terça-feira, 28 de abril de 2015

Licença parental alargada

Cá em casa, decidimos gozar parte da licença parental alargada.

Quando a bebé nasceu (ou melhor, ainda antes), decidimos que iríamos partilhar a licença parental.
Tivemos alguma dificuldade em interpretar a lei. Falam muito de literacia, e dos seus baixos níveis entre a população, mas depois é preciso um domínio da língua acima da média para compreender documentos que deviam ser de fácil acesso para qualquer um!
Contudo, ao fim de lermos e relermos as suas páginas várias vezes, escolhemos a opção que nos permitiria passar mais tempo com a nossa filha: eu usufruiria de 150 dias de licença e o pai de 30 dias logo depois. Seríamos pagos a 80% dos nossos salários, mas, uma vez que os cálculos são feitos em relação ao rendimento bruto, ficaríamos a receber ainda um pouco mais do que o habitual. Ótimo!
Para além disso, o pai gozaria de 10 dias obrigatórios logo após o nascimento da bebé e de outros 10 facultativos ao longo da minha licença.
 
As duas primeiras semanas passadas em casa foram maravilhosas! Eu e o pai totalmente apaixonados pela nossa bebé e ainda mais apaixonados um pelo outro do que anteriormente! Um sonho!
Só que quinze dias de sonho passam muito depressa e, de repente, já o pai se via obrigado a regressar ao trabalho.
Senti que era uma grande injustiça, que num momento tão especial para a família o pai deveria ter direito a ficar muito mais tempo em casa...


Entretanto, o tempo foi passando e a minha licença já ia a mais de metade...
Comecei a pensar que não queria, de forma alguma, separar-me da minha bebé tão pequenina e ainda tão dependente de mim. Para além disso, queria amamentar exclusivamente até aos seis meses e, indo trabalhar, tal tornava-se complicado.
Foi então que, nas minhas pesquisas pela internet, me apercebi da possibilidade de prolongar a minha licença. Entrei em contacto com a Segurança Social e fui informada de que não só eu poderia gozar de um período até 90 dias, como também o pai poderia gozar de outro período igual, desde que fossem consecutivos e imediatamente a seguir ao término da licença parental partilhada (de 150 + 30 dias). O senão? Estes dias são pagos apenas a 25%...
Falei com a entidade patronal para me darem férias no mês em que o pai fica em casa de licença. Não colocaram qualquer problema. Fui à Segurara Social e preenchi o impresso a informar da pretensão de gozar 60 dias da licença parental alargada.
Como sou professora num colégio, regressarei às aulas no início do próximo ano letivo, o que faz muito mais sentido...
 
E a mim faz-me todo o sentido do mundo poder aproveitar para estar com a minha bebé nem que sejam só mais três meses (embora o ideal fosse uma licença de 46 a 56 semanas como na Noruega!). Nessa altura já terá 8 meses e felizmente ficará com a avó.
Parte-me o coração saber que há um grande número de mães que tem de deixar os seus filhos bem mais pequenos numa creche!
 
Durante esses meses, vamos andar com os cintos mais apertados, a contar os trocos. Em compensação, vou andar de coração cheio, a viver momentos únicos que não se irão repetir! E com a certeza de que fiz a melhor opção!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Três meses e meio de fraldas reutilizáveis!

Cá em casa, já usamos fraldas de pano há três meses e meio!

Tudo tem corrido lindamente e estou ainda mais fã que inicialmente!
Mas o meu stock mudou ligeiramente, porque a bebé tem crescido a olhos vistos e as fraldas de recém nascido já não servem...  Estão guardadas numa caixa, à espera do dia (ainda distante) da chegada de um mano.

Neste momento, estão a uso 26 fraldas (número que não inclui capas)...

Para dormir, a bebé continua a usar fraldas ajustadas da Tots Bots (5) com as respetivas capas (2). Por vezes, usa também uma capa da Bummis, que é a preterida porque os elásticos deixam a pele das pernas muito vincada.
Capa da Bummis
A capa da Blueberry já começa a mostrar-se pequena, sendo só usada em última instância...
Coloco sempre um absorvente extra e um fleece para que se mantenha enxuta e confortável. Deste modo, aguenta 12 horas, com raríssimas fugas.

