sábado, 10 de outubro de 2015

A nossa bebé come que dá gosto!

Cá em casa, temos uma bebé que come muito bem!

Contudo, quem nos tem seguido e leu o que escrevi, quando iniciei a alimentação complementar aos seis meses em BLW, e ao fim de um mês de avanços e recuos, sabe que nem sempre assim foi...
De facto, a nossa bebé começou por não revelar qualquer interesse pela comida, nem em experimentar novos sabores... Fomos alternando entre diferentes estratégias relativamente à forma como lhe disponibilizávamos os alimentos, e tentámos não ficar ansiosos pelo facto de os recusar. Para isso, contribuiu de forma fulcral o facto de eu ter prolongado a minha licença, encontrando-me em casa, a acompanhar esta sua fase de transição alimentar a cem por cento e continuando a amamentá-la em livre demanda.
Apesar de quase não comer, como mamava bastante, a minha filha continuou a aumentar o peso de acordo com o esperado e eu sentia-me tranquila em relação ao facto de ela estar a receber todos os nutrientes de que necessitava.
Na verdade, mamou quase em exclusivo até aos sete meses e meio...

 
Entretanto, começou por aceitar algumas frutas, usando as suas mãos para as comer, ora com ora sem a nossa ajuda. A primeira vez que abriu a boca de forma voluntária para comer uma colherada foi igualmente com fruta, mas cozida. Depois começou a aceitar também as papas e só de seguida as sopas. Quando decidi introduzir carne na sopa, houve uma mudança positiva na sua aceitação. E de três ou quatro colheres passou a cinco ou seis, depois a sete ou oito e assim consecutivamente, sem pressas nem pressões, até ao ponto de comer um boião inteiro dos que uso para armazenar e congelar a sopa.
 
E o que come atualmente, com nove meses? Desisti do BLW?
Ao acordar, mama. Come papa caseira a meio da manhã. Ao almoço, sopa de legumes com carne, e fruta.  Mama novamente a meio da tarde uma ou duas vezes. Janta sopa de legumes com peixe, tendo fruta como sobremesa. Mama outra vez ao deitar e nas vezes em que acorda durante a noite.
Pode-se dizer que desisti do BLW, pois a oferta de alimentos inteiros para serem explorados por ela, apesar de não ter sido eliminada das nossas rotinas, passou a ter um lugar menor. De facto, apenas a fruta lhe é dada inteira e não toda. Manga, pêssego, ameixas, melão são alguns exemplos de frutas que ela gosta de comer sozinha. Para além disso, não come a nossa comida e nem sempre come ao mesmo tempo que nós (ela quer jantar antes das sete da tarde!).
No entanto, é ela que decide quando quer comer e em que quantidade. Ninguém a força quando se mostra satisfeita, nem são usados distratores durante as refeições. Os alimentos não são demasiado triturados e alguns são apenas grosseiramente esmagados (não esquecendo os que lhe são dados inteiros), pelo que a sua capacidade de mastigação continua a ser treinada. Também procuro que conheça o sabor dos alimentos individualmente, pelo que quando introduzi o peixe, por exemplo, dei-lho a provar antes de o inserir na sopa (sendo que não se fez rogada!)...


Quando começar a comer um segundo prato, talvez volte a disponibilizar-lhe mais alimentos inteiros...

Por agora, sinto-me satisfeita com a escolha que fizemos em relação à sua alimentação...
Aliás,  não foi sequer uma escolha! Foi uma adaptação aos seus comportamentos, uma experimentação e uma aprendizagem diárias.
E que resultou (até ver!) numa bebé feliz à mesa! Uma bebé que prova tudo o que lhe damos sem receio e que aprecia todos os alimentos que já conhece sem exceção!

É por isto que defendo que todas as mães deveriam ter a oportunidade de acompanhar os seus bebés neste processo, como eu o fiz. A licença de maternidade não só deveria estender-se até aos seis meses, para que os bebés pudessem mamar em exclusivo até essa altura, como é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, mas também alargar-se para além disso, permitindo que a introdução dos alimentos sólidos fosse vivida com serenidade e sem pressas, independentemente do método utilizado!

