poderei inclusivamente estar a cometer alguns "erros".
Acredito também que este post ficaria mais rico, se quem tem ou já teve filhos desta idade divulgasse a sua própria experiência. Fico a aguardar os comentários!
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