Temos 5 fraldas de bolso da marca Baby Ikawa, que são usadas quando estamos por casa ou quando as outras estão sujas ou a lavar.
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Fralda de bolso Baby IkawaFralda de bolso Baby Ikawa
Custaram 4,5 € cada uma, na Amazon, numa altura em que não se pagavam portes para Portugal. Apesar de serem mais fracas ao nível de qualidade, tem desempenhado bem a sua função, quase sem fugas e adaptando-se bem ao corpo da bebé, pois o seu tecido é muito maleável.
Em duas delas tive de substituir uma mola, mas, uma vez que tenho uma máquina própria para tal, não foi para mim um problema.
No seu interior, coloco dois absorventes ou uma fralda pré dobrada. Quando a bebé era mais pequena, gostei de usar pré dobradas com snappi e capa, mas apesar de ter adquirido algumas de tamanho acima, não me adaptei a usá-las agora que ela é mais crescida. Então decidi reaproveitá-las, colocando-as nas fraldas de bolso.

Quanto a fraldas tudo em um, temos 2 Bambino Mio.
Fralda tudo em um Bambino MioFralda tudo em um Bambino Mio
Tanto podem secar na máquina como ao ar livre, o que é vantajoso pois, como o absorvente não se separa, demoraria muito a secar nos dias mais húmidos.
Gosto bastante destas fraldas, que apresentam uma grande qualidade de confeção, e adoro os seus padrões (saíram há pouco uns novos pelos quais me apaixonei!)! Mas são um bocadinho caras, pelo que está fora de questão adquirir mais.

Como gostei muito das fraldas de recém nascido da Close Pop In, pensei que o sistema híbrido seria do meu agrado. Então, comprei uma fralda V2 da Close e outra da Grovia, ambas com absorventes extra.
Fralda híbrida da Grovia
No caso da Grovia, estou satisfeita, pois consigo usar quase sempre a capa duas vezes, ou seja, com os dois absorventes adquiridos. Digo quase sempre, pois basta que a bebé faça um daqueles cocós explosivos para que a capa fique totalmente imprópria para consumo! Os absorventes têm uma característica que me agrada, que é o facto que serem impermeáveis no lado que fica em contacto com a capa, pelo que o chichi não passa e esta fica enxuta para a segunda utilização.
Fralda híbrida Close Pop In V2
Já no que toca à fralda da Close, o meu grau de satisfação é menor. Para além da situação dos cocós que referi antes e de não haver nenhum tecido impermeável nos absorventes, o próprio interior da capa é de algodão, pelo que fica bastante molhado a cada utilização. Assim, apesar de ter dois absorventes, só consigo usar a capa uma vez entre cada lavagem. Também não gosto muito do modo como a fralda lhe assenta.

Com tudo isto, descobri que as minhas fraldas preferidas são afinal as de bolso da LittleBloom!
Fralda de bolso LittleBloom
 
Fralda de bolso LittleBloom
São práticas de colocar (se não fossem estas, acho que, no mês de licença gozado pelo pai, as descartáveis invadiriam a nossa casa, mesmo contra a minha vontade!), permitem que se ajuste facilmente o grau de absorção (colocando mais ou menos absorventes no bolso), secam mais rapidamente do que imaginava e têm uma ótima relação qualidade/preço. Para além disso, os seus padrões são uma delícia e algumas são de um tecido aveludado muito agradável ao toque.
Neste momento, temos 12 fraldas destas, cada uma com dois absorventes (a maioria de microfibra, mas também alguns de bambu).
Fraldas de bolso LittleBloom

Se soubesse o que sei hoje quando comecei a comprar as fraldas, teria comprado todas da LittleBloom (exceto as de noite, pois por agora damo-nos bem com as ajustadas).
Mas mantenho a minha opinião de que não devemos comprar todas da mesma marca sem experimentar, pois arriscamo-nos a fazer um grande investimento em algo que não nos satisfaz. Imaginem que tinha comprado todas da Close Pop In!...

domingo, 15 de março de 2015

Chucha - sim ou não?




 
Cá em casa, a bebé usa chucha!

Antes mesmo de nascer, já tinha três chuchas, oferecidas por pessoas amigas.
Na altura, eu não tinha qualquer ideia concebida em relação ao facto de querer ou não que a minha bebé usasse chupeta, não tinha sequer pensado no assunto! Estavam guardadas num armário, à espera de serem necessárias. Como tinha a ideia que se isso acontecesse seria bem mais lá para a frente e que nos primeiros tempos o seu uso podia comprometer a amamentação, nem me passou pela cabeça levá-la para a maternidade, como já ouvi alguns relatos... Ainda bem!