Se clicar nos links seguintes, terei um pequeno ganho sem nenhum custo adicional para si. Desde já, agradeço!
 

domingo, 4 de outubro de 2015

Natação para bebés

Cá em casa, iniciámos as aulas de natação para bebés.
 
 
Apesar de reconhecer os benefícios (que referirei mais adiante) da natação para bebés, não estava muito certa de querer começar algum tipo de atividade estruturada com a minha filha, sendo ela tão pequena (atualmente tem 9 meses).
 
Sou professora de 1° ciclo e apercebo-me da quantidade de atividades extracurriculares que a maioria das crianças frequenta, deixando-lhes pouco tempo para a brincadeira livre.
Vivemos numa sociedade em que a oferta de formação desportiva, artística e intelectual para crianças é variadíssima. Torna-se difícil resistir-lhe! Todos queremos o melhor para os nossos filhos, dando-lhes a oportunidade de desenvolverem as suas capacidades inatas, melhorarem as suas características menos boas, descobrirem aquilo de que gostam através da experiência... E são muitas vezes as próprias crianças a quererem aprender isto, praticar aquilo, experimentar aqueloutro... Há dias, os meus alunos (unanimemente!) disseram-me que preferiam ter vidas muito preenchidas, com muitas atividades, em detrimento de dias com muito tempo livre, desocupado!
 
Com receio de cair nesta "armadilha" e de aos sete anos ela já frequentar o piano, o inglês, o ténis e o ballet, estive prestes a adiar esta experiência... O que me fez mudar? O entusiasmo crescente da minha bebé em relação à água do mar e o à vontade que revelou quando fomos à piscina este verão.
 
 
Assim que percebe que vamos à praia, fica felicíssima! E quando põe os pés na areia, é vê-la puxar-nos para caminhar para a água. As ondas batem-lhe nas pernas e na barriga e ela continua a querer avançar para dentro do mar, com enorme satisfação e sem qualquer tipo de medo.
Na primeira vez em que esteve numa poça com água pelo peito, deitei-a e espontaneamente começou a "nadar".
Então, pensei que seria divertido e enriquecedor que ela tivesse contacto com água mesmo nas estações mais frias que se aproximam.
 
Não me enganei! Ela comportou-se como um peixe na água e só choramingou quando saímos da piscina, pois queria mais!
 
 
Desta prática, de entre muitas vantagens, destaco as seguintes:
A natação melhora a coordenação motora e o equilíbrio, bem como as noções espaciais, o que poderá ter uma influência positiva na aprendizagem do gatinhar e do andar. Fortalece o sistema cardiorrespiratório e o sistema imunitário. Os exercícios realizados num ambiente aquático com uma temperatura agradável ajudam ao relaxamento do bebé, com consequências ao nível da melhoria do apetite e da qualidade do sono. 
E, para mim talvez seja esta a mais importante, desenvolve a sua autonomia e desenvoltura no meio aquático, que serão essenciais para evitar possíveis situações de perigo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, morrem mais de 140 mil crianças com menos de 15 anos por afogamento todos os anos!
 
Assim, enquanto a minha filha se mostrar motivada para frequentar estas aulas, as nossas manhãs de sábado, outrora (já bem distante!) gozadas debaixo do edredão, serão alegremente passadas debaixo de água!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Papas caseiras - Parte 1

Cá em casa, oferecemos papas caseiras à bebé.
Ultimamente são cada vez mais os alertas dados quanto aos malefícios do consumo de açúcar, em especial por parte das crianças. Contudo e surpreendentemente, muitos dos produtos comercializados como sendo adequados para esta faixa etária continuam a incluir açúcar na sua composição. É o caso das papas!
Algumas incluem também sal. No entanto, os rins dos bebés não estão ainda suficientemente desenvolvidos para conseguirem fazer a sua correta filtragem...
Por isso, porque acredito que quanto menos produtos processados a minha bebé consumir melhor, e porque preparar uma papa em casa é mais fácil do que parece à primeira vista, tomei esta decisão!

