segunda-feira, 4 de maio de 2015

É bom andar ao colo!

colo

Cá em casa, damos muito colo à nossa bebé!

No outro dia, fui beber café com uma amiga que também foi mãe há pouco tempo e, a dada altura, ela comentou que o seu bebé era muito tranquilo, não dava trabalho nenhum, mas que não lhe dava muito colo para não o habituar mal. Não querendo de algum modo julgar a forma de pensar da minha amiga (até porque cada mãe faz o que acredita ser melhor para o seu bebé e o que funciona melhor no seu seio familiar), não pude deixar de ficar a matutar no assunto.
Até porque, verdade seja dita, é isto que me lembro de ouvir toda a vida, não especificamente por parte da minha família, mas ao nível da sociedade em geral.

Contudo, a nossa bebé nasceu e o desejo de a segurar, sentir, abraçar, cheirar foi imediato! Ainda na maternidade, passou muito tempo no nosso colo... E também no colo dos familiares e amigos que nos visitaram... De que é que (quase) toda a gente tem vontade, quando vai conhecer um recém nascido? De lhe pegar!

Já em casa, continuamos a dar-lhe colo sempre que chora, para adormecer ou pura e simplesmente porque queremos dar-lhe mimos, interagir com ela (e ela connosco!).

Ficam guardadas na memória (e no coração) as tardes de chuva e de frio, em que fiquei à lareira com ela, de corpinho tão pequenino, a dormir enroladinha no meu peito!

Ficam guardados no seu inconsciente, acredito que tornando-a mais confiante e tranquila, os momentos em que acorro ao seu choro e a conforto no meu colo. Ou os momentos em que a seguro entre os braços e a levo a passear ao nosso quintal, a encho de beijos, repito os sons do seu palrar ou lhe retribuo o sorriso. O meu colo, acredito, fá-la sentir-se amada e correspondida!

Gostaria de usar mais o sling e o pano que me emprestaram, mas tenho problemas graves de coluna e não aguento muito tempo (até porque ela está cada vez mais pesada!)...
Não é contudo, por isso, que lhe é alguma vez negado o colo. Se me doem as costas por estar de pé, há sempre a opção de lho dar sentada ou de chamar reforços (leia-se pai!).

Se acredito no vício do colo? Não...
A minha bebé é certamente uma criança mais exigente, mas, se o é, é porque sabe que o mundo é um local bom, no qual pode confiar. Sente que nele existem pessoas constantemente preocupadas com o seu bem estar, dispostas a dedicar-lhe atenção e a minorar o seu desconforto (quando é o caso).
O que pode haver de negativo nisto? Porque é que existe o mito de que o excesso de colo (qual é a unidade de medida utilizada?!) pode ser prejudicial?
É preciso que da nossa parte, pais, exista uma grande disponibilidade, é um facto. Mas quando decidi ser mãe, fi-lo no meu todo, de corpo, coração e alma. Foi por isso que não fui mãe mais cedo, quando o meu ser estava ainda demasiado disperso em tantas outras coisas da vida...

Vai haver um dia em que a minha bebé não será mais bebé. Vai haver um dia em que não quererá mais colo... Até lá vou aproveitar!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Licença parental alargada

Cá em casa, decidimos gozar parte da licença parental alargada.

Quando a bebé nasceu (ou melhor, ainda antes), decidimos que iríamos partilhar a licença parental.
Tivemos alguma dificuldade em interpretar a lei. Falam muito de literacia, e dos seus baixos níveis entre a população, mas depois é preciso um domínio da língua acima da média para compreender documentos que deviam ser de fácil acesso para qualquer um!
Contudo, ao fim de lermos e relermos as suas páginas várias vezes, escolhemos a opção que nos permitiria passar mais tempo com a nossa filha: eu usufruiria de 150 dias de licença e o pai de 30 dias logo depois. Seríamos pagos a 80% dos nossos salários, mas, uma vez que os cálculos são feitos em relação ao rendimento bruto, ficaríamos a receber ainda um pouco mais do que o habitual. Ótimo!
Para além disso, o pai gozaria de 10 dias obrigatórios logo após o nascimento da bebé e de outros 10 facultativos ao longo da minha licença.
 
As duas primeiras semanas passadas em casa foram maravilhosas! Eu e o pai totalmente apaixonados pela nossa bebé e ainda mais apaixonados um pelo outro do que anteriormente! Um sonho!
Só que quinze dias de sonho passam muito depressa e, de repente, já o pai se via obrigado a regressar ao trabalho.
Senti que era uma grande injustiça, que num momento tão especial para a família o pai deveria ter direito a ficar muito mais tempo em casa...


Entretanto, o tempo foi passando e a minha licença já ia a mais de metade...
Comecei a pensar que não queria, de forma alguma, separar-me da minha bebé tão pequenina e ainda tão dependente de mim. Para além disso, queria amamentar exclusivamente até aos seis meses e, indo trabalhar, tal tornava-se complicado.
Foi então que, nas minhas pesquisas pela internet, me apercebi da possibilidade de prolongar a minha licença. Entrei em contacto com a Segurança Social e fui informada de que não só eu poderia gozar de um período até 90 dias, como também o pai poderia gozar de outro período igual, desde que fossem consecutivos e imediatamente a seguir ao término da licença parental partilhada (de 150 + 30 dias). O senão? Estes dias são pagos apenas a 25%...
Falei com a entidade patronal para me darem férias no mês em que o pai fica em casa de licença. Não colocaram qualquer problema. Fui à Segurara Social e preenchi o impresso a informar da pretensão de gozar 60 dias da licença parental alargada.
Como sou professora num colégio, regressarei às aulas no início do próximo ano letivo, o que faz muito mais sentido...
 