Contudo, logo nos primeiros dias passados em casa, nos momentos em que a bebé chorava e fazia movimentos com a boca, comecei a ouvir conselhos, especialmente vindos das avós, para lhe dar chucha. Comecei por negar, convicta de que isso iria ter repercussões na forma como a bebé fazia a pega da mama, algo que ainda estava em processo de aprendizagem.

Para me sentir mais segura na minha escolha, comecei a fazer pesquisas e dei por mim a pensar que não fazia qualquer sentido usar este objeto! Embora inicialmente não tivesse nada contra chupetas, depois de ler e refletir, concluí que eram algo completamente antinatural oferecido pelos adultos às crianças! Muitas delas, no princípio, nem gostam e recusam-nas, sendo necessária alguma insistência para que as aceitem... Isto tudo para que, uns anos mais tarde quando já desenvolveram um sentimento de habituação relativamente à mesma, esses mesmos adultos andem em conflito com elas para as convencerem que não devem mais chuchar.
Ora, eu não queria ser responsável pela criação do primeiro vício da minha filha!
 
Só que mesmo depois de mamar, ela procurava o consolo da mama. E eu não lho podia dar, por ter os mamilos feridos... Nessa altura só pedia "Intervalos maiores, por favor!"...
Os avós (sim, já não eram só as avós!) insistiam na chucha. Recebemos a visita domiciliar de uma enfermeira do hospital, responsável pelo acompanhamento pós-parto, que também o sugeriu. Uma amiga nossa, enfermeira neonatologista, quando veio cá a casa, acalmou facilmente a bebé, oferecendo-lhe o seu dedo para que chuchasse e também sugeriu o uso de chupeta. Enfim...
O pai foi o primeiro a ficar convencido. E eu acabei por ceder.
Importa referir que isso só aconteceu quando senti que a bebé já fazia uma pega correta e de forma automática.

A bebé aceitou logo a chucha e, de facto, verifiquei a sua utilidade no processo de a acalmar.
Mas aqui passámos a ter um novo problema, que no meu processo de aceitação da chupeta (é claro que não foi imediato!) ainda usei como argumento contra: sempre que a deixava cair da boca (e isso acontecia muitas vezes!), chorava e um de nós tinha de ir lá colocá-la novamente. Acho que aqui o pai vacilou e chegou a questionar se não teria sido melhor fazer o que eu dizia...

Entretanto, rendi-me completamente e deixei de ver a chucha como um "bicho mau". Embora seja algo artificial, dá imenso jeito. Durante ainda bastante tempo, a bebé não conseguia levar as mãos à boca e com a chucha a sua necessidade de sucção foi sendo satisfeita. Agora que já vai conseguindo fazê-lo, é ela própria quem muitas vezes cospe a chucha e procura os dedos.

 
É interessante que não vejo (por agora e espero que no futuro) que a chucha seja para ela um vício. Há dias em que adormece com chucha, outros que a cospe, outros que nem chego a dar-lha. Tem momentos em que acalma o choro usando-a, outros em que não serve de nada. Há situações em que procura pôr as mãos na boca, outras vezes não as quer mesmo que a ajude a alcançá-las...

 
Ontem, fomos almoçar fora. A meio da refeição, ela franziu o sobrolho com "cara de poucos amigos" e ameaçou chorar. O pai esboçou imediatamente um esgar de pânico: "A chucha? Não trouxemos a chucha?! É melhor ir ao carro ver se está lá alguma!!"
Parece-me que, por agora, o vício é mais nosso, adultos!
 
Se me questiono ainda em relação ao uso da chucha? Pouco, mas ainda acontece...
O que penso nessas alturas é se, no seu lugar, nos momentos de desconforto da bebé, deveria oferece-lhe maminha. Porque isso seria o que é natural, que seria feito pelas mulheres antes da invenção das chupetas...
Mas depois tento vivenciar as coisas de uma forma mais prática e adaptada à minha realidade atual. O natural seria andarmos todos a pé e contudo já ninguém dispensa o carro, a bicicleta, o avião e afins! Isto só para dar um de ínfimos exemplos...
Há alturas em que obviamente (e ainda bem!) nada substitui o conforto da maminha. Mas passei a aceitar a chupeta como uma aliada, pois só ganho "macaquinhos no sótão" ao tê-la como uma inimiga!

 
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