Introduzi as papas depois dos sete meses, um pouco mais tarde do que o aconselhado pelos médicos, porque queria que a minha filha se habituasse primeiro ao sabor das sopas e dos diversos vegetais e  isso parecia nunca mais acontecer... Como tal tendia a demorar, dadas as dificuldades que já relatei, acabei por decidir dar-lhe papa antes mesmo de ela revelar algum prazer em consumir os referidos alimentos.

Nessa altura, ao fazer as minhas pesquisas, aprendi que era importante que as crianças tivessem contacto com alimentos contendo glúten antes dos sete meses (e depois dos três). Se isso não acontecer (se existir uma predisposição para tal), há uma maior probabilidade de poderem desenvolver a doença celíaca.
A doença celíaca é uma doença auto-imune que se caracteriza por uma intolerância ao glúten. Ao ser consumido, o sistema imunológico é ativado, atacando o intestino delgado. Este fica com lesões que não permitem que seja feita uma correta absorção dos nutrientes.
A minha bebé estava com sete meses e meio, quando soube disto. Por isso, apressei-me a fazer a passagem das papas sem glúten para as com glúten.
Até agora, nenhuma reação negativa! Contudo, os primeiros sinais da doença podem aparecer até aos vinte meses. Há que estar atento a diarreia, barriga inchada, perda de apetite e de peso e irritabilidade, pois são estes os principais sintomas.
Partilho então algumas papas que a bebé já experimentou. Fiz todas elas usando a Bimby, mas podem ser cozinhadas de forma tradicional.

Papa de alfarroba, quinoa e pera (sem glúten)
  • 1 colher de sopa de farinha de alfarroba
  • 1 colher de sopa de quinoa
  • 1 pera
  • 120 g de água


Cozinhar todos os ingredientes 8 min / 90° / vel 1.
Triturar 30 seg / vel 3, 5 , 7.


Esta papa foi a primeira que fiz e teve muito boa aceitação por parte da bebé. Eu, que nunca fui grande fã de papas, também gostei. Penso que, até no caso de crianças mais velhas, pode ser servida como uma sobremesa saudável, pois o seu aspeto é muito semelhante ao de uma mousse de chocolate e o seu sabor é muito adocicado.

Papa de arroz branco, pera e pêssego (sem glúten)
  • 2 colheres (sopa) de arroz branco
  • 1 pera
  • 1/2 pêssego
  • 150 g de água

Pulverizar o arroz 15 s / vel 9.
Juntar a pera e a água, e cozinhar 8 min / 90° / vel 1.
Adicionar o pêssego.
Triturar 30 seg / vel 3, 5 , 7.
Apesar de ter triturado os grãos de arroz, para fazer farinha, houve um ou outro que escapou e ficou maior. Por isso, em algumas colheradas, foi acionando o reflexo gag e, julgo que por esse motivo, ela não gostou tanto desta papa como da anterior.
Mas foi só no primeiro dia, pois já a fiz novamente e ela não se fez rogada!

Papa de aveia, abóbora e pêssego (com glúten)
  • 2 colheres (sopa) de flocos de aveia
  • 125 g de abóbora
  • 1 pêssego
  • 120 g de água

Colocar a água e a abóbora no copo e cozinhar 6 min / 100° / vel 1.
Juntar a aveia e cozinhar mais 8 min / 90° / vel 1.
Adicionar o pêssego.
Triturar 30 seg / vel 3, 5 , 7.

Acabada de regressar a casa de férias, queria fazer uma papa com glúten, para a minha bebé provar. Pensei usar maçã, mas a única fruta que tinha era pêssego. No frigorífico, encontrei um resto de abóbora e decidi arriscar. Quem diria que pela primeira vez a bebé iria comer mais de sete colheres? Surpreendentemente, a tigela ficou vazia! No dia seguinte, comeu outra porção semelhante (tenho dividido a quantidade de cada receita em duas doses, porque ela ainda come muito pouco), desta vez fria, com igual entusiasmo!

E eu também ando entusiasmada com as papas! Tenho percebido que não há limites à criação... Basta pôr a imaginação a funcionar e mãos à obra! Hei de partilhar mais receitas...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...