E a mim faz-me todo o sentido do mundo poder aproveitar para estar com a minha bebé nem que sejam só mais três meses (embora o ideal fosse uma licença de 46 a 56 semanas como na Noruega!). Nessa altura já terá 8 meses e felizmente ficará com a avó.
Parte-me o coração saber que há um grande número de mães que tem de deixar os seus filhos bem mais pequenos numa creche!
 
Durante esses meses, vamos andar com os cintos mais apertados, a contar os trocos. Em compensação, vou andar de coração cheio, a viver momentos únicos que não se irão repetir! E com a certeza de que fiz a melhor opção!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Três meses e meio de fraldas reutilizáveis!

Cá em casa, já usamos fraldas de pano há três meses e meio!

Tudo tem corrido lindamente e estou ainda mais fã que inicialmente!
Mas o meu stock mudou ligeiramente, porque a bebé tem crescido a olhos vistos e as fraldas de recém nascido já não servem...  Estão guardadas numa caixa, à espera do dia (ainda distante) da chegada de um mano.

Neste momento, estão a uso 26 fraldas (número que não inclui capas)...

Para dormir, a bebé continua a usar fraldas ajustadas da Tots Bots (5) com as respetivas capas (2). Por vezes, usa também uma capa da Bummis, que é a preterida porque os elásticos deixam a pele das pernas muito vincada.
Capa da Bummis
A capa da Blueberry já começa a mostrar-se pequena, sendo só usada em última instância...
Coloco sempre um absorvente extra e um fleece para que se mantenha enxuta e confortável. Deste modo, aguenta 12 horas, com raríssimas fugas.

Temos 5 fraldas de bolso da marca Baby Ikawa, que são usadas quando estamos por casa ou quando as outras estão sujas ou a lavar.
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Custaram 4,5 € cada uma, na Amazon, numa altura em que não se pagavam portes para Portugal. Apesar de serem mais fracas ao nível de qualidade, tem desempenhado bem a sua função, quase sem fugas e adaptando-se bem ao corpo da bebé, pois o seu tecido é muito maleável.
Em duas delas tive de substituir uma mola, mas, uma vez que tenho uma máquina própria para tal, não foi para mim um problema.
No seu interior, coloco dois absorventes ou uma fralda pré dobrada. Quando a bebé era mais pequena, gostei de usar pré dobradas com snappi e capa, mas apesar de ter adquirido algumas de tamanho acima, não me adaptei a usá-las agora que ela é mais crescida. Então decidi reaproveitá-las, colocando-as nas fraldas de bolso.

Quanto a fraldas tudo em um, temos 2 Bambino Mio.
Fralda tudo em um Bambino MioFralda tudo em um Bambino Mio
Tanto podem secar na máquina como ao ar livre, o que é vantajoso pois, como o absorvente não se separa, demoraria muito a secar nos dias mais húmidos.
Gosto bastante destas fraldas, que apresentam uma grande qualidade de confeção, e adoro os seus padrões (saíram há pouco uns novos pelos quais me apaixonei!)! Mas são um bocadinho caras, pelo que está fora de questão adquirir mais.

Como gostei muito das fraldas de recém nascido da Close Pop In, pensei que o sistema híbrido seria do meu agrado. Então, comprei uma fralda V2 da Close e outra da Grovia, ambas com absorventes extra.
Fralda híbrida da Grovia
No caso da Grovia, estou satisfeita, pois consigo usar quase sempre a capa duas vezes, ou seja, com os dois absorventes adquiridos. Digo quase sempre, pois basta que a bebé faça um daqueles cocós explosivos para que a capa fique totalmente imprópria para consumo! Os absorventes têm uma característica que me agrada, que é o facto que serem impermeáveis no lado que fica em contacto com a capa, pelo que o chichi não passa e esta fica enxuta para a segunda utilização.
Fralda híbrida Close Pop In V2
Já no que toca à fralda da Close, o meu grau de satisfação é menor. Para além da situação dos cocós que referi antes e de não haver nenhum tecido impermeável nos absorventes, o próprio interior da capa é de algodão, pelo que fica bastante molhado a cada utilização. Assim, apesar de ter dois absorventes, só consigo usar a capa uma vez entre cada lavagem. Também não gosto muito do modo como a fralda lhe assenta.

Com tudo isto, descobri que as minhas fraldas preferidas são afinal as de bolso da LittleBloom!
Fralda de bolso LittleBloom
 
Fralda de bolso LittleBloom
São práticas de colocar (se não fossem estas, acho que, no mês de licença gozado pelo pai, as descartáveis invadiriam a nossa casa, mesmo contra a minha vontade!), permitem que se ajuste facilmente o grau de absorção (colocando mais ou menos absorventes no bolso), secam mais rapidamente do que imaginava e têm uma ótima relação qualidade/preço. Para além disso, os seus padrões são uma delícia e algumas são de um tecido aveludado muito agradável ao toque.
Neste momento, temos 12 fraldas destas, cada uma com dois absorventes (a maioria de microfibra, mas também alguns de bambu).
Fraldas de bolso LittleBloom

Se soubesse o que sei hoje quando comecei a comprar as fraldas, teria comprado todas da LittleBloom (exceto as de noite, pois por agora damo-nos bem com as ajustadas).
Mas mantenho a minha opinião de que não devemos comprar todas da mesma marca sem experimentar, pois arriscamo-nos a fazer um grande investimento em algo que não nos satisfaz. Imaginem que tinha comprado todas da Close Pop In!